terça-feira, 17 de março de 2015

21 de Março | Zonas a defender | Documentários e conversa + jantar


Ciclo de documentários/conversas sobre lutas contra a destruição de espaços naturais


18h – Notre-Dame-des-Luttes (2012; 52 min.)
documentário de Jean-François Castell sobre a ZAD de Notre-Dames-des-Landes
[legendas em inglês]

19h – Fighting for the forest
(2014; 15 min.)
reportagem sobre a ZAD de Sivens em Setembro de 2014
[em inglês]

Seguido de conversa


20h – Jantar vegetariano

 
O termo “zona a defender” (ZAD) popularizou-se nos últimos anos para designar a experiência de ocupação de zonas florestais ameaçadas, em resistência contra projectos de desenvolvimento capitalista em França. Esta forma de luta encontra paralelo em outras lutas contra a destruição da natureza para além das fronteiras francesas, como a resistência contra a construção da linha de comboio de alta velocidade em Itália ou contra a exploração de gás de xisto em várias partes do mundo.
O documentário “Notre-Dame-des-Luttes” dá-nos a conhecer as motivações dos resistentes à construção do aeroporto de Notre-Dame-des-Landes, num momento em que, após uma operação policial repressiva em Outubro de 2012, esta luta ganha um novo ímpeto.
A reportagem “Fighting for the forest” apresenta-nos uma visão jornalística e sensacionalista das diversas formas de resistência em prática na ZAD de Sivens, onde os ocupantes resistem à construção de uma barragem que destruirá uma vasta zona florestal. Quando o abate de árvores começa, os confrontos com a polícia intensificam-se, numa escalada repressiva que levará ao assassinato do manifestante Rémi Fraisse pela polícia em Outubro de 2014.
 

sábado, 7 de março de 2015

Comunicado sobre a violência policial




 No dia 19 de Fevereiro, morreu em Setúbal um jovem vítima de uma bastonada da polícia.
Este é mais um caso recente de violência policial, tal como o que aconteceu na Cova da Moura no dia 5 de Fevereiro, quando após a agressão de vários residentes do bairro, aqueles que foram à esquadra pedir explicações ainda foram detidos, insultados e espancados.

Não deixamos passar estes casos e não esquecemos nem perdoamos TODAS as mortes e agressões às mãos da polícia. A repressão policial é algo que marca o quotidiano desta sociedade, desde as operações de fiscalização nos transportes públicos à perseguição aos imigrantes, às rusgas e despejos nos bairros, à perseguição a grupos e indivíduos contestatários. A presença policial em manifestações é já uma violência.

A polícia é um instrumento para manter a desigualdade social e a sua acção tenderá a ser sempre mais forte contra os mais desprotegidos, mas a existência da polícia, como a vemos enquanto anarquistas, é um mal social que afecta todos os grupos e pessoas, independentemente do seu género, raça, idade. É por este motivo que recusamos a existência da polícia.

 A violência policial é legitimada se não contestarmos a sua autoridade. Não podemos deixar em paz as esquadras, os bairros e as ruas onde esta violência se manifesta e os responsáveis pela mesma.

                                              

Centro de Cultura Libertária

                                                                                  Março 2015