quarta-feira, 25 de junho de 2014
28 de Junho - Círculo de leituras anárquicas: "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno
28 de Junho no CCL
17.30 - Círculo de leituras anárquicas: "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno
20.00 - Jantar vegetariano
Uma vez por mês, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.
Este mês o texto proposto é "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno. Este texto está disponível na livraria do CCL, e em pdf aqui: http://document.li/Q93q (brochura para imprimir: http://document.li/7s3c).
"Para que duas pessoas possam viver em paz é necessário que ambas as partes desejem a paz, porque se uma insiste em usar da violência para obrigar a outra a trabalhar para ela e a servi-la, então a outra, se quer conservar a sua dignidade como pessoa e não ser reduzida à mais abjecta escravidão, será obrigada, apesar do seu amor pela paz e pela harmonia, a resistir à força pelos meios adequados."
"… O escravo está sempre em estado de legítima defesa e, portanto, a sua violência contra o senhor, contra o opressor, é sempre moralmente justificável; ela deve ter como regra um único critério: a utilidade e a economia do esforço e dos sofrimentos humanos."
"Os anarquistas não são hipócritas. É pela força que se resiste à força: hoje contra a opressão de hoje; amanhã contra aqueles que poderiam substituir por uma outra opressão a de hoje."
Errico Malatesta
"Nada melhor do que a leitura das minhas intervenções sobre Malatesta no encontro anarquista de Nápoles, em Dezembro de 2003, para perceber como cada tentativa de justificar ou condenar o conceito de violência revolucionária é, à partida, uma batalha perdida. A violência revolucionária não precisa das minhas justificações e não pode ser vilipendiada por nenhuma espécie de condenação, mesmo que vinda das próprias fileiras anarquistas."
Alfredo M. Bonanno
terça-feira, 24 de junho de 2014
terça-feira, 17 de junho de 2014
21 de Junho: Documentário "Não vivamos mais como escravos!" + Jantar
Dia 21 de Junho
17.30 – Documentário: Não vivamos mais como escravos!
de Yannis Youlountas (2013, 89 min.). Legendas em português.
20.00 – Jantar vegetariano
«O documentário produzido em 2013 aborda, a partir de uma perspectiva anarquista, a atual situação social, política e econômica grega, apresentando as causas da crise, bem como as estratégias adotadas por coletivos e militantes anarquistas em resposta a esta.
Emergindo das catacumbas gregas da Europa, um murmúrio pelo continente devastado, “Não vivamos mais como escravos” (pronuncia-se “Na min zisoume san douli” em grego).
Nas paredes das cidades e nas rochas do campo, nos outdoors vazios ou destruídos, em jornais alternativos e rádios rebeldes, em ocupações, squats e centros auto-organizados que se multiplicam… este é o slogan que a resistência grega esta difundindo, dia após dia, e estão nos convidando para nos juntar a eles em uníssono às melodias do filme.
Um sopro de ar fresco, emoções e utopias em ação que emergem do mar Egeu.»
quarta-feira, 11 de junho de 2014
14 de Junho: (Re)Inauguração da Biblioteca do CCL + Jantar
14 de Junho
(Re)Inauguração da Biblioteca do CCL
17.30 - Apresentação da biblioteca do Centro de Cultura Libertária, mostra de acervo e conversa sobre bibliotecas libertárias
20.00 - Jantar vegetariano
(angariação de fundos para a compra de novos livros)
sábado, 7 de junho de 2014
10 de Junho: Conversa sobre habitação + Jantar benefit
10 de Junho
19H -Conversa sobre habitação + Jantar benefit
as contribuições ajudarão a trazer a Portugal membros da PAH espanhola
A questão da habitação, cada vez mais maltrada conforme avança a contra-revolução neoliberal, está prestes a tornar-se ainda mais crítica com a alterações ao IMI e lei das rendas, atirando milhares de pessoas para a rua. Em Espanha, a PAH, Plataforma dos Afectados pela Hipoteca, têm levado a cabo uma extraordinária luta pelo direito à habitação, usando tácticas aguerridas como os escraches e ocupações para conseguir resolver resolver o dilema de muitas famílias e ao mesmo tempo enfraquecer a lógica da propriedade privada ao serviço dos bancos e imobiliárias. Esta conversa irá abordar estas lutas e o jantar de benefit que se seguirá contribuir para trazer a Portugal membros da PAH, para que possamos aprender com a sua experiência.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
8 de Junho: Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique
10.00 - Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique (traz merenda!)
- Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída dos barcos.
Sabias que, em Almada, a implantação da República foi desencadeada, no dia 4 de Outubro de 1910, por um discurso do sapateiro anarquista Bartolomeu Constantino?
Sabias que, durante uma greve dos operários corticeiros em Agosto de 1911, a fábrica do Conde de Silves na Cova da Piedade foi incendiada pelos operários revoltados que impediram a intervenção dos bombeiros?
Sabias que em Almada a greve insurreccional antifascista de 18 de Janeiro de 1934 durou dois dias, encerrando todas as actividades económicas do concelho e sabotando a ligação telefónica entre Lisboa e o Sul do país?
Sabias que foi da Cova da Piedade que saiu o material explosivo fornecido aos operários que, em 18 de Janeiro de 1934, protagonizaram o movimento insurreccional contra Oliveira Salazar?
Sabias que o núcleo anarquista de Almada, apesar de uma forte repressão que levou muitos companheiros ao degredo, à prisão e à morte, se manteve activo na clandestinidade até 1974, quando ainda conseguiu fundar um ateneu anarquista?
As ruas de Almada escondem uma história de resistência que pouca gente conhece. Entre o final da Monarquia e os primeiros tempos do Estado Novo, o território de Almada foi profundamente alterado por um processo de industrialização que levou à fixação de trabalhadores vindos de várias partes do país. Nos antigos lugares do concelho, profundamente ligados ao rio e aos terrenos agrícolas que os rodeavam, cresceram fábricas com as suas altas chaminés e cais de embarque de mercadorias. Também cresceram as vilas e bairros de operários, onde habitava uma população que descobriu a auto-organização, em cooperativas, sindicatos e sociedades recreativas e culturais, como forma de ultrapassar as dificuldades impostas por condições de vida miseráveis. Este processo de auto-organização e resistência, protagonizado pela população operária de Almada, durou décadas e só dificilmente foi submetido pela ditadura fascista.
É esta a história que se pretende partilhar neste percurso pedestre pela memória libertária de Almada.
(Actividade inserida no programa do 40º aniversário do Centro de Cultura Libertária)
domingo, 1 de junho de 2014
7 de Junho: 40º Aniversário do Centro de Cultura Libertária
17.30 - Partilha de vivências, memórias e debate sobre o CCL
Exposição documental sobre os 40 anos do CCL
20.00 – Jantar vegetariano
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