sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Blog da Rede Libertária

Este blog destina-se à difusão de informações, notícias e iniciativas libertárias. É um dos instrumentos de comunicação concebidos pela Rede Libertária, criada em meados de 2007, um projecto que une anarquistas a título individual ou colectivo num esforço comum para fortalecer o debate, a comunicação e as convergências na acção entre libertári@s. Este é um projecto aberto a tod@s @s anarquistas que desejem trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade, a quantidade e a difusão das nossas iniciativas. Não se trata de uma estrutura formal de captação de novos “militantes”, mas sim de um conjunto de laços que se pretendem manter e reforçar entre anarquistas activ@s em diversos campos. Tampouco pretende representar um “movimento libertário”, mas sim servir como instrumento, não certamente o único, entre pessoas, grupos e projectos que se identificam, no pensamento e na acção, com o anti-autoritarismo, o anti-estatismo e o anti-capitalismo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Lançamento da revista Húmus nº 4

Convívio e debate em torno desta publicação libertária Dia 22 de Dezembro – Sábado - 17 horas no Centro de Cultura Libertária * * * * * * * *
Editorial do Húmus nº 4 Um período mais longo do que o habitual separou o lançamento deste quarto número da revista Húmus em relação ao seu predecessor. Felizmente, este espaço de tempo foi relativamente abundante em acontecimentos e projectos que apostaram em romper com o habitual marasmo conformista deste país em que a contestação fora dos limites estabelecidos e dos enquadramentos institucionais acaba quase sempre por parecer aos olhos de muitos como algo de exótico. Na tarde de 25 de Abril, precisamente quando o tradicional e rotineiro desfile comemorativo acabava de percorrer a Avenida da Liberdade, arrancou da Praça da Figueira uma manifestação antiautoritária, antifascista e anticapitalista, composta por cerca de cinco centenas de pessoas determinadas em fazer da Liberdade algo mais do que um nome de avenida, contra o domínio do Estado e do Capital sobre as nossas vidas e contra a crescente presença da extrema-direita na sociedade. Após o término do percurso do protesto no Largo de Camões, um grupo de centena e meia de manifestantes, que resolveu prolongar a manifestação, foi cercado e atacado pela polícia na Rua do Carmo, tendo resultado deste confronto vários feridos e onze detidos. Ainda no dia 29 desse mesmo mês de Abril foi ocupado em Coimbra um edifício pertencente aos antigos hospitais da universidade. O objectivo dos ocupantes era “a criação de um espaço diferente, de debate e convivência num ambiente anti-capitalista e anti-autoritário”. O projecto durou até ao dia 11 de Julho, quando o edifício foi desocupado pela polícia. No início de Junho, enquanto se realizava na Alemanha a cimeira do G8, também em território português várias iniciativas marcaram os protestos contra os poderosos deste mundo. Em Abril, em Aljustrel, e em Julho, no Porto, libertários de várias proveniências reuniram-se para debater e encontrar formas de superar os problemas de comunicação e união no “movimento” libertário. Foi mais um passo, não menos importante que outros que continuam a ter lugar, no sentido de criar lugares de debate entre anarquistas, que possibilitem uma maior comunicação e a criação de possibilidades de convergência na acção. Em Agosto, a acção do movimento “Verde Eufémia” contra os Organismos Geneticamente Modificados, através da destruição de um hectare de uma plantação de milho transgénico em Silves, interrompeu a calmaria do Verão, enfurecendo os defensores da propriedade privada e da “liberdade” de negociar à custa da biodiversidade e da saúde das pessoas. Em Outubro, a COSA – casa ocupada em Setúbal –, comemorou os seus sete anos de resistência com um programa vasto que incluiu, entre outras iniciativas, debates, emissões contínuas de rádio e mesmo um percurso pela memória anarquista da cidade de Setúbal. A manifestação de 25 de Abril e o episódio da ceifa de Silves seguiram-se de um alucinante circo mediático armado em torno dos mesmos. No primeiro caso, o total desconhecimento dos media em relação a quem eram e ao que movia os manifestantes deu lugar à invenção da notícia e a uma posterior “caça ao anarquista” em busca de matéria para escrever artigos sensacionalistas. Já no segundo caso, o movimento “Verde Eufémia” tentou servir-se dos media para veicular a sua causa, anunciando previamente aos mesmos a sua acção. As imagens da acção, repetidamente veiculadas por noticiários televisivos e por jornais, suscitaram uma reacção massiva dos escribas e porta-vozes do “Estado de Direito democrático” contra a violação da propriedade privada. Concluindo, o tratamento mediático dado a ambos os acontecimentos enquadrou-se maioritariamente na já frequente lógica de criminalização, folclorização e, assim, tentativa de isolamento dos contestatários, reconfirmando as limitações (ou impossibilidade?) das estratégias de utilização dos media por movimentos sociais que escapem às lógicas de participação-integração-neutralização democráticas.Neste contexto de totalitarismo democrático-capitalista, em que qualquer acção de contestação é rapidamente classificada pelos aparelhos mediático-policiais como perturbadora da “ordem pública”, logo “anti-democrática”, é de saudar o aparecimento de cada vez mais projectos de informação alternativa. Tão só nos meios libertários assistimos ao aparecimento de publicações impressas como o Pica Miolos, o Alambique e o Motim e de projectos como a Rádio Libertária on-line, para além dos inúmeros blogs e sites contra-informativos que vão povoando a Internet. O cenário editorial libertário é hoje mais fértil do que quando, há cerca de ano e meio, arrancámos com o projecto da revista Húmus. E, se de nós depender, esta tendência continuará a aprofundar-se.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Revista Alambique em pdf

