quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Conversa sobre a situação do CCL e apresentação do crowdfunding: Sábado, 17 de novembro













Sábado, 17 de novembro
 
18h - Conversa sobre a actual situação do CCL e apresentação do crowdfunding
20h - Jantar


* * *


Participa no crowdfunding: https://ppl.com.pt/causas/ccl

O Centro de Cultura Libertária, associação anarquista com 44 anos de actividade em Cacilhas-Almada, encontra-se novamente ameaçado. A contínua pressão do negócio imobiliário, a alteração da lei das rendas e a gentrificação que impõem a saída de moradores dos lugares centrais das cidades, a destruição de espaços sem fins lucrativos ou o encerramento das lojas de bairro, atingem agora também o CCL.

Não queremos que o Centro de Cultura Libertária acabe! Queremos que continue a existir enquanto associação libertária activa por muitos anos!
Mas neste momento o futuro do CCL está em aberto: pode passar pela permanência no mesmo local, pagando uma renda bem mais elevada, ou pela mudança para um novo espaço, onde procuraríamos ter melhores condições para as nossas actividades, mas onde as despesas serão também mais elevadas.
Em ambos os casos, e face às condições impostas pela actual bolha do mercado imobiliário, sabemos que vamos precisar de meios financeiros de que não dispomos.
O Centro de Cultura Libertária, associação anarquista com 44 anos de actividade em Cacilhas-Almada, encontra-se novamente ameaçado. A contínua pressão do negócio imobiliário, a alteração da lei das rendas e a gentrificação que impõem a saída de moradores dos lugares centrais das cidades, a destruição de espaços sem fins lucrativos ou o encerramento das lojas de bairro, atingem agora também o CCL.

Não queremos que o Centro de Cultura Libertária acabe! Queremos que continue a existir enquanto associação libertária activa por muitos anos!
Mas neste momento o futuro do CCL está em aberto: pode passar pela permanência no mesmo local, pagando uma renda bem mais elevada, ou pela mudança para um novo espaço, onde procuraríamos ter melhores condições para as nossas actividades, mas onde as despesas serão também mais elevadas.
Em ambos os casos, e face às condições impostas pela actual bolha do mercado imobiliário, sabemos que vamos precisar de meios financeiros de que não dispomos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Centro de Cultura Libertaria de Almada. Llamada a la solidaridad

https://www.alasbarricadas.org/noticias/node/40928

https://ppl.com.pt/causas/ccl



C.C.L. Traducción El Libertario.
El Centro de Cultura Libertaria, asociación anarquista con 44 años de actividad en Cacilhas-Almada, se encuentra nuevamente amenazado.  La contínua presión del negocio inmobiliario, la modificación de la ley de arrendamientos y la gentrificación que impone la salída de moradores de los lugares centrales de las ciudades, el acoso a los espacios sin fines lucrativos o el cierre de lcomercios de barrio, afectan ahora también al CCL (Entrevista del año 2010).

¿Qué sucede?

No es la primera vez que la permanencia del CCL en su sede histórica es puesta en peligro. Entre 2009 y 2011 el Centro de Cultura Libertária resistió contra un proceso de desalojo promovido por el propietario. Solo la solidaridad de muchos colectivos e indivíduos aqui y más allá de las fronteras nos permitió hacer frente a los costos del proceso judicial, que acarreó dos juiciosos y un recurso. Al final, llegámos a un acuerdo de aumento de arriendo que nos permitió continuar enel espacio sin alteraciones en la duración del contrato.
Entre tanto, en 2014, fruto de las modificaciones en la ley de arrendamients a favor de los intereses de los propietarios, la duración del contrato del CCL pasó a un plazo de cinco años. A eso llegamos ahora, en el final de 2018, y tal como vemos con millares de inquilinos en la ciudad y el país, la continuación del arrendamiento eo nuestro espacio quedará a merced de la voluntad del propietario y de las condicines que nos quiera imponer.

¿Por quê apoyar al CCL?

El CCL es um ateneo cultural anarquista fundado em 1974 por viejos militantes libertários que resistieron la dictadura, ocupando desde entonces el espacio arrendado en el número 121 de la Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. El Centro posee una biblioteca y un archivo únicos en Portugal, con documentos producidos a lo largo de los últimos cien años, así como una distribuidora de cultura libertaria. Ha sido un espacio fundamental para el anarquismo en Portugal, acogiendo sucesivas generaciones de libertarios. Durante  su existencia, el Centro acogió innumerables actividades, tales como debates, encuentros, círculos de lectura, sesiones de vídeo, talleres, comidas o diversas actividades de aprendizaje, sirvió de casa a muchos grupos y colectivos libertários. Diferentes publicaciones se editaron desde aquí, como la Voz Anarquista en los años 70, Antítese en los años 80, el Boletinm de Informações Anarquista en los años 90 y la revista Húmus en la primera década de este siglo.




¿Qué futuro habría para el CCL?

