quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Cine-Fórum em janeiro e fevereiro de 2023 no CCL

Deus está Morto!
Livre pensamento e fanatismo religioso
"Um chefe no céu é a melhor desculpa para um chefe na terra, portanto, se Deus existisse, teria que ser abolido." M. Bakunine
7/01/2023 | Giordano Bruno
1973, Giuliano Montaldo, 2h
it., legendas ing.
21/01/2023 | Ágora
2009, Alejandro Amenábar, 2h
ing., legendas pt.
04/02/2023 | The Devils
1971, Ken Russell, 1h51m
ing., legendas pt.
18/02/2023 | The invention of Lying
2009, Ricky Gervais, 1h40m
ing., legendas pt.
Todas as sessões terão início às 17h30

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Sexta 16/12 no CCL: "Prelúdio a um desastre" + noite de pizza

19h | Vídeo "Prelúdio a um desastre"
20h30 | Jantar com pizzas veganas
Prelúdio a um desastre
[‘Trouble #23: Prelude to a Disaster’, de subMedia; 37 min.; em inglês]
A cada dia as notícias são piores. Milhões de pessoas são forçadas a deslocar-se por ondas de calor e secas inauditas, assim como por violentas megatempestades e inundações repentinas. Incêndios florestais sem precedentes expandem-se sem controlo, arrasando largas extensões de floresta e mato, e mergulhando os centros urbanos próximos em cenas surreais de escuridão no meio do dia. Entretanto, os cientistas informam-nos solenemente de que a vida marinha pode ficar extinta em meados deste século, à medida que os oceanos continuam a ser transformados, de zonas vibrantes de grande biodiversidade, em cemitérios da civilização industrial repletