segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Dia 24 de Setembro, no CCL

Videoconferência com Repovoadoras de Fraguas seguida de jantar solidário Em 2013, um grupo de pessoas decidiu ocupar Fraguas, uma aldeia abandonada na província de Guadalajara, Espanha. Depois de terem recuperado e dado vida a uma aldeia despejada e deixada ao abandono no tempo do franquismo, seis pessoas enfrentam agora a possibilidade de uma pena de prisão se não pagarem uma multa de 110 000 euros por supostos delitos contra o meio ambiente, contra a ordenação do território e de usurpação. Urge demonstrar a nossa solidariedade com os repovoadores e as repovoadoras de Fraguas!!! Dia 24 de Setembro pelas 17:30 no Centro de Cultura Libertária

terça-feira, 19 de julho de 2022

O culto da morte continua: vontade de extermínio, propaganda de guerra e catástrofe da civilização

 


23 de julho no CCL

18 horas: Conversa seguida de jantar

As igrejas e os claustros, em baixo das suas absides e nos seus corpos, protegiam ricamente os túmulos,

enquanto os vivos ficavam miseravelmente protegidos em baixo de cabanas de palha. O culto dos mortos tem travado, desde os seus primórdios, a evolução dos homens. Ele é o “pecado original”, o peso morto, a bola que a humanidade vem arrastando consigo. 


Em 1907, nas páginas do jornal L'Anarchie, Albert Libertad escrevia  Culte de la charogne.


Nesse breve texto, Libertad lançava um duro ataque contra o costume de venerar os mortos e contra tudo aquilo que está à sua volta. 

Já passou mais do que um século desde a publicação daquele texto. Porém, o assim-chamado culte de la charogne continua a estar presente, aliás, continua a fortalecer-se cada vez mais. Ao longo do tempo, os vários fascismos – e os seus modernos epígonos – têm elogiado e glorificado a morte através dos seus símbolos e nos seus rituais fúnebres. As religiões agitam o espectro da morte, ou nalgum caso, delegam a esta a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, os Estados fazem do desprezo pelas vidas humanas o seu eixo fundamental.

Portanto, o culto da morte continua, com as infinitas guerras, o espectro do nuclear, os campos de confinamento, as prisões, a repressão da carne e dos espíritos rebeldes.

Ele continua com a propaganda unilateral que fala dos mortos pela guerra, epidemias e outras catástrofes “naturais”, enquanto os cientistas nos advertem que o colapso da terra está ao virar da esquina. 

O triunfo da morte e o seu exército de cultores parecem determinados em eliminar qualquer espaço vital, já residual, procurando condenar-nos a um presente mortífero e a um futuro de miséria e privação. 

Se a resignação tem aparentemente monopolizado as mentes e os corações, será possível uma revolta contra toda a autoridade que consiga despertar novamente a nossa joie de vivre? Queremos discutir sobre antigos e novos cultos da morte, fazendo uma releitura do texto de Albert Libertad, contextualizando-o no atual cenário social.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

"Anarquia e Individualismo" - dia 9 de julho, no CCL



Existirá soberania individual fora do espaço partilhado do comum?
Quando é que o individualismo se torna nihilista? Ou a lei do mais forte?
Vivemos numa cultura individualista, ou numa cultura que sacrifica o individual em nome do colectivo? O colectivo existe realmente?

18h00: conversa

20h00: jantar vegano

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Dia 14 de Maio, no CCL

 


O pensamento utópico já conta com mais de 2000 anos. Porém, nestes tempos sombrios, parece que deixou de existir um horizonte utópico em direção ao qual caminhar.

Através da análise do livro "História das utopias" de Lewis Mumford (1922) e "Viagem através da utopia” de Maria Luisa Berneri (1950), veremos como, no nível textual, a utopia tem sido representada enquanto perspetiva com não poucas implicações autoritárias. De facto, o nascimento e a afirmação dos totalitarismos de '900 foram em parte profetizados por toda uma tradição distópica aflorada nas primeiras décadas do século.
Porém, não todas as utopias pretendem construir sociedades estritamente disciplinadas e hierárquicas, sendo que existe também um pensamento utópico anti-autoritário que tem as suas raízes nos filósofos pré-socráticos e desenvolve-se até o início do século passado.
Nestes dias em que as distopias são ultrapassadas pela própria realidade, o imaginário coletivo parece estar totalmente monopolizado pela tirania de internet, e os piores dos cenários pós-apocalíticos possíveis, como guerra, pandemia, catástrofes ambientais e miséria, concretizam-se, há ainda lugar para a utopia? É ainda possível pensar e criar novos mundos?

18h00: conversa

21h00: jantar vegano benefit para companheiros atingidos pela repressão do Estado italiano.

Menu com subscrição livre:
Rolinhos de beringela assada recheados com húmus e alcaparras
Esparguetes de courgette com creme de abacate e lima
Peperonata (pimentos salteados à moda mediterrânea)
Focaccia (vários sabores)
Coleslaw
Bolo de cacau e laranja

Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)

terça-feira, 29 de março de 2022

NÃO ÀS FRONTEIRAS! NÃO À GUERRA!


Solidariedade anarquista contra a agressão do Estado russo


Dia 1 de Abril
no Centro de Cultura Libertária

19h00 - Conversa com  activistas sobre a situação da Ucrânia

20h30 - Jantar solidário com a resistência anarquista à agressão do
Estado russo

Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)

quarta-feira, 2 de março de 2022

12 Março de 2022 – SMUP – o CCL estará presente.


12 Março de 2022 – SMUP – Entrada 8 Forças – TODOS OS LUCROS ANGARIADOS SERÃO REVERTIDOS PARA A FAMÍLIA E ALCINDO MONTEIRO.

16:30 - Abertura de Portas
19:00 - A Associação Cultura No Muro tem honra de apresentar o documentário "Alcindo" seguido de conversa com o realizador, Miguel Dores | Lúcia Furtado FEMAFRO |SOS Racismo e intervenientes | Moderado por Susana Costa
“A 10 de Junho de 1995, sob o pretexto múltiplo de celebrar o Dia da Raça e a vitória para a Taça de Portugal do Sporting, um grupo volumoso de etno-nacionalistas portugueses sai às ruas do Bairro Alto para espancar pessoas negras que encontra pelo caminho. O resultado oficial foram 11 vítimas, uma delas mortal, cuja trágica morte na Rua Garret atribui o nome ao processo de tribunal - o caso Alcindo Monteiro. Este é um documentário sobre uma noite longa - uma noite do tamanho de um país.”
NÃO ESQUECEMOS! NÃO PERDOAMOS! VEM!
RESERVA JÁ O TEU BILHETE EM
anti_corpos@yahoo.com
21:30 - NOISE DOLLS
22:00 - ROSA SPARKS
23:00 - ALBERT FISH
ENCERRAMENTO - NOISE DOLLS CLUB
Neste encontro teremos ainda as seguintes Bancas (em atualização) :
Cultura no muro
Jornal O Mapa
Marie tattoo
Dilar Reis
Bruno Mosac
GoSa
Anticorpos Records - Merchandising das bandas
CCL - @CentroDeCulturaLibertaria
Amora
Falas Africanas 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Novidade na livraria do CCL: «A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928", uma seleção de escritos do anarquista Mário Domingues

Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria

A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.

* * *

«A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928» de Mário Domingues; ensaio e selecção de José Luís Garcia; 318 páginas (Edições Tinta-da-China, 2022) - Preço: 16 euros (portes incluídos)

Foi em 1919, há mais de um século, que Mário Domingues publicou num jornal o seu primeiro texto em defesa dos negros, intitulado «Colonização». Jornalista, cronista, escritor, nascido em S. Tomé e Príncipe, atento ao activismo do movimento negro por todo o mundo, foi construindo a partir daí, e até 1928, uma precursora obra de «rebeldia negra» na imprensa em Portugal.