¡No queremos que el Centro de Cultura Libertária se acabe! ¡Queremos que continúe existiendo cimo asociación libertaria activa por muchos años! Pero en este momento el futuro del CCL está ante una disyuntiva: puede pasar por la permanencia en el mismo local, pagando una renta bastante más elevada, o por la mudanza a un nuevo espacio, donde procuraríamos tener mejores condiciones para nuestras actividades, per donde los gastos serán también más elevados.
En ambos casos, deben encararse las condiciones impuestas por la actual alza del mercado inmobiliario, por lo que sabemos que vamos a precisar de medios financieros que no disponemos ahora. Por este motivo, estamos iniciando una campaña de recolección de fondos, que incluirá um crowfunding, conciertos, comidas y otras iniciativas.
Contamos con o tu apoyo solidário para que juntos podamos garantizar un futuro para el CCL.
Campaña de crowdfunding: https://ppl.com.pt/causas/ccl
Datos de la cuenta bancaria del C.C.L. para donativos

Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

IBAN: PT50003501790000215493029

(Banco: Caixa Geral de Depósitos)
Contactos
E-mail: ateneu2000@gmail.com

Correo postal: Apartado 40 / 2800-801 Almada – Portugal

http://culturalibertaria.blogspot.com

www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria/

Sede: Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada [población en la otra ribera del rio Tajo, frente a Lisboa].

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

11 de novembro: O Amor e a Revolução

11 de novembro (domingo)
O Amor e a Revolução
de Yannis Youlountas (2018; 86 min.; legendas em português)

18.00 | Projecção do filme
20.00 | Jantar vegano


Dez anos após os primeiros tumultos nas ruas, os mass media europeus afirmam que a cura da austeridade na Grécia foi um êxito e que a calma está de volta. Este filme prova o contrário. Em Salónica, jovens bloqueiam os leilões de casas hipotecadas. Em Creta, camponeses opõem-se à construção de um novo aeroporto e uma ZAD [Zona A Defender] começa a surgir. Em Atenas, um grupo misterioso inquieta o poder multiplicando as sabotagens. No bairro de Exarcheia, ameaçado de evacuação, o coração da resistência acolhe os refugiados na autogestão. Uma viagem música, do norte ao sul da Grécia, entre aquelas e aqueles que sonham com Amor e Revolução.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

The CCL needs your support!


Support the crowdfunding campaign:
https://ppl.com.pt/causas/ccl


The Centro de Cultura Libertária, an anarchist association with 44 years of activity in Cacilhas-Almada, Portugal, is again threatened. The continued pressure of the real estate business, the change in the rental law and the gentrification that forces the departure of residents from the central spaces of cities, the destruction of non-profit spaces or the closure of neighborhood stores, now also touches the CCL.

What is happening?

This is not the first time that the CCL’s permanence in its historic headquarters has been called into question.
Between 2009 and 2011 the Centro de Cultura Libertária resisted an eviction procedure initiated by the landlord. Only the solidarity of many collectives and individuals here and beyond allowed us to face the costs of the judicial process, which led to two trials and one appeal. In the end, we reached a rent increase agreement that allowed us to continue in the space without changes in the duration of the contract.
However, in 2014, as a result of the changes in the rent law in favor of property owners’ interests, the CCL contract duration was set at five years. At the end of 2018, we have reached the point where, as has happened to thousands of tenants, the continuation of the rent of our space will be at the mercy of the owner’s will and the conditions that he wants to impose on us.

Why support the CCL?
The CCL is an anarchist cultural centre founded in 1974 by old libertarian militants who resisted the dictatorship, occupying since then the space rented at number 121 Rua Candido dos Reis, in Cacilhas-Almada. The Center has a unique library and archive in Portugal, with documents produced over the last hundred years, as well as a bookshop promoting libertarian culture. It has been a fundamental space for anarchism in Portugal, welcoming successive generations of libertarians. During its existence, the Center hosted numerous activities, such as debates, meetings, reading circles, video sessions, workshops, dinners and various learning workshops, and served as home to many libertarian groups and collectives. Different publications came out of the space, such as the Voz Anarquista in the 1970s, Antithesis in the 1980s, the Anarchist Information Bulletin in the 1990s, and Húmus magazine in the first decade of this century.
As an anarchist association, the functioning of the CCL’s internal organisation is horizontal and is based on the assembly of its members, where decisions are made and the tasks inherent to the life of the association are distributed. Participation in the CCL is always voluntary, unpaid and non-profit. The only sources of funding are membership fees, the bookstore, dinners and solidarity donations.

What future for the CCL?

We do not want the Centro de Cultura Libertária to end! We want it to continue to exist as an active libertarian association for many years!
But at the moment the future of the CCL is open: it can remain in the same space, paying a much higher rent, or move to a new space, where we would try to have better conditions for our activities, but where expenses will also be higher.
In both cases, and given the conditions imposed by the current housing market bubble, we know that we will need financial means that we do not have. For this reason, we will start a fundraising campaign, which will include crowdfunding, concerts, dinners and other initiatives.
We count on your solidarity support so that together we can guarantee a future for the CCL.

Center for Libertarian Culture
October 2018

C.C.L. bank account details for donations
Holder: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
(Bank: Caixa Geral de Depósitos)

Contacts
E-mail: ateneu2000@gmail.com
Mail: Apartado 40 / 2800-801 Almada – Portugal
http://culturalibertaria.blogspot.com
www.facebook.com/CulturaLibertariaCentro

The website for the crowdfunding effort can be found here:
https://ppl.com.pt/causas/ccl

Translation by: http://autonomies.org/2018/11/a-call-for-solidarity-the-libertarian-cultural-centre-of-almada/

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Começou o crowdfunding para o CCL!


Começou o crowdfunding para o Centro de Cultura Libertária!

Apoia aqui: https://ppl.com.pt/causas/ccl

Ou através do IBAN: PT50003501790000215493029
(Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA ; Banco: Caixa Geral de Depósitos)

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Feira Anarquista do Livro 2018: 26, 27 e 28 de Outubro em Lisboa


Nos dias 26, 27 e 28 de Outubro, o CCL vai estar presente na Feira Anarquista do Livro em Lisboa. Vão ser três dias dedicados às edições, ideias e movimentos libertários com bancas, debates, concertos e oficinas.

Logo no primeiro dia, pelas 21.30, terá lugar uma apresentação sobre o Centro de Cultura Libertária e a sua situação actual.

Consulta aqui o programa completo: https://feiraanarquistadolivro.net/programa.php


terça-feira, 16 de outubro de 2018

O CCL precisa do teu apoio!


O CCL precisa do teu apoio!

Participa no crowdfunding: https://ppl.com.pt/causas/ccl


O Centro de Cultura Libertária, associação anarquista com 44 anos de actividade em Cacilhas-Almada, encontra-se novamente ameaçado.  A contínua pressão do negócio imobiliário, a alteração da lei das rendas e a gentrificação que impõem a saída de moradores dos lugares centrais das cidades, a destruição de espaços sem fins lucrativos ou o encerramento das lojas de bairro, atingem agora também o CCL.

O que se passa?
Não é a primeira vez que a permanência do CCL na sua sede histórica é posta em causa.
Entre 2009 e 2011 o Centro de Cultura Libertária resistiu contra um processo de despejo movido pelo senhorio. Apenas a solidariedade de muitos colectivos e indivíduos aqui e além fronteiras nos permitiu fazer frente aos custos do processo judicial, que acarretou dois julgamentos e um recurso. No final, chegámos a um acordo de aumento de renda que nos permitiu continuar no espaço sem alterações na duração do contrato.
No entanto, em 2014, fruto das mudanças na lei das rendas a favor dos interesses dos proprietários, a duração do contrato do CCL passou para um prazo de cinco anos. Chegamos agora, no final de 2018, à altura em que, tal como vem acontecendo a milhares de inquilinos, a continuação do arrendamento do nosso espaço ficará à mercê da vontade do proprietário e das condições que este nos quiser impor.

Porquê apoiar o CCL?
O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com documentos produzidos ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. Durante a sua existência, o Centro acolheu inúmeras actividades, tais como debates, encontros, círculos de leitura, sessões de vídeo, oficinas, jantares ou diversas oficinas de aprendizagem, e serviu de casa a muitos grupos e colectivos libertários. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e a revista Húmus na primeira década deste século.
Enquanto associação anarquista, o funcionamento do CCL é horizontal e tem por base a assembleia de sócios, onde são tomadas as decisões e distribuídas as tarefas inerentes à vida da associação. A participação no CCL é sempre feita de forma voluntária, não-remunerada e sem fins lucrativos. As únicas fontes de financiamento são as quotas dos associados, as receitas da livraria e dos jantares e os donativos solidários.

Que futuro para o CCL?
Não queremos que o Centro de Cultura Libertária acabe! Queremos que continue a existir enquanto associação libertária activa por muitos anos!
Mas neste momento o futuro do CCL está em aberto: pode passar pela permanência no mesmo local, pagando uma renda bem mais elevada, ou pela mudança para um novo espaço, onde procuraríamos ter melhores condições para as nossas actividades, mas onde as despesas serão também mais elevadas.
Em ambos os casos, e face às condições impostas pela actual bolha do mercado imobiliário, sabemos que vamos precisar de meios financeiros de que não dispomos. Por este motivo, vamos iniciar uma campanha de angariação de fundos, que incluirá um crowfunding, concertos, jantares e outras iniciativas.
Contamos com o teu apoio solidário para que juntos possamos garantir um futuro para o CCL.

Centro de Cultura Libertária
Outubro de 2018

Campanha de crowdfunding: https://ppl.com.pt/causas/ccl

Dados da conta bancária do C.C.L. para donativos
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
(Banco: Caixa Geral de Depósitos)

Contactos

E-mail: ateneu2000@gmail.com
Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada – Portugal
http://culturalibertaria.blogspot.com
www.facebook.com/CentroDeCulturaLibertaria/

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Domingo, 7 de Outubro: Curtas contra os Despejos + Noite de pizzas no CCL


Domingo, 7 de Outubro

19h – Visionamento de vídeos de curta duração com relatos da actual luta pela habitação nos bairros de Lisboa e Porto.

