terça-feira, 28 de junho de 2016

2 de Julho: Júlio Carrapato - teoria e prática de um anarquista

Juntamo-nos para conversar, conviver e recordar coisas que Júlio Carrapato fez, que escreveu, que editou, que traduziu - como reflexo imediato da sua vida e como contributo teórico e prático aos seus companheiros e à anarquia.

Texto do Júlio de Janeiro de 2003 sobre a sua experiência no pós 25 de Abril:
ler aqui

Bicicletada anti-fracking - passagem por Cacilhas a 4 de Julho



Contra a extração de gás e petróleo
Passagem da "bicicletada anti-fracking" por Cacilhas

4 de Julho

Cais de Cacilhas
17h30 - Concentração / recepção da bicicletada
18h30 - Passeio de bicicleta

Centro de Cultura Libertária
20h - Petiscos e conversa
21h30 Documentário




Excerto do manifesto da bicicletada:

"Parecemos entender o valor do petróleo, da madeira, dos minerais, ou da habitação, mas não percebemos o valor da beleza crua, da vida selvagem. Contra esta lógica do lucro, há centenas de anos que povos indígenas, campones@s e autócton@s levantam-se para se defenderem, defenderem a natureza. Nós decidimos realizar esta viagem para defendermo-nos, defender os oceanos, os aquíferos e os solos contra a exploração de energias fósseis, que destrói tudo à sua passagem deixando paisagens de deserto e praias negras de morte. Vamos rolar para partilhar informação, debater ideias, unir lutas e criar redes!
[...]
Queremos partilhar a aprender todo o conhecimento das populações por onde passarmos. Conhecer as energias respeitadoras dos animais, plantas, rios e ecossistemas (onde nos incluímos como espécie). Recolher o conhecimento, as energias e depois divulgar, unir, criar.

Apelamos aos nossxs colegas rebeldes de todo o mundo que se unam contra o fracking, um dos vários atentados do capitalismo. Destruir tudo, ficar com os lucros. Vamos resistir a este Ecocídio, que intrínsecamente provoca Genocídios.

Este evento depende a participação, colaboração e apoio mutuo. Será financiado pelos participantes e por quem apoiar pelo caminho.
Não procuramos doações, preferimos participações!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Morreu Júlio Carrapato

Morreu Júlio Carrapato, "anarquista algarvio, tradutor, livreiro, editor, professor universitário, mas sobretudo um homem que gostava da vida e da liberdade".

O funeral do companheiro Júlio está marcado para sexta-feira 24, às 14h, no Cemitério Velho de Faro.



No posfácio d' "O Ladrão" (ed. Sotavento, 1979) escreveu ele:
"O individualismo extremo de Georges Darien não deve, no entanto, ser considerado caricaturalmente como uma evasão solipsista ou um diálogo, por assim dizer, efectuado de si para consigo pelo homem só. Menos ainda tem que ver com a dura concorrência da sociedade capitalista, com a luta de cada um contra todos, justificada de maneira pseudo-científica pela famosa adaptação da "Struggle for life". Que os socialistas ou os comunistas autoritários, da corrente abertamente totalitária ou da corrente hipocritamente democrática, assim queiram estigmatizar os homens cuja estatura os ultrapassa e cuja indocilidade à linha justa os amedronta, compreende-se. Como se compreende o epíteto insultuoso de pequeno burguês, gritado a esmo para caracterizar a mais pequena veleidade de independência de espírito. Nem podiam raciocinar de outra maneira os sinistros candidatos a pastores que, na melhor (ou na pior) das hipóteses, gostariam de converter o já de si degradante agregado humano numa colmeia de abelhas."

Escrevem os companheiros do Portal Anarquista:
"Chega-nos a notícia da morte de Júlio Carrapato. O anarquista algarvio, tradutor, livreiro, editor, professor universitário, mas sobretudo um homem que gostava da vida e da liberdade, morreu esta terça-feira em Faro e o seu corpo será autopsiado esta quarta-feira, não se sabendo ainda quando terão lugar as cerimónias fúnebres
Júlio Carrapato (1947- 2016) esteve ligado ao grupo “Acção Directa”, nutrindo especiais relações de proximidade com elementos deste grupo forjadas em Paris, onde vários dos seus elementos estiveram refractários à guerra colonial; pertenceu depois ao grupo “Apoio Mútuo”, de Évora, onde foi professor nos primeiros tempos da Universidade; criou mais tarde o jornal “O Meridional”, um dos ícones da imprensa libertária pós 25 de Abril.
Regressando a Faro, de onde era natural, abriu a livraria e as edições Sotavento. Entretanto, e posteriormente, traduziu diversos clássicos da literatura anarquista: “O Povo em Armas”, de Abel Paz; “O Ladrão”, de George Darien, entre outros, e escreveu um conjunto vasto de livros em que se destacam: “Resposta de Um Anarquista aos Últimos Moicanos do Marxismo e do Leninismo, assim como aos inúmeros Pintaínhos da Democracia”, “Novas Crónicas Bem Dispostas”, “Os Descobrimentos Portugueses e Espanhóis ou a Outra Versão de uma História Mal Contada”, “Para uma Crítica Libertária do Direito seguido de A Lei e a Autoridade”, “Subsídios para a Reposição da Verdade sobre a Guerra Civil de Espanha”.
Há um par de anos foi operado a um cancro do pulmão. Morre agora uma das vozes mais inconformadas e irreverentes do anarquismo português do pós-25 de Abril, capaz das maiores polémicas em torno dos valores do anarquismo – e da necessidade de separação de águas relativamente ao marxismo e aos vários esquerdismos que gravitavam à sua volta – mas sempre fortemente solidário com todos os que se reivindicavam da prática anarquista pura e dura, sem quaisquer cedências ao politicamente correcto."

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2016/06/21/morreu-o-anarquista-algarvio-julio-carrapato-cidadao-do-mundo/


domingo, 19 de junho de 2016

Assembleia aberta do Centro de Cultura Libertária

Sábado, 25 de Junho, às 17h

O Centro de Cultura Libertária realiza no dia 25 de Junho, sábado, pelas 17h, uma assembleia aberta a quem se identifique com as ideias e práticas anti-autoritárias e pretenda participar e/ou propor iniciativas para a nossa associação.


O Centro de Cultura Libertária é uma associação cultural anarquista fundada há 42 anos, em Cacilhas, por antigos militantes libertários que resistiram e sobreviveram à ditadura. O CCL organiza-se sem hierarquias, realizando assembleias regulares e praticando a rotatividade de tarefas. Funciona numa casa alugada, cujas despesas são custeadas unicamente através de quotas, de donativos, receitas do bar/jantares e venda de publicações.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Conferência "Interfaces dança - tecnologia"

18 de Junho, Sábado, às 17h

ENCONTROS DA RADICALIDADE IMPOSSÍVEL

Carlos Gordilho convida

Isabel Valverde

17h - Conferência "Interfaces Dança-Tecnologia"


20h - Jantar vegetariano


Local: Centro de Cultura Libertária – Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada

* * *

Isabel Valverde é performer, coreógrafa e investigadora transdisciplinar. Desenvolve criação artística desde 1986, no domínio da performance arte/dança e intermedia a solo e em colaborações inter e transdisciplinares. Coreógrafa em transversalidade com materiais plásticos (visuais, sonoros, arquitetónicos) e as possibilidades somáticas de intercorporealidade inclusiva em experiências interativas participativas.
Doutorada em História e Teoria da Dança (UC. Riverside, BD/FCT), mestre em Artes Interdisciplinares (Inter-Arts Center/SFSU, Bolsa Fulbright/IIE), diplomada em Nova Dança (SNDD/AHK, ERASMUS), e licenciada em Dança (FMH/UTL). Realizou dois pós-doutoramentos em Danças e Tecnologias (BPD/FCT/POTCI) coordenando o CAT, Centro para as Artes e Tecnologias/IHSIS, e associada ao VIMMI/INESC-ID/IST. É investigadora do Pólo CIAC-UAb, Centro de Investigação em Artes e Comunicação, e associada do GAIPS/INESC-ID/IST. Autora da tese/livro Interfaces Dança-Tecnologia: um quadro teórico para a performance no domínio digital (FCG/FCT, 2010). Fundadora e coordenadora das Posthuman Corporealities – Network Festival Symposium e do Festival Danças Híbridas – Contacto Improvisação e Práticas Somáticas.

https://branded.me/isabel-valverde
http://www.motelcoimbra.pt/student/carlos-gordilho/


Fim de tarde no C.C.L.

 Quarta-feira, 15 de Junho

Num final de tarde de meio da semana juntamo-nos para comes e bebes ao som do sol e de livros, no fresco da sala ou no calor da rua.
A biblioteca e a livraria estarão abertas, assim como uma banca com informação para quem estiver de passagem não ir de mãos a abanar.


Esta quarta, das quatro e meia às sete e meia.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Apelo do Centro de Cultura Libertária

   O Centro de Cultura Libertária é uma associação cultural anarquista fundada há 42 anos, em Cacilhas, por antigos militantes libertários que resistiram e sobreviveram à ditadura. Ao longo destes anos, o CCL serviu de referência e ponto de encontro a várias gerações que procuraram alternativas de vida e resistência à autoridade e ao capitalismo, tornando-se a casa de vários projectos e colectivos libertários e acumulando um espólio documental importante.

    Actualmente, o CCL realiza actividades públicas periódicas e serve como lugar de encontro e convívio anti-autoritário na margem sul do Tejo. Aqui funciona também uma livraria e uma biblioteca abertas ao público.

    O CCL organiza-se sem hierarquias, realizando assembleias regulares e praticando a rotatividade de tarefas. Funciona numa casa alugada, cujas despesas são custeadas unicamente através de quotas, donativos, receitas do bar/jantares e venda de publicações.

   Após a actualização da renda há 5 anos, no seguimento de uma tentativa de despejo, tornou-se cada vez mais difícil pagar as despesas de manutenção do espaço. Para que o CCL possa continuar a existir precisamos de angariar pelo menos 200 euros todos os meses. Para tal pedimos a tua colaboração, através de donativos que podem ser enviados para a nossa conta ou entregues no nosso espaço. Também podes passar por cá ou escrever-nos para perceber como te podes envolver e apoiar o CCL.

Dados da conta bancária do CCL para donativos:
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
NIB: 003501790000215493029
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Sábado, 11 Junho: Documentário "Cielito rebelde" (com realizadores) + Jantar




 
19h30 - Projecção do documentário "Cielito rebelde - vozes do México que resiste" (com a presença de realizadores)

21h - Jantar vegano



«Uma viagem ao México que resiste ao neoliberalismo. Vozes de uma terra onde ninguém renuncia, onde imaginar um mundo que inclui outros mundos não é apenas um slogan, mas uma prática diária real e constante.
Começámos a pensar coletivamente, a imaginar um projeto. A forma que escolhemos é a do documentário. Uma série de entrevistas que podem apresentar diferentes olhares sobre o México e as lutas que a animam.
Nos estados que passaram entrámos em contato com vários ativistas e militantes de organizações radicais e anti-capitalistas, tentando captar o sentimento comum que vive em torno do "discurso revolucionário" no México de hoje.
Falando do capitalismo e da resistência, da comunidade e da autonomia, aprendemos que, apesar de tudo, pensar um futuro revolucionário e agir num presente tão complexo pode ser uma prática diária. Vimos como podemos falar de tudo com uma simplicidade desarmante. A mesma simplicidade com que em mais de duas décadas os camponeses , em Chiapas, têm conseguido resistir aos ataques do governo, na construção do seu próprio mundo, retirando-o das mãos do capitalismo e dando-nos a cada dia uma razão para olhar em frente.»

Um filme de: Claudio Carbone, Antonio Gori, Massimiliano Lanza, Leonardo Balestri.
Fotografia: Claudio Carbone
Desenhos: Mario Berillo
Edição: Leonardo Botta
Música: Moover
com a colaboração de Kairos elementikairos.org
Página Facebook: facebook.com/CielitoRebelde.VocidelMessicoresistente
Site: cielitorebelde.org
Trailer: vimeo.com/151901240