Este livro recupera a maioria dos textos de Mário Domingues desse período, injustamente esquecidos, onde este escreve, muito à frente do seu tempo, sobre a condição dos negros, o racismo e a colonização, denunciando de forma arrojada preconceitos e discriminações, e expondo corajosamente a violência do colonialismo e de todas as formas de subjugação.

José Luís Garcia, que reuniu estas crónicas, apresenta ainda um ensaio introdutório sobre a obra, a vida e o contexto de Mário Domingues, «um dos maiores símbolos da passagem do negro de uma condição de subalternidade na sociedade portuguesa para autor da sua vida», e um verdadeiro «precursor da afirmação negra».

* * *

Sobre Mário Domingues

Mário Domingues nasceu na ilha do Príncipe em 1899, filho de mãe angolana natural de Malanje, que tinha ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos de idade, e de António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais de Lisboa. Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna.

Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP).

Publicou diversas obras de ficção. Após o golpe de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.

Apesar de se ter afastado do movimento anarquista, quando em 1975 apareceu o jornal «Voz Anarquista», publicado em Almada, escreveu uma carta ao diretor, onde declarava: «Agora, mais do que nunca, é preciso proclamar bem alto que o anarquismo não é a desordem, a violência e o crime, como as forças reacionárias têm querido qualificá-lo. Urge desfazer essa lenda tenebrosa e demonstrar ao grande público, enganado por essas torpes mentiras, que o anarquista ama e defende o ideal supremo da ordem, exercida numa Sociedade edificada na Liberdade, na Fraternidade e na Justiça Social. À Voz Anarquista cabe essa sublime tarefa, recordando o exemplo de homens superiormente lúcidos como foram Proudhon, Eliseu Reclus, Sébastien Faure, Bakunine, Kropotkine, Neno Vasco, Pinto Quartin, Campos Lima, Cristiano Lima, Aurélio Quintanilha e outros propositadamente esquecidos, que abriram aos homens o Caminho da Liberdade».

sábado, 29 de janeiro de 2022

Dia 5 de Fevereiro no CCL | Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner


18h - Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner

20h - Jantar vegano

Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.


Desta vez, o texto proposto é a obra «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner.


Alguns excertos:
«O que querem então os homens livres? A resposta é bem simples: eles querem precisamente ser livres, livres de toda a crença, de toda a tradição e de toda a autoridade, pois estas são desumanas.»


«Eu sou proprietário do meu poder, e sou-o ao reconhecer-me como único. No único, o próprio proprietário regressa ao nada criador de onde proveio. Todo o ser superior acima de mim, seja ele Deus ou o homem, enfraquece o sentimento da minha unicidade e empalidece apenas diante do Sol desta consciência. Se a minha causa for a causa de mim, o único, ela assentará no seu criador mortal e perecível, que a si próprio se consome. Então, poderei dizer: A minha causa é a causa de nada.» 

«Há tanta coisa a querer ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo, da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! «Que vergonha, a deste egoísmo que só pensa em si!»

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Transumano Mon Amour – Volume II, de Andrea Mazzola, já disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária

Já está disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária o segundo volume de Transumano Mon Amour de Andrea Mazzola, editado pelo jornal Mapa também com o  apoio do CCL.

Preço: 10 euros cada volume

Promoção vol. I + vol. II:  16 euros
(com portes incluídos)

Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria

A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.

Transumano Mon Amour / Andrea Mazzola. Mapa (2021), 254 p.

«Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a

Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).»

in Transumano Mon Amour – Volume II


sábado, 15 de janeiro de 2022

Sábado, 22 de Janeiro no CCL: Apresentação do Livro Transumano Mon Amour Volume II pelo autor Andrea Mazzola


18h - Apresentação do Livro  Transumano Mon Amour Volume II, seguida de jantar vegano.

Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).

in Transumano Mon Amour - Volume II

domingo, 12 de dezembro de 2021

Sábado, 18 Dezembro no CCL: O advento da quarta revolução industrial: viragem autoritária, impulsos reacionários e revoltas urbanas

 


17h – Conversa

20h – Jantar benefit para companheiros italianos

Desde há alguns anos ouve-se falar de quarta revolução industrial. Esta é a última mudança do modo de produção capitalista. É um processo de reestruturação feito pela introdução de técnicas tais como inteligência artificial, internet das coisas, robôs, realidade aumentada, big data, etc.