20h – Jantar com pizzas e conversa

no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto.
Cacilhas - Almada

quinta-feira, 28 de junho de 2018

domingo, 24 de junho de 2018

CICLO DE CINEMA Nu Sta Djunto: "Jinwar - Free Womens Village Rojava"

CICLO DE CINEMA Nu Sta Djunto - "Jinwar - Free Womens Village Rojava"



Data e hora: 24/06/2018 às 18:00


«Jinwar é a primeira aldeia de mulheres livres do Médio Oriente. "Jin”significa “mulher”, mas ao mesmo tempo está perto da palavra “jîn”, que significa “vida”. A palavra curda “war” significa “espaço”, “terra”, “lar”. A aldeia esta sendo construida pelas mulheres de Rojava que lutam pela construção duma nova sociedade fora das estruturas patriarcais. 
As mulheres trabalham com as mãos na lama para construir as casas da maneira tradicional e mais sustentável, tal como foram construídas aqui na região há milhares de anos. O jardim com pequenas árvores frutíferas, oliveiras, plantações de tomate, pepino, melancia, paprika, beringela e muitos condimentos de todo tipo cresce agora no meio da zona que sofreu anos e anos de monocultura e a destruição ecológica.
Dum lado, essa aldeia nos mostra o paralelo entre a dominação da natureza, da terra e da mulher e do outro nos pode inspirar a ver a revolução como um desafio ao sistema de dominação fomentado pelo estado, capitalismo e patriarcado. A partir das experiências de mulheres, Jinwar aponta por uma vida autónoma, coletiva e livre que propõe um outro tipo de relacionamento com a terra.»

segunda-feira, 18 de junho de 2018

JOÃO SEM HABITA$ÃO

JOÃO SEM HABITA$ÃO

Data: 23/06/2018 às 18:00



Depois de Maio na rua,
chega Junho, mês de pagã idolatria
de insanas trinidades e marchas populares,
para o sol de verão celebrar.


João sai à rua
mas com pouca vontade de festejar.
É que na sua casa
já não pode ficar.

Rebanhos de turistas,
reformadxs e pop stares
vão chegando com ganas de se instalar
e muita sardinha e vinho tinto destilar. 

João sem cifrão
fica sem balão
para respirar
(e já nem a fogueira pode saltar...). 

Para João alegrar,
damos-lhe música e belo manjar
 – mas não vamos ao mar pescar,
nem cordeiros matar.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

CICLO DE CINEMA Nu Sta Djunto #5: "Ecocidades"

CICLO DE CINEMA Nu Sta Djunto #5 - "Ecocidades"

Data e hora: 17/06/2018 às 18:00


Com a escalada do consumo e com as cidades sobrelotadas urge pensar sobre o modo como foram construídas as nossas casas e como nos poderemos adaptar, adaptando-as.
Em três curtas faremos uma pequena mas frutuosa viagem sobre algumas eco cidades, e faremos o exercício de tentar trazer algumas das soluções apresentadas para o nosso dia a dia. Vamos tentar perceber os novos desafios sendo o mais importante para este filme/debate pensar como vamos adaptar cidades inteiras, construídas noutra época e noutro paradigma. A nossa casa e cada espaço nela pode ser um meio e não um fim.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

CICLO DE CINEMA NU STA DJUNTO #5: "En todas as mans"

CICLO DE CINEMA NU STA DJUNTO #5 - "En todas as mans"

Data e hora: 10/06/2018 às 18 h
Local: no Centro de Cultura Libertária, em Cacilhas
Língua: Galego


sexta-feira, 25 de maio de 2018

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

18 de Fevereiro a 11 de Março | Ciclo de Cinema Nu sta Djunto #2


Ciclo de Cinema Nu sta Djunto #2


no Centro de Cultura Libertária, em Cacilhas


Esta 2ª parte do ciclo será dedicada ao genocídio por parte do estado turco aos povos curdos em Afrin, da resistência dxs mesmxs, à revolução das mulheres no Curdistão.
Com Terramoturism, queremos abordar e esmifrar o tema da gentrificação que está a chegar rapidamente a Almada, com planos altamente destrutivos da vida comunitária e identitária do lado cu do cristo rei, em prol do turismo e do lucro para poucos. Precisamos de nos organizar e criar estratégias de acção.
E finalmente com o filme de Agnès Varda pretendemos reflectir e criar uma equipa de respiga Nu sta djunto, para respigar alguns excedentes já localizados e rotineiros e direciona-los aos nossos espaços (colectivos, ocupas, associações,...) e a pessoas que necessitam e não têm qualquer apoio estatal ou institucional, em vez de contribuir para a riqueza de multinacionais com as nossas acções de entreajuda e solidariedade.
Nu sta Djunto * Nu sta Forti

Nu Sta Djunto - Estamos Juntxs

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

21 de Janeiro a 11 de Fevereiro | Ciclo de Cinema Nu sta Djunto



Ciclo de cinema Nu sta Djunto * no Centro de Cultura Libertária

Todos os Domingos (a partir de 21 de Janeiro) - 18 Horas


Cinema que intervém, em solidariedade com quem trava alguma batalha, dificuldade, processo, seja de classe ou ideológico, imposto por forças autoritárias de qualquer natureza.
(Conversa com realizadores ou intervenientes)

Haverá jantar benefit em todas as sessões.
Tragam alimentos para distribuir na rede solidária "Nu sta Djunto".

Com Outros Ângulos Produções, Sua Terra, Nossa Casa Film, Manti Firmi Mana - Filme e Ciutat Morta. Crónica del caso 4F

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

20 de Janeiro | Margem Sul: que planos de cidade se desenham para o futuro?



