"Severino, una historia de pasión y muerte"
Jantar vegano
"O destino do homem, diz-se, é ele mesmo quem o forja; e hoje não existe mais do que uma alternativa: ou em rebeldia ou em escravidão."
Comunicado do CCL
Companheiros e companheiras,
.....Ao longo dos últimos dois anos, o Centro de Cultura Libertária debateu-se com a ameaça de perder a sua sede devido a um processo de despejo movido pelo proprietário do edifício. Após ter sido condenado a abandonar as suas instalações, num julgamento realizado em 2009, o Centro de Cultura Libertária recorreu da sentença para o Tribunal da Relação. O resultado deste recurso foi favorável ao CCL e deu origem à marcação de novo julgamento.
.....No decorrer deste novo julgamento, conduzido pela mesma juíza que nos havia condenado anteriormente e a quem seria muito difícil fazer mudar a sua opinião inicial, surgiu a possibilidade de um acordo quanto ao aumento de renda. Após discussão sobre a possibilidade real de perdermos o nosso espaço ou garantirmos a existência deste através de um aumento significativo da renda do imóvel, decidimos que atendendo a todas as condicionantes, um acordo quanto ao aumento seria a melhor hipótese de garantirmos a existência futura de um espaço como o CCL.
.....Deste modo, no dia 2 de Maio do presente ano, foi assinado um acordo dando fim a um processo que para nós sempre se havia resumido a uma tentativa de rentabilização do imóvel por parte do proprietário, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado até agora, deixando bem claro para todos (incluindo o Tribunal) que as intenções lucrativas tinham sido sempre o motivo desta acção de despejo.
.....Queremos acima de tudo deixar expresso nestas linhas, o nosso profundo agradecimento à solidariedade de todos @s companheir@s que nos apoiaram. Sem este apoio, dificilmente teríamos conseguido manter o nosso espaço até agora.
.....Recordamos que o Centro de Cultura Libertária é um ateneu cultural anarquista que, desde há 35 anos, está sedeado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que sempre desempenhou, mas também pela ligação afectiva que gerou nas várias gerações que por ele passaram, encontrando sempre nesta associação um espaço fundamental de pensamento, cultura e liberdade.
.....É assim que queremos continuar.
.....Viva a Anarquia!
Julho de 2011
Dia 25 de Junho
16h30
Apresentação da compilação de textos de Christian Ferrer “A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica”, promovendo um debate sobre A Indústria e Mercantilização do Corpo – Consumismo e Escapismo.
Seguido de petiscos para angariação de fundos para as despesas correntes do CCL.
“A abundância é tanta que já não é surpreendente o rápido desenvolvimento e o êxito da implantação das indústrias do corpo. A farmacopeia da felicidade, as sucessivas gerações de anti-depressivos, as ondas de pornografia e os enclaves urbanos em que se formata o corpo são reveladores de sintomas ao mesmo tempo que são experiências bem-vindas. A sua profusão adquere sentido em sociedades altamente tecnificadas que promovem o valor do intercâmbio do corpo: cumprem tarefas de amortização.”
“A emancipação da pornografia não foi obra dos seus aficionados mas sim de necessidade colectiva de identificar um género que desse conta de novas experiências e expectativas sensoriais. E a essência do género condensa-se numa mensagem de felicidade partilhada. Habitualmente, e se se deixarem de parte alguns extremos criminais, os actores pornográficos são felizes e a sua mensagem é a de que todos merecem o direito igualitário ao orgasmo e sem distinção de sexos, de raças ou classes sociais. Mais especificamente, a pornografia pode ser englobada num género maior, ao qual podemos chamar “idílico”.”
“A pornografia apresenta-se na sociedade promovendo uma viragem, fazendo pressão sobre costumes e expectativas sociais: sobre a dieta alimentar, o trabalho de ginásio, o consumo de objectos eróticos, o desenho de moda e sobre outros géneros mediáticos, em cujas margens proliferam dezenas de industrias para um mercado emergente: do sex-shop à cirurgia estética, da lipoaspiração à prostituição de luxo, do rastreio biotecnológico dos genes do prazer à selecção de promotoras de mercadorias, e da auto-produção da aparência, tanto para a ordem laboral como para animar festas de adolescentes. O etc é largo e os incómodos e inconvenientes que estas ginásticas supõem são suportados porque se entendem como sofrimentos dotados de sentido.”
