quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
Cine-Fórum em janeiro e fevereiro de 2023 no CCL
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
Sexta 16/12 no CCL: "Prelúdio a um desastre" + noite de pizza
19h | Vídeo "Prelúdio a um desastre" 20h30 | Jantar com pizzas veganasPrelúdio a um desastre
[‘Trouble #23: Prelude to a Disaster’, de subMedia; 37 min.; em inglês]
A cada dia as notícias são piores. Milhões de pessoas são forçadas a deslocar-se por ondas de calor e secas inauditas, assim como por violentas megatempestades e inundações repentinas. Incêndios florestais sem precedentes expandem-se sem controlo, arrasando largas extensões de floresta e mato, e mergulhando os centros urbanos próximos em cenas surreais de escuridão no meio do dia. Entretanto, os cientistas informam-nos solenemente de que a vida marinha pode ficar extinta em meados deste século, à medida que os oceanos continuam a ser transformados, de zonas vibrantes de grande biodiversidade, em cemitérios da civilização industrial repletos de plástico. Por mais que tentemos... as consequências do nosso estilo de vida inconsequente tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar.
É hoje amplamente aceite que o ‘aquecimento global’ é uma realidade e que as actuais taxas de emissão de carbono das nossas sociedades colocam em risco as gerações futuras. Milhões de pessoas concordam que estamos a roubar aos nossos descendentes por nascer o seu direito a um planeta habitável – algo que os seus ancestrais estupidamente tomavam como garantido. Esta consciência crescente está a traduzir-se num consenso cada vez maior de que nossos “líderes” precisam de intervir para resolver este problema e corrigir esta injustiça histórica. Infelizmente, a maioria dos activistas ambientais continua a ser afectada por uma falsa noção de como o poder opera na sociedade, da escala do problema que enfrentamos… e o que realmente seria necessário para resolvê-lo. Neste episódio de Trouble, a subMedia analisa mais de perto estas dinâmicas, argumentando pela importância de praticar acções ousadas para defender as biorregiões locais, mesmo enquanto lutamos pela total derrocada e substituição da economia capitalista global.
Inclui entrevistas com Dahr Jamail, Nafeez Ahmed, Mel Bazil, Aric McBay e membros do Earth First! Journal Collective.
quarta-feira, 19 de outubro de 2022
22 de Outubro no CCL | Videoconversa: A construção da Rússia pós-soviética + Jantar solidário
sexta-feira, 14 de outubro de 2022
segunda-feira, 19 de setembro de 2022
Dia 24 de Setembro, no CCL
terça-feira, 19 de julho de 2022
O culto da morte continua: vontade de extermínio, propaganda de guerra e catástrofe da civilização
23 de julho no CCL
18 horas: Conversa seguida de jantar
As igrejas e os claustros, em baixo das suas absides e nos seus corpos, protegiam ricamente os túmulos,
enquanto os vivos ficavam miseravelmente protegidos em baixo de cabanas de palha. O culto dos mortos tem travado, desde os seus primórdios, a evolução dos homens. Ele é o “pecado original”, o peso morto, a bola que a humanidade vem arrastando consigo.
Em 1907, nas páginas do jornal L'Anarchie, Albert Libertad escrevia Culte de la charogne.
Nesse breve texto, Libertad lançava um duro ataque contra o costume de venerar os mortos e contra tudo aquilo que está à sua volta.
Já passou mais do que um século desde a publicação daquele texto. Porém, o assim-chamado culte de la charogne continua a estar presente, aliás, continua a fortalecer-se cada vez mais. Ao longo do tempo, os vários fascismos – e os seus modernos epígonos – têm elogiado e glorificado a morte através dos seus símbolos e nos seus rituais fúnebres. As religiões agitam o espectro da morte, ou nalgum caso, delegam a esta a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, os Estados fazem do desprezo pelas vidas humanas o seu eixo fundamental.
Portanto, o culto da morte continua, com as infinitas guerras, o espectro do nuclear, os campos de confinamento, as prisões, a repressão da carne e dos espíritos rebeldes.
Ele continua com a propaganda unilateral que fala dos mortos pela guerra, epidemias e outras catástrofes “naturais”, enquanto os cientistas nos advertem que o colapso da terra está ao virar da esquina.
O triunfo da morte e o seu exército de cultores parecem determinados em eliminar qualquer espaço vital, já residual, procurando condenar-nos a um presente mortífero e a um futuro de miséria e privação.
Se a resignação tem aparentemente monopolizado as mentes e os corações, será possível uma revolta contra toda a autoridade que consiga despertar novamente a nossa joie de vivre? Queremos discutir sobre antigos e novos cultos da morte, fazendo uma releitura do texto de Albert Libertad, contextualizando-o no atual cenário social.
quinta-feira, 30 de junho de 2022
"Anarquia e Individualismo" - dia 9 de julho, no CCL
18h00: conversa
20h00: jantar vegano
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Dia 14 de Maio, no CCL
terça-feira, 29 de março de 2022
NÃO ÀS FRONTEIRAS! NÃO À GUERRA!