Conversa aberta sobre o Plano Pormenor do Ginjal, em consulta pública até 19 de Fevereiro

Novos planos urbanísticos para a Margem Sul e para Almada vêm sendo delineados nos últimos anos. Até dia 19 de Fevereiro está em consulta pública o Plano de Pormenor do Ginjal (Cacilhas).

Dia 20 de Janeiro, após uma apresentação dos principais pontos deste Plano pelo Frame Colectivo Lisboa, segue-se uma conversa aberta a todas as contribuições, informações e ideias de quem queira participar, a fim de entender como intervir nesta transformação em curso.

A conversa começa às 18h, às 21h temos jantar vegano.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

5 de Janeiro: A luta Guarani e Kaiowá frente à expansão do agronegócio no Brasil


20.00 | Jantar vegano
21.00 | Conversa sobre a luta dos povos Guarani e Kaiowá


Conversa com um companheiro antropólogo de Dourados (Mato Grande do Sul) e com uma activista da delegação europeia que visitou os territórios Guarani e Kaiowá em Agosto de 2017 e que se encontra a promover a criação de uma rede europeia de solidariedade com estes povos.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

15 de Dezembro: Filme “Ciclovida” + jantar


15 de Dezembro (sexta)

Ciclovida
(2010; 76 min.)

19.30 | Projecção do filme
21.00 | Jantar vegano


Ciclovida é um documentário que segue um casal de camponeses sem terra numa viagem de bicicleta através o continente da América do Sul, numa campanha de resgate das sementes tradicionais.
Os viajantes documentam a dominação dos agro-combustíveis no campo e o deslocamento de milhões de pequenos agricultores e comunidades indígenas.
Cultivos e matas nativas estão sendo substituídos por desertos verdes de monoculturas transgénicas onde nada mais, planta ou animal, pode sobreviver aos agro-tóxicos.
Com o crescimento e a distribuição das sementes recolhidas após o retorno dos protagonistas, existe a necessidade de continuar a caminhada em busca de uma nova relação com a terra.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Dia 20 de Outubro: Livros e petiscos no CCL


Na sexta-feira, dia 20 de Outubro, estamos no Centro de Cultura Libertária a partir das 18h.

Vai haver petiscos veganos e música rebelde para dar força ao recomeço da organização da Biblioteca do CCL.

sábado, 30 de setembro de 2017

3 de Outubro: Bibliotecas autónomas e pensamento crítico


Feira Anarquista do Livro 2017 | De 1 a 8 de Outubro

DIA 3 | Centro de Cultura Libertária
BIBLIOTECAS AUTÓNOMAS E PENSAMENTO CRÍTICO


Exposição de cartazes anarquistas de ontem e de hoje.

20h | Jantar vegano


20h30 | Conversa/debate sobre a relevância e o papel que desempenham as bibliotecas autónomas e de difusão do pensamento crítico num tempo em que acelera a desmaterialização do Livro.
Com a participação da Biblioteca do Centro de Cultura Libertária (CCL), Biblioteca BOESG e RDA49, três bibliotecas sociais e não institucionais que desde Almada e Lisboa mantêm o compromisso de disponibilizar uma extensa colecção de títulos, para analisar e transformar o quotidiano de miséria ao qual todos os sistemas de domínio nos pretendem manter acorrentadxs.

(i) Condições de acessibilidade:
Para chegar a Cacilhas a partir de Lisboa é possível apanhar o barco no Cais do Sodré ou o comboio da Fertagus que inicia viagem em Roma/Areeiro, e depois fazer o transbordo para o Metro Sul do Tejo. Todos estes transportes estão devidamente adaptados para acolher cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Da estação intermodal de Cacilhas até ao Centro de Cultura Libertária vão cerca de 350 metros com uma inclinação ligeira e em piso aderente suave (Rua Cândido Reis).
É de ressalvar que a WC fica no 2º piso cujo acesso se faz por escadas íngremes num corredor estreito, não existindo elevador, e que não dispõe de barras laterais de segurança nem permite a manobrabilidade de cadeiras de rodas, por exemplo. Existe, porém, uma WC pública com condições de acessibilidade na estação intermodal de Cacilhas e em alguns restaurantes da rua.

Texto de apresentação da feira: http://feiraanarquistadolivro.net/
Programa: https://feiraanarquistadolivro.net/programa.php

Contactos:
http://feiraanarquistadolivro.net/
feiranarquistadolivro@riseup.net
www.facebook.com/feiranarquistadolivro

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Feira Anarquista do Livro: 1 a 8 de Outubro de 2017 em Lisboa, Setúbal e Almada