A partir da 1ª Revolução Industrial, as máquinas vieram substituir, gradualmente, o trabalho humano: desde o fim do século XVIII com a introdução do tear mecânico e o uso do motor a vapor, a primeira linha de montagem alimentada pela energia elétrica em 1870, os primeiros softwares em 1969 e o controlo automatizado das fábricas, até às smart factories dos nossos dias. Estes são apenas uns poucos dos muitos exemplos de mudança do modus operandi da produção capitalista, mudanças prestes a acontecerem também no âmbito político. Suportada pelo auxílio das novíssimas tecnologias, a viragem autoritária que está a envolver, em primeira linha, os países da União Europeia está à vista de todos. As medidas de lockdown, junto com a incrementação do controlo policial, estão a limitar os assim-chamados “direitos do Estado liberal-democrático”, deixando intactas as suas estruturas formais (Parlamentos, Sistemas Judiciários, Formas de governo etc). Contra isso tudo, em diferentes partes do mundo, um movimento amorfo e contraditório está a se erguer, se bem que caracterizado, por vezes, por impulsos reacionários e religiosos, em defesa da “antiga normalidade”.

Apesar disso, este magma não se deixa cooptar por alguma organização política que sirva enquanto intermediação entre os protestos e o Estado, fazendo com que a raiva transborde e gere episódios de cólera coletiva e individual, lançando, assim, sementes de revoltas espontâneas.   

Sábado 18 de dezembro, no CCL, vamos conversar sobre o impacto das tecnologias trazidas pela quarta revolução industrial nas nossas vidas e das consequências dessa viragem autoritária do Estado. A seguir, haverá um jantar benefit para alguns companheiros italianos atingidos pela operação repressiva “Sibilla” (novembro 2021). 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

11 de Dezembro no CCL: Apresentação do livro “Contra o Leviatã, Contra a sua História” de Fredy Perlman


18h - Apresentação do livro “Contra o Leviatã, Contra a sua História” de Fredy Perlman, pelo seu tradutor

20h -  Jantar vegano


Contra o Leviatã, Contra a sua História / de Fredy Perlman (Tradução de Pedro Morais). Livros Flauta de Luz, 2021.

Uma das obras-primas de Fredy Perlman, Contra o Leviatã, Contra a sua História foi publicado pela primeira vez em 1983, em Detroit. Neste ensaio, cuja investigação durou meia década e levou o autor a visitar locais arqueológicos em três continentes, Perlman procede a uma revisitação crítica da história da Humanidade, desde as origens sumérias da civilização ocidental até aos nossos dias, pondo em causa os fundamentos canónicos baseados na narrativa estatal. O Leviatã representa o Estado no seu sentido mais profundo e amplo, não só a instituição administrativa de uma sociedade, mas também a construção da própria sociedade, a sua maquinaria, a sua espiritualidade morta, o seu militarismo, as suas relações alienadas e patriarcais, o seu desprezo pela natureza e as suas tecnologias de poder.

Fredy Perlman (1934-1985) nasceu na Checoslováquia, de onde fugiu ao nazismo com os pais, para os Estados Unidos. Professor de Sociologia e Antropologia durante algum tempo, foi dissidente da Universidade e activista durante toda a sua vida adulta, tendo participado no Maio de 68 em França e nas sublevações contemporâneas ocorridas nos EUA. Tipógrafo e impressor de todos os seus livros, criou uma cooperativa gráfica que se tornou um exemplo de autonomia solidária. É autor de um grande número de ensaios e de uma obra ficcional muito original, que a sua morte prematura interrompeu em plena criação.

domingo, 21 de novembro de 2021

24 /11 - Caravana Zapatista pela Vida - Filme + Conversa com o Congreso Nacional Indígena

 