In A Viragem Pornográfica: O Sofrimento sem sentido e a tecnologia
Dia 18 de Junho
16h30
"Ao longo de uma paisagem devastada, de imagens que nos transportam das rotinas do nosso quotidiano até aos nossos mais temíveis pesadelos, faz-se um exame das causas e consequências da devastação ambiental e destruição animal que impera hoje no nosso mundo. A partir de algumas das premissas do livro "Endgame" de Derrick Jensen, End:Civ é um documentário que procura perpassar, utilizando diversas narrativas, os mais diferentes aspectos de uma cultura ecocída e genocída, que não olha a meios para atingir os fins, ainda que esses meios sejam por si mesmo suicídas. Nesse percurso, faz-se uma análise da forma como os diversos recursos naturais são consumidos, deixando para trás uma paisagem de desolação, a forma como a violência sistematizada e institucionalizada é utilizada, destruindo paisagens e outras culturas, e a forma como podemos resistir a essa cultura civilizacional de morte. Mais do que um documentário, End:Civ procura ser uma arma de ataque contra uma civilização à beira do abismo."
Realizador: Franklin López
Duração: Apróx. 75 minutos
Língua: Inglês (legendado em castelhano)
Dia 25 de Junho
16h30
Apresentação da compilação de textos de Christian Ferrer “A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica”, promovendo um debate sobre A Indústria e Mercantilização do Corpo – Consumismo e Escapismo.
Seguido de petiscos para angariação de fundos para as despesas correntes do CCL.
“A abundância é tanta que já não é surpreendente o rápido desenvolvimento e o êxito da implantação das indústrias do corpo. A farmacopeia da felicidade, as sucessivas gerações de anti-depressivos, as ondas de pornografia e os enclaves urbanos em que se formata o corpo são reveladores de sintomas ao mesmo tempo que são experiências bem-vindas. A sua profusão adquere sentido em sociedades altamente tecnificadas que promovem o valor do intercâmbio do corpo: cumprem tarefas de amortização.”
“A emancipação da pornografia não foi obra dos seus aficionados mas sim de necessidade colectiva de identificar um género que desse conta de novas experiências e expectativas sensoriais. E a essência do género condensa-se numa mensagem de felicidade partilhada. Habitualmente, e se se deixarem de parte alguns extremos criminais, os actores pornográficos são felizes e a sua mensagem é a de que todos merecem o direito igualitário ao orgasmo e sem distinção de sexos, de raças ou classes sociais. Mais especificamente, a pornografia pode ser englobada num género maior, ao qual podemos chamar “idílico”.”
“A pornografia apresenta-se na sociedade promovendo uma viragem, fazendo pressão sobre costumes e expectativas sociais: sobre a dieta alimentar, o trabalho de ginásio, o consumo de objectos eróticos, o desenho de moda e sobre outros géneros mediáticos, em cujas margens proliferam dezenas de industrias para um mercado emergente: do sex-shop à cirurgia estética, da lipoaspiração à prostituição de luxo, do rastreio biotecnológico dos genes do prazer à selecção de promotoras de mercadorias, e da auto-produção da aparência, tanto para a ordem laboral como para animar festas de adolescentes. O etc é largo e os incómodos e inconvenientes que estas ginásticas supõem são suportados porque se entendem como sofrimentos dotados de sentido.”
In A Viragem Pornográfica: O Sofrimento sem sentido e a tecnologia
A Feira do Livro anarquista, na sua 4ª edição de 20 a 22 de Maio, cria uma vez mais espaço para a divulgação das ideias anarquistas a partir dos livros e das publicações, levando a debate as ideias e análises sobre questões que nos assaltam a vida em tempos de guerra social.
Dedicamos um dos dias à crítica do desenvolvimento que o capitalismo e o Estado tentam impor. Partindo dos seus projectos e das suas investidas contra a Natureza e os locais onde vivemos, queremos discutir formas de travar esse desenvolvimento e passarmos nós ao ataque.
Noutro dia questionamos as recentes manifestações de descontentamento nas ruas reflectindo sobre os caminhos que nos poderão levar a uma ruptura com o Estado e com a economia. Duas questões que, embora separadas, se cruzam inevitavelmente.
Procuramos estimular a luta, a solidariedade e a reflexão como formas de combate às várias faces da autoridade