Depois de dez anos a instigar a subversão, a conspiração e a difusão das ideias acratas, a Feira Anarquista do Livro 2017 (FAL) é hoje mais indispensável do que nunca e traz a debate temas diversos: Colapso capitalista, Violência policial e Racismo, Transfeminismo, Okupação, Saúde anti-autoritária, Anti-especismo, Repressão de Estado, Memória histórica anarco-feminista, Guerrilha anti-franquista, Hortas urbanas, Artes e Resistência.
Este ano a feira decorrerá em vários espaços com apresentações de livros, conversas, workshops, documentários, música, exposições, mostra de editoras e distribuidoras. Tal como nas edições anteriores, a FAL convida-nos a conhecer a(s) história(s) de um passado de revolta e a pensar formas de luta para um presente que se organiza a partir da hierarquia, do autoritarismo, da competição, da chantagem e do medo. Contra tudo isto urge fazer alianças para um futuro rebelde, combativo e solidário.
Tenaz e desobediente, a Feira Anarquista do Livro propõe um espaço de difusão de ideias, teorias e projectos, de co-aprendizagens críticas, de aquisição de ferramentas políticas para a transformação social e de fortalecimento de redes de afinidade. Surge da raiva, da contestação, do sentido de comunidade. É em si mesma um exercício de autonomia, de auto-gestão, de apoio mútuo, de acção directa, de praxis anarquistas, enfim, de liberdade.
Oprimidxs? Assim nos querem. Dominadxs? Jamais. Rebeldes? Sempre!

Texto na íntegra: http://feiraanarquistadolivro.net/
Programa: https://feiraanarquistadolivro.net/programa.php
Bancas participantes: https://feiraanarquistadolivro.net/bancas.php
Espaços: https://feiraanarquistadolivro.net/espacos.php

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

15 de Setembro: Documentário “Projekt A”, com jantar e debate


15 de Setembro (sexta-feira)
PROJEKT A
de Marcel Seehuber e Moritz Springer (2016, 84 min., legendas em inglês)

20h | Jantar (vegano)
21h | Projecção do filme


Projekt A é um documentário que vai ao encontro de projectos anarquistas ou em que participam anarquistas nos dias de hoje na Europa (Grécia, Espanha e Alemanha), como iniciativas de moradores, lutas ecologistas, cooperativas ou sindicatos, recuperando a ideia construtiva do anarquismo.

Partimos das perspectivas deste filme para um debate sobre as possibilidades de actuação anarquista e "construção de alternativas" numa sociedade cujos valores e organização contradizem as nossas ideias.

terça-feira, 11 de julho de 2017

14 de Julho: filme "Século do Ego" + jantar vegano


14 de Julho

Século do Ego

de Adam Curtis
"Century of the Self - There is a Policeman Inside All Our Heads: He Must Be Destroyed" (com legendas em português)

20:00 | Apresentação do filme
21:00 | Jantar vegano + debate


Para muitos na política e na economia, o triunfo do eu é a expressão máxima da democracia, onde o poder foi finalmente entregue às pessoas. Certamente as pessoas podem julgar ter o controlo sobre as suas vidas, mas têm mesmo? O Século do Ego relata a história secreta e por vezes controversa do desenvolvimento da sociedade de consumo. Como foi criado este ego avassalador, por quem e para quem?

quinta-feira, 29 de junho de 2017

7 de Julho: Encontros da radicalidade impossível + jantar


7 de Julho | 20h00
Encontros da Radicalidade Impossível

Documentos da memória flutuante


Carlos Cordilho convida Mani


Performance Arte / Anos 80

projecção de diapositivos

Com jantar vegetariano



As primeiras manifestações públicas da Performance Arte em Portugal surgiram no enquadramento da exposição «Perspectiva 74» em 1974, no Porto. Com efeito, essas intervenções artísticas foram a origem durante anos de acesas polémicas e suscitando questionamentos constituíram um estímulo poderoso à aproximação das teses anarquistas. Sendo amada por uns e odiada por muitos outros, a performance arte foi considerada pelo crítico de arte Egídio Álvaro, a par do Modernismo, do Surrealismo e do Neo-realismo, como uma das mais importantes propostas da arte portuguesa do século XX. Ela configura desde então um movimento alternativo de contestação política e social da contracultura aos processos normativos da cultura dominante. É por esta razão que as imagens inéditas disponibilizadas agora a todos os interessados emergem de fundos documentais pessoais, resistindo ao apagamento e à indiferença da grande cultura, pois de certa forma procuraram registar essa dinâmica de mudança, no nosso caso, ao reportarem as performances «Desencanto do Dia Claro», «Interior Maldito» e «Corvos Sobrevoando o Meu Corpo» apresentadas em 1985, em Lisboa.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

17 de Junho: Filme "Kirikú e a Feiticeira", com pipocas e jantar



18:30 - Filme "Kirikú e a Feiticeira", com pipocas
20:30 - Jantar

Na África Ocidental nasce um pequeno menino superdotado que sabe falar, andar e correr muito rápido e também é muito independente, generoso e corajoso. O Kirikú imediatamente depois de nascer assume uma missão: ajudar a sua aldeia e resolver os problemas que esta comunidade tem com Karabá, a feiticeira, que tem uma maneira pouco solidária na sua forma de relacionar-se com as pessoas desse lugar. Kirikú vai tentar resolver as complicações e fazer o possível para unir a feiticeira com os habitantes da sua aldeia, através do diálogo e da sua maneira de perceber a vida.
O filme é uma bela fábula sobre a liberdade e o crescimento, ambientado em belas paisagens africanas.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

16 de Junho, 20h | Jantar :: Documentário sobre Audre Lorde :: Roda de conversa


Na próxima sexta-feira, dia 16, a partir das 20h, no Centro de Cultura Libertária, em Almada, o colectivo Rata Dentata organizará um conjunto de actividades. Após a realização de um jantar vegano, será exibido o documentário “Audre Lorde - The Berlin Years 1984 to 1992”, de Dagmar Schultz (Alemanha, 2012, 79’), que aborda a influência de Lorde na cena política e cultural alemã, no empoderamento das mulheres afro-alemãs e no questionamento do privilégio branco.