Solidariedade anarquista contra a agressão do Estado russo
Dia 1 de Abril
no Centro de Cultura Libertária
19h00 - Conversa com activistas sobre a situação da Ucrânia
20h30 - Jantar solidário com a resistência anarquista à agressão do
Estado russo
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)
quarta-feira, 2 de março de 2022
12 Março de 2022 – SMUP – o CCL estará presente.
12 Março de 2022 – SMUP – Entrada 8 Forças – TODOS OS LUCROS ANGARIADOS SERÃO REVERTIDOS PARA A FAMÍLIA E ALCINDO MONTEIRO.
RESERVA JÁ O TEU BILHETE EM
anti_corpos@yahoo.com
Jornal O Mapa
Marie tattoo
Dilar Reis
Bruno Mosac
GoSa
Anticorpos Records - Merchandising das bandas
CCL - @CentroDeCulturaLibertaria
Amora
Falas Africanas
sábado, 19 de fevereiro de 2022
Novidade na livraria do CCL: «A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928", uma seleção de escritos do anarquista Mário Domingues
A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.
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«A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928» de Mário Domingues; ensaio e selecção de José Luís Garcia; 318 páginas (Edições Tinta-da-China, 2022) - Preço: 16 euros (portes incluídos)
Foi em 1919, há mais de um século, que Mário Domingues publicou num jornal o seu primeiro texto em defesa dos negros, intitulado «Colonização». Jornalista, cronista, escritor, nascido em S. Tomé e Príncipe, atento ao activismo do movimento negro por todo o mundo, foi construindo a partir daí, e até 1928, uma precursora obra de «rebeldia negra» na imprensa em Portugal.
Este livro recupera a maioria dos textos de Mário Domingues desse período, injustamente esquecidos, onde este escreve, muito à frente do seu tempo, sobre a condição dos negros, o racismo e a colonização, denunciando de forma arrojada preconceitos e discriminações, e expondo corajosamente a violência do colonialismo e de todas as formas de subjugação.
José Luís Garcia, que reuniu estas crónicas, apresenta ainda um ensaio introdutório sobre a obra, a vida e o contexto de Mário Domingues, «um dos maiores símbolos da passagem do negro de uma condição de subalternidade na sociedade portuguesa para autor da sua vida», e um verdadeiro «precursor da afirmação negra».
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Sobre Mário Domingues
Mário Domingues nasceu na ilha do Príncipe em 1899, filho de mãe angolana natural de Malanje, que tinha ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos de idade, e de António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais de Lisboa. Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna.
Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP).
Publicou diversas obras de ficção. Após o golpe de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.
Apesar de se ter afastado do movimento anarquista, quando em 1975 apareceu o jornal «Voz Anarquista», publicado em Almada, escreveu uma carta ao diretor, onde declarava: «Agora, mais do que nunca, é preciso proclamar bem alto que o anarquismo não é a desordem, a violência e o crime, como as forças reacionárias têm querido qualificá-lo. Urge desfazer essa lenda tenebrosa e demonstrar ao grande público, enganado por essas torpes mentiras, que o anarquista ama e defende o ideal supremo da ordem, exercida numa Sociedade edificada na Liberdade, na Fraternidade e na Justiça Social. À Voz Anarquista cabe essa sublime tarefa, recordando o exemplo de homens superiormente lúcidos como foram Proudhon, Eliseu Reclus, Sébastien Faure, Bakunine, Kropotkine, Neno Vasco, Pinto Quartin, Campos Lima, Cristiano Lima, Aurélio Quintanilha e outros propositadamente esquecidos, que abriram aos homens o Caminho da Liberdade».
sábado, 29 de janeiro de 2022
Dia 5 de Fevereiro no CCL | Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner
18h - Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner
20h - Jantar vegano
Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.
Desta vez, o texto proposto é a obra «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner.
Alguns excertos:
«O que querem então os homens livres? A resposta é bem simples: eles querem precisamente ser livres, livres de toda a crença, de toda a tradição e de toda a autoridade, pois estas são desumanas.»
«Eu sou proprietário do meu poder, e sou-o ao reconhecer-me como único. No único, o próprio proprietário regressa ao nada criador de onde proveio. Todo o ser superior acima de mim, seja ele Deus ou o homem, enfraquece o sentimento da minha unicidade e empalidece apenas diante do Sol desta consciência. Se a minha causa for a causa de mim, o único, ela assentará no seu criador mortal e perecível, que a si próprio se consome. Então, poderei dizer: A minha causa é a causa de nada.»
«Há tanta coisa a querer ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo, da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! «Que vergonha, a deste egoísmo que só pensa em si!»
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
Transumano Mon Amour – Volume II, de Andrea Mazzola, já disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária
Já está disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária o segundo volume de Transumano Mon Amour de Andrea Mazzola, editado pelo jornal Mapa também com o apoio do CCL.
Preço: 10 euros cada volumePromoção vol. I + vol. II: 16 euros
(com portes incluídos)
Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria
A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.
Transumano Mon Amour / Andrea Mazzola. Mapa (2021), 254 p.
«Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a
Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).»
in Transumano Mon Amour – Volume II
sábado, 15 de janeiro de 2022
Sábado, 22 de Janeiro no CCL: Apresentação do Livro Transumano Mon Amour Volume II pelo autor Andrea Mazzola
18h - Apresentação do Livro Transumano Mon Amour Volume II, seguida de jantar vegano.
Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).
in Transumano Mon Amour - Volume II





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