No passado dia 5 de Outubro, realizou-se no Centro de Cultura Libertária a muito concorrida e animada apresentação da revista libertária Alambique, editada pelo Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia de Aljustrel.
Para que tod@s possam conhecer esta nova publicação é possível fazer o download no número 1 aqui.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

7º Aniversário da COSA - casa ocupada de Setúbal

7º aniversário da COSA
12, 13 e 14 de Outubro
Actividades e Festejos na Casa Okupada de Setúbal Autogestionada
Estes 7 anos já ninguém nos tira!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Apresentação da revista Alambique em Cacilhas

No dia 5 de Outubro (sexta-feira), pelas 17 horas, os companheiros do Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia de Aljustrel fazem-nos uma visita a Cacilhas. O objectivo é a apresentação da revista Alambique. Pelo meio haverá muita conversa e convívio e, ao jantar, uma saborosa açorda alentejana. Para abrir o apetite fiquem com o editorial desta nova revista libertária: Alambique, s.m. [do ár. ‘anbiq] – 1. Aparelho próprio para realizar destilações – 2. Fig. Aquilo que serve para apurar ou aprimorar Depois de alguns meses em fermentação o ALAMBIQUE começa a destilar. Esta é uma publicação que surge do projecto anarquista Centro de Cultura Anarquista (CCA) Gonçalves Correia, que se movimenta entre Aljustrel, Ferreira do Alentejo e Castro Verde e restante Baixo Alentejo. Já em 2003 o CCA de Ferreira do Alentejo juntara na difusão do pensamento libertário diversos companheir@s da região. De há um ano para cá, ressurge o CCA, agora denominado Gonçalves Correia (em nome da mais renomeada herança anarquista da zona), junto do Club Aljustrelense, espaço que periodicamente abre portas às nossas iniciativas. Os objectivos: estreitar as afinidades libertárias e procurar divulgar através de várias iniciativas públicas diversas questões e problemas que combatam a apatia, o medo e o conformismo que nos sufoca. Dar viva voz ao protesto. O ALAMBIQUE surge depois de um ano de actividades no Clube, onde o projecto assentou arraiais. A necessidade de dar a conhecer o que fazemos, de sair portas fora tornou-se ao longo deste tempo algo imperativo. Não apenas com vista a um alcance maior, mas para quebrar com a passividade de nos fecharmos num getho, numa tribo, com os mesmos de sempre. Nesse sentido o Club Aljustrelense só por si, é isso mesmo: um clube. E o nosso projecto pese querer contribuir sobremaneira para a sua dinamização, nunca pretendeu encerrar-se na dinâmica fechada de um espaço que tem a sua vida própria com as suas virtudes e os seus defeitos. Nesta nossa (des)construção afirmamos não apenas a crítica ao insaciável capitalismo e autoritarismo que nos rodeia. Queremos também, informal e livremente, que a nossa festa e o nosso companheirismo não seja a alienação que nos querem impor, mas a revolta com que queremos aprender a viver. blog do CCA: goncalvescorreia.blogspot.com/

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Anarquismo e movimentos sociais em Montréal - actividade no CCL

No próximo sábado - 21 de Julho - aproveitamos a presença do companheiro François de Montréal (Quebéc - Canadá) para uma actividade no Centro de Cultura Libertária: 17h - Conversa sobre anarquismo e movimentos sociais em Montréal 20h - Jantar vegetariano Aparece!

terça-feira, 10 de julho de 2007

Festa da Diversidade em Lisboa - 13 a 15 de Julho

O Centro de Cultura Libertária vai estar presente com uma banca na Festa da Diversidade, que terá lugar durante o próximo fim-de-semana no Terreiro do Paço em Lisboa. Haverá bancas (mais de 80 incluindo a do CCL), espectáculos, exposições, workshops, debates e mais actividades, durante o horário seguinte: Dia 13 de Julho: 19h às 02h00 Dia 14 de Julho: 16h às 02h00 Dia 15 de Julho: 16h às 0h00 Mais informações em: http://festadadiversidade.blogspot.com/

terça-feira, 12 de junho de 2007

“A guerra na Tchetchénia e os movimentos de resistência na Rússia"

16 de Junho – Sábado – 16h - no Centro de Cultura Libertária Vídeos + debate: “A guerra na Tchetchénia e os movimentos de resistência na Rússia" seguido de conversa (in)formal sobre a luta pela autonomia dos povos na América Latina com Fernando Bonfim e Cristina Dunaeva (companheir@s envolvidos nos movimentos sociais na Rússia e no Brasil) E pelas 20h: jantar vegetariano Para mais informações sobre a questão da Tchetchénia: Ação Literária pela Auto-Determinação dos Povos - http://www.chechenialivre.blogspot.com/