A exibição do documentário será seguida de uma roda de conversa que pretende constituir um espaço de (auto-)crítica sobre as narrativas hegemónicas brancas que têm invisibilizado identidades, corporalidades e lugares de outridade nas histórias/lutas feministas e queers; de partilha de experiências de aprendizagem com os feminismos negros ao nível das micro- e macro-políticas; e de reflexão sobre a importância dos feminismos negros para a acção política transfeminista, a resistência queer, as práticas anarquistas, entre outros.

16.06.2017 | Centro de Cultura Libertária | Almada
20h00 | Jantar vegano*
21h30 | Exibição do documentário “Audre Lorde - The Berlin Years 1984 to 1992” (Dagmar Schultz, Alemanha, 2012, 79’)
23h00 | Roda de conversa


* Contributo livre. Sugestão: 3,50.

(i) Condições de acessibilidade:

Para chegar a Cacilhas a partir de Lisboa é possível apanhar o barco no Cais do Sodré ou o comboio da Fertagus que inicia viagem em Roma/Areeiro, e depois fazer o transbordo para o Metro Sul do Tejo. Todos estes transportes estão devidamente adaptados para acolher cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. Da estação intermodal de Cacilhas até ao Centro de Cultura Libertária vão cerca de 350 metros com uma inclinação ligeira e em piso aderente suave (Rua Cândido Reis).

Se houver condições meteorológicas favoráveis, as actividades serão desenvolvidas ao ar livre junto à entrada do CCL no rés-do-chão; contudo, é de ressalvar que a WC fica no 2º piso, cujo acesso se faz por escadas íngremes num corredor estreito, não existindo elevador, e que não dispõe de barras laterais de segurança nem permite a manobrabilidade de cadeiras de rodas, por exemplo. Existe, porém, uma WC pública com condições de acessibilidade na estação intermodal de Cacilhas e em alguns restaurantes da rua.

O jantar será isento de glúten, pelo que é adequado a celíacxs.

(ii) Lista solidária de apoio a presxs políticxs:

Durante estas actividades, estarão disponíveis zines, panfletos e outros materiais sobre (anti)especismo, carnismo, libertação animal, transfeminismo, anarco-queer, interseccionalidade, etc. Além disso, será disponibilizada uma Lista Solidária com informação sobre activistas que se encontram presxs actualmente, quer a nível nacional quer a nível internacional, e instruções sobre como lhes endereçar cartas de apoio.

Mais info:
Fb page: https://www.facebook.com/ratadentata/
Email: ratadentata@riseup.net
Blog: https://ratadentata.wordpress.com/

terça-feira, 25 de abril de 2017

29 de Abril: Jantar + Filme "A Noite dos Lápis"


29 de Abril
A NOITE DOS LÁPIS

de Héctor Olivera (1986, 106 min., legendas em português)

19.30 | Jantar vegetariano
20.30 | Projecção do filme


Em Setembro de 1976, durante os primeiros meses da ditadura militar argentina, vários estudantes do ensino secundário da cidade de La Plata são sequestrados, torturados e assassinados devido aos seus protestos pela redução do preço dos transportes.

domingo, 23 de abril de 2017

Senhores propagandistas da banha de cobra...

Texto de um sócio do CCL sobre a recente homenagem a João Freire feita no Portal Anarquista, recebido com pedido de divulgação:


SENHORES PROPAGANDISTAS DA BANHA DE COBRA...
ATENÇÃO! OS INTERESSES DO CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA FORAM LESADOS.


Estimado Companheiro,
Carlos Júlio.