CARAVANA PELA VIDA

24 de Novembro de 2021
- 19h

Conversa com o Congreso Nacional Indígena de México - CNI

Projecção de filme sobre "La representación indígena en Mexico"
(com sopa)

no Centro de Cultura Libertária

A Caravana pela vida dos povos mexicanos começou em Portugal em Novembro de 2021 com duas delegações do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) e três membros da delegação do Congresso Nacional Indígena (CNI) que se deslocam agora por toda a Europa. A partir de uma série de encontros de escuta e palavra, ambas as delegações de povos originários propõem-se trocar histórias sobre as formas de resistência autónoma nos seus territórios e as formas como lutamos a partir de baixo e à esquerda como possibilidades de encontrar caminhos diferentes para a hidra capitalista que hoje nos tem sem futuro à vista.

O Congresso Nacional Indígena foi constituído a 12 de Outubro de 1996 como um espaço onde os povos originarios se encontram para reflexão, solidariedade e reforço das lutas de resistência e rebelião, com as suas próprias formas de organização, representação e tomada de decisões. Cristalizou-se a partir do impulso do EZLN depois do Estado mexicano não ter cumprido os acordos políticos com as populações indígenas e ter ignorado a sua autonomia.

Três delegados da CNI estarão presentes no Centro de Cultura Libertária: Marcela da Frente de Defesa da Terra e da Água da Península de Yucatán; Isabel da Comunidade Indígena Otomí, residente no CDMX e participante no "Toma" do EXINPI, agora conhecida como Casa de los Pueblos, e Eliezer, delegado de Amilcingo (Morelos). O seu objectivo é apresentar um documentário sobre vozes indígenas e discutir o poder da assembleia face à representação partidária hegemónica.

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Manifestação: Contra todas as Prisões | Dia 6 de Novembro às 15h | Estabelecimento Prisional de Lisboa

 
Divulgamos:

Contra todas as Prisões
Dia 6 de Novembro às 15h
em frente ao Estabelecimento Prisional de Lisboa


«Desde o início deste ano até 29 de Setembro morreram 27 pessoas nas prisões portuguesas. Em 2020, foram contabilizadas 75 mortes, 54 por doença e 21 por "suicídio" (nove delas no Estabelecimento Prisional de Lisboa) segundo o relatório anual de segurança interna. Portugal é um dos países da Europa onde mais pessoas morrem na prisão.
No dia 15 de setembro morreram três pessoas: Danijoy Pontes e Daniel Rodrigues no EPL, e outra em Alcoentre. Danijoy tinha apenas 23 anos e Daniel Rodrigues tinha 37. O Estado justifica o elevado número de mortes com o facto da população prisional portuguesa ser das mais envelhecidas, mas, como é evidente por estas duas mortes recentes no EPL, os jovens saudáveis também morrem. E porquê? Porque para além de por si só o encerro ser já um acto de tortura contra qualquer ser humano, as condições nas prisões levam inevitavelmente à doença e à morte: comida podre; celas húmidas com pulgas e percevejos; condições de higiene precárias que colocam em risco a saúde das pessoas presas; atenção médica insuficiente OU reiteradamente ignorada; administração de medicamentos aleatória sem diagnóstico comunicado à pessoa presa ou aos seus familiares; etc. A tudo isto acrescentam-se os castigos, as torturas e a violência praticada quotidianamente pelos guardas com total impunidade e o silêncio cúmplice dos seus superiores.
Por toda esta realidade que enfrentam os reclusos e os seus familiares facilmente se entende que a "reinserção" é uma grande mentira e que a missão das prisões é exclusivamente castigar a pobreza, retirando toda a dignidade àquelas pessoas que têm a infelicidade de acabar fechadas numa cela por ordem de um qualquer magistrado.
No dia 6 de novembro saímos à rua contra todas as prisões e por todas as pessoas presas, para demonstrar que não estão sós!»
 


 

domingo, 24 de outubro de 2021

Aula de português para estrangeiros: nova data | Portuguese classes for foreigners: new date


A aula de português para estrangeiros do dia 31 de outubro foi adiada para o domingo seguinte: 7 de novembro.