Publicou o Portal Anarquista há bem poucos dias no Facebook uma peculiar nota de reconhecimento tilintante rasgando elogios ao senhor João Freire, dando conta do porte de grande anarquista que em todo o caso, tal senhor nunca foi merecedor em nenhum momento.
Primeiro, vamos directamente ao assunto que hoje nos interessa: o Centro de Cultura Libertária, doravante CCL, foi no processo de constituição do Arquivo Histórico-Social muito prejudicado. É afirmado pelo próprio João Freire nas suas memórias «Pessoa comum no seu tempo», p. 471, que o Centro de Estudos Libertários acolheu a «doação de espólios documentais por parte de antigos militantes libertários ou seus descendentes». Daí nunca referir claramente nem sequer de modo discreto a sua iniciativa para obter os documentos existentes no fundo documental do CCL. Ora, quanto a este assunto reina o silêncio absoluto,  mais parece ter o homem recalcado a tendência do seu comportamento para vasculhar arquivos.
Os fundamentos da minha denúncia prendem-se com os actos delituosos praticados por João Freire. Sublinhe-se que na altura os mentores do Centro de Estudos Libertários chegaram a elaborar no CCL um rastreio onde constavam 270 obras literárias, presume-se em conluio com os técnicos do designado Arquivo Histórico-Social e/ou a mando deste famoso académico «anarquista».
Na verdade, foi na Assembleia Geral de sócios do CCL, realizada a cinco de Janeiro de 1985, consultar a Acta número 9, folhas 29/30, que a questão do Arquivo Histórico-Social foi introduzida ad hoc na ordem de trabalhos desta reunião e, pela primeira vez, levantada através do senhor Carlos Reis, «devido ao facto do companheiro João Freire, mais dentro do assunto, ainda não ter chegado.» Finalmente, para se perceber hoje a habilidade implicada nos procedimentos do académico «anarquista» João Freire, mandante do senhor Carlos Reis, passo a transcrever parte da Acta número 9: «Finalmente no ponto seis, não tendo comparecido o companheiro João Freire, prestou-se o companheiro Carlos Reis a informar a assembleia da situação do Arquivo Histórico-Social e de uma proposta para cedência mútua de (ob) digo, exemplares de livros e periódicos constantes das duas bibliotecas, proposta que foi aceite unanimemente.»
O senhor João Freire, alegando o seu interesse ao estudo, na altura apoderou-se de documentos pertencentes ao espólio histórico do CCL, Associação Libertária com sede em Almada. De facto, em nenhuma circunstância conforme é possível analisar nos papeis oficiais do CCL, se perspectivou ou foi deliberado doar os referidos livros e outros documentos quer ao senhor João Freire quer a alguma outra entidade com carácter público ou privado.
Segundo, é com o propósito de contribuir para o cabal esclarecimento desta situação ocorrida no CCL, Associação que então se viu delapidada de alguma parte do seu património histórico (contextualizando o 3º ponto da Ordem de Trabalhos: Situação perante o Arquivo Histórico Social, posição definitiva do Centro), que aqui transcrevo parte do conteúdo da acta número 13 da Assembleia Geral Extraordinária, a folhas 39/42, da ordem sequencial do Livro de Actas, datada aos nove dias de Novembro de mil novecentos e oitenta e seis: «Através do João Freire foi-nos pedido um certo número de títulos da nossa biblioteca, para seguirem para a Biblioteca Nacional através do Centro de Estudos Libertários. Nessa altura acedi a tal transacção dos livros porque não vi grandes inconvenientes e porque confiava na pessoa de João Feire. Hoje a minha opinião é diferente. Se esses livros fazem parte do património do Centro e podendo a sua biblioteca ser dinamizada, entendo que é neste Centro que os livros devem permanecer. Se temos perspectivas de remodelar este Centro, não nos podemos permitir o luxo de o empobrecer. Somos talvez hoje o núcleo anarquista que mais publicações periódicas e não periódicas recebe, aumentando, assim, gradualmente o nosso espólio e podendo fazer deste Centro um Centro de Documentação e Arquivo, sem tutela do Estado, como acontece na Biblioteca Nacional. Não temos em nosso poder nenhum termo de responsabilidade passado pela Biblioteca Nacional em como, a qualquer momento, poderemos recuperar os livros. A palavra de João Freire não me chega, hoje. Pelo seu comportamento em relação à coordenadora libertária, por se ter demitido deste Centro sem qualquer explicação, pela sua falta de frontalidade (utilizando lateralmente influências, à boa maneira da cunha e coscuvilhice portuguesas, em lugar de se dirigir directamente ao Centro), João Freire não me merece a mínima consideração nem confiança, tanto como anarquista, como também como pessoa.»
No essencial, julgo não proceder como se nada na recente história do anarquismo em português se tivesse passado. Realmente, no CCL facilitámos em demasia as vivências dos acontecimentos, por isso, parece que somos considerados ingénuos politicamente. Mas não declinámos perante os objectivos programáticos da Associação e, porventura, isso leva-me também hoje a interrogar se não será justo reivindicar a devolução dos referidos documentos históricos subtraídos à biblioteca e ao fundo documental da Associação. Não quero deixar de realçar uma breve referência a Carlos Reis expressa na Acta número 14, com a data de vinte e quatro de Janeiro de mil novecentos e oitenta e sete, a folha 42, reportando que o único voto a favor da transferência dos livros deste Centro para a Biblioteca Nacional, foi o dele.


Finalmente, é certo que confirmada a natureza dos factos acima aludidos estes configurarão um abuso de confiança bem como de apropriação indevida de bens, e também uma total quebra de lealdade por parte deste antigo sócio do CCL, que actuou em circunstâncias e contornos muito pouco esclarecedores face ao funcionamento desta Associação.
Quanto ao amadurecimento do anarquismo em português, foi com este tipo de colaborações que o «nosso» académico pretendeu com o seu projecto pseudo libertário atingir o compromisso reformista iniciado em torno da publicação A Ideia a partir de 1974.
Em sequência, exulto na qualidade de associado e membro dos órgãos sociais do CCL, prometendo respeitar todas as decisões da Assembleia Geral que será convocada para o efeito, com a minha exclusiva responsabilidade neste processo de reparação moral, procurando determinar e envolver todos os associados que queiram de agrado contribuir, dignamente, para o devido esclarecimento do processo, tendo em vista a reposição dos livros e outros documentos no arquivo que, antes demais, pertencem a esta Associação Libertária.

Com as saudações libertárias,

Carlos Gordilho
Quinta da Alegria, Almada, 2017