The Portuguese for foreigners class on October 31st has been postponed to the following Sunday: November 7th.

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Dia 23 de Outubro no CCL | Círculo de leituras anárquicas: «O Apoio Mútuo», de Piotr Kropotkin


18h - Círculo de leituras anárquicas: O Apoio Mútuo, de Piotr Kropotkin

20h - Jantar vegano

Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

Desta vez, o texto proposto é a obra O Apoio Mútuo, de Piotr Kropotkin. Em território português, esta obra foi editada pela primeira vez este ano pela editora Antígona.

«Obra marcante do célebre anarquista russo, O Apoio Mútuo (1902) é um dos primeiros estudos sistemáticos da entreajuda em comunidades humanas e animais. Respondendo aos defensores do darwinismo social — para quem o progresso resulta da feroz competição entre indivíduos e da sobrevivência dos mais aptos —, Kropotkine propõe, baseado em registos históricos e detalhadas observações, que a cooperação é o verdadeiro factor da evolução. Ao mostrar que as pessoas tendem espontaneamente para a ajuda mútua, e que é o Estado, com a sua ânsia de regular colectividades e defender privilégios privados, que corrompe esta inclinação natural, Kropotkine constrói a defesa do anarquismo e apresenta uma base científica para a organização da vida em sociedade. Texto essencial para compreender os fundamentos anarquistas, combinando a erudição de um cientista experiente com o discurso poderoso de um libertário, O Apoio Mútuo não só conserva a sua actualidade, como encerra a clarividência e o optimismo de que precisamos nos nossos dias.» (sinopse retirada da edição da Antígona de 2021)

Mais algumas contribuições para o debate:

«Kropotkin: "a ajuda mútua representa na evolução um importante elemento de progresso"» - https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/12/09/kropotkin-a-ajuda-mutua-representa-na-evolucao-um-importante-elemento-de-progresso/

«A atualidade revolucionária do conceito "apoio mútuo" de Piotr Kropotkin», por David Graeber e Andrej Grubačić - https://autonomialiteraria.com.br/a-atualidade-revolucionaria-do-conceito-apoio-mutuo-de-piotr-kropotkin/

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Portuguese language classes for foreigners in CCL / Aulas de português para estrangeiros no CCL


A partir de outubro, as aulas de português para estrangeirxs vão regressar ao CCL. 

Para combinar, enviar email para o CCL: ccl@centroculturalibertaria.info

Free Portuguese language classes for foreigners in CCL, starting on the 3rd of October. 11:00am-1:00pm

Please send an email to CCL in advance: ccl@centroculturalibertaria.info

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Feira Anarquista do Livro | Lisboa - 25, 26 de Setembro 2021


O Centro de Cultura Libertária estará presente na Feira Anarquista do Livro em Lisboa no próximo fim de semana.

A feira terá lugar na Quinta do Ferro, rua C, nº 70 (paralela à Rua Leite de Vasconcelos).

Programa e toda a informação disponíveis aqui: https://feiranarquistadolivro.noblogs.org/

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Conversa sobre a situação dos refugiados na Roménia + Petiscos veganos


Dia 18 de setembro às 18h

Refugiados em Timisoara: repressão e luta
Conversa sobre a situação dos refugiados na Roménia


Petiscos veganos

no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Feira Anarquista do Livro: Lisboa – 25 e 26 de Setembro 2021

 

Feira Anarquista do Livro

Lisboa – 25 e 26 de Setembro 2021



Viva!

Desde este ponto geográfico cada vez mais perto da catástrofe total, fruto do terramoto turístico, do aparato fármaco-securitário e da normalização de tudo, voltamos a convidar-vos a todas e todos para um fim-de-semana de encontro entre resistentes, insubmissos e iconoclastas. Nos dias 25 e 26 de Setembro de 2021, a Feira Anarquista do Livro regressa a Lisboa, num "algures" a anunciar em breve.  Se fazem parte de algum colectivo editorial ou de uma distribuidora, ou se individualmente se dedicam à edição e distribuição de papel impresso carregado de "vírus" rebeldes, escrevam-nos para: feiranarquistadolivro@riseup.net, e reservamo-vos um cantinho.
À violência continuada do processo pandémico, que dissolveu laços sociais e hábitos de comunhão, respondemos com uma
possibilidade de encontro.

Hoje como ontem, resistimos ao cerco do capital, da autoridade e do conformismo. A maioria resigna-se, nós não!

Saúde e Anarquia!


feiranarquistadolivro@lists.riseup.net


sexta-feira, 9 de abril de 2021

CCL reabre aos sábados


Em Abril, o Centro de Cultura Libertária volta a abrir ao público, aos sábados das 11 às 13h.

Neste horário podes aproveitar para consultar a nossa biblioteca ou visitar a nossa livraria.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

CCL fechado ao público nas próximas semanas


Devido às novas restrições legais, o Centro de Cultura Libertária permanecerá fechado ao público até nova informação.

O CCL é uma associação anarquista que continua a ter despesas mensais (renda e contas de 250€ mensais), suportadas unicamente por quotas associativas e donativos.

Descobre como apoiar-nos em: https://culturalibertaria.blogspot.com/p/apoia-o-ccl.html

Para qualquer assunto podes contactar-nos através do nosso e-mail: ccl@centroculturalibertaria.info

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Horário de abertura do CCL durante o "recolher obrigatório"


Durante as próximas duas semanas, e enquanto vigorar o “recolher obrigatório” aos sábados à tarde, o Centro de Cultura Libertária estará aberto ao público às sextas-feiras das 18 às 20 horas.

sábado, 19 de setembro de 2020

Novo horário de abertura do CCL: sábados das 17 às 19h

 

A partir de 19 de Setembro, o Centro de Cultura Libertária passa a estar aberto ao público aos sábados das 17 às 19 horas.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um mês de Apoio Mútuo Almada! Ajuda-nos a continuar!

O Apoio Mútuo Almada faz um mês de actividade! Durante cinco semanas realizámos acções de recolha e de entrega de cabazes de alimentos e produtos de higiene. Iniciámos também a distribuição de refeições quentes. De semana para semana, o número de pessoas que nos procurou a necessitar de alimentos foi sempre aumentando: actualmente estamos a fornecer cerca de 30 cabazes por semana.
Desde o início recebemos bastantes donativos de produtos alimentares e cerca de 1000 euros em dinheiro. Foram estes donativos que nos permitiram desenvolver a nossa acção durante um mês.
Apesar da importância dos donativos em géneros, todas as semanas precisamos de fazer compras na ordem dos 200 euros para conseguir disponibilizar comida a toda a gente que nos procura.

Estamos numa fase crucial do projecto em que o dinheiro se esgotou, não temos um único produto alimentar armazenado e sabemos que as doações que vamos receber na terça-feira dificilmente serão suficientes para responder à procura do próximo domingo.
Para podermos continuar este projecto, agora precisamos mesmo do teu apoio!
Apelamos à doação de alimentos não perecíveis (incluindo comida para animais e fruta em estado de conservação) e produtos de higiene às terças das 18 às 20h.
Se és um produtor ou distribuidor de alimentos e podes ajudar, contacta-nos!
Também estamos sempre a precisar de tupperwares e caixas de take away para distribuir sopa e outras refeições confeccionadas.
Se queres ajudar com dinheiro faz um donativo para o NIB: 003501790000215493029
(enviar info da transferência para apoiomutuoalmada@riseup.net).
Obrigado!



segunda-feira, 11 de maio de 2020

Livraria e biblioteca: novo horário

Novo horário do CCL - livraria e biblioteca: terças das 18 às 20h.

A livraria e a biblioteca do Centro de Cultura Libertária reabrem ao público no dia 12 de Maio, mantendo-se em funcionamento todas as terças das 18 às 20h.

Acesso limitado a 2 pessoas de cada vez.
É necessário lavar as mãos à entrada e utilizar máscara durante a permanência no espaço.


Centro de Cultura Libertária: Rua Cândido dos Reis, 121, Cacilhas - Almada
 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Apoio Mútuo Almada: actualização


Nestas 2 semanas realizámos 3 acções de recolha e 2 acções de entrega de alimentos. Recebemos bastantes donativos de produtos alimentares e cerca de 650 euros em dinheiro, a maior parte já foi usado para comprar comida.

Constatamos que cada vez há mais gente a solicitar alimentos: entregámos já 35-40 cabazes e o número de pessoas que atendemos mais que duplicou numa semana.

Para podermos continuar a manter este projecto, apelamos a que continuem a fazer doações de alimentos não perecíveis (incluindo comida para animais e fruta em estado de conservação) e produtos de higiene às terças das 18 às 20h.

Em alternativa podem fazer um donativo para o NIB: 003501790000215493029
(enviar info da transferência para apoiomutuoalmada@riseup.net).

Obrigado!
 
 

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Apoio Mútuo Almada (AMA)


Apoio Mútuo Almada (AMA)

A crise não é apenas sanitária, é também económica e social e sabemos que afecta gravemente as pessoas e comunidades mais vulneráveis. Pessoas sem-abrigo, desempregadas, trabalhadoras precárias e da economia informal, migrantes, inquilinas com rendas especulativas... Este momento coloca em evidência a continuidade das várias desigualdades e opressões como o racismo, capitalismo, patriarcado, capacitismo... Quantxs de nós não vivíamos já em crise? Pessoas com vidas precarizadas pelo sistema económico ficaram em perigo de sobrevivência e muitxs mais se somam.

Praticar o apoio mútuo é para nós essencial. Não deixamos nas mãos dos poderes o monopólio do apoio social, pois nunca será suficiente e sabemos que tudo farão para manter a mesma estrutura de desigualdades. 

A nossa solidariedade não é caridade: é resistência auto-organizada!


Ponto de recepção/distribuição de alimentos

Primeira recolha de alimentos no próximo sábado, dia 25/04, das 17 às 19h.

Primeira entrega de alimentos no domingo, dia 26/04, das 17 às 19h.

Depois será sempre às terças (recepção) e domingos (entrega).

Recepção: Terça 18h-20h
Recolha de alimentos não perecíveis

Entrega: Domingo 17-19h 
Para pessoas que precisem de receber alimentos

na Rua Cândido dos Reis, 121, em Cacilhas
(em frente ao Centro de Cultura Libertária)

Contribui para o Ponto de Apoio Mútuo
Traz produtos alimentares não perecíveis (arroz, massa, conservas, leguminosas, azeite, óleo, etc.)
Faz um donativo para o NIB 003501790000215493029 (Titular: Centro de Cultura Libertária)

Contacto: apoiomutuoalmada@riseup.net

Seguimos um protocolo de higiene e segurança para garantir o bem-estar de todxs.



segunda-feira, 23 de março de 2020

Sobrevivendo ao Vírus: Um Guia Anarquista (crimethinc)

Entretanto vão acompanhado os grupos de apoio que vão sendo criados em Portugal como, por exemplo, CSA A Gralha no Porto e a Cooperativa Mula no Barreiro

A pandemia não vai passar nas próximas semanas. Mesmo se medidas rígidas de confinamento tiverem êxito em reduzir o número de infecções para os índices de um mês atrás, o vírus pode voltar a se disseminar exponencialmente assim que as medidas forem suspensas. É provável que a situação atual se prolongue por meses — toques de recolher repentinos, quarentenas inconsistentes, condições cada vez mais desesperadoras — embora isso irá certamente mudar de forma em algum momento quando as tensões entrarem em ebulição. Para nos preparar para esse momento, vamos nos proteger da ameaça do vírus, pense nas questões sobre risco e segurança que a pandemia nos traz, e confronte as consequências desastrosas de uma ordem social que nunca foi projetada para preservar nosso bem-estar
Link para o texto completo: sobrevivendo ao virus: um guia anarquista. Capitalismo em crise, totalitarismo crescente: estrategias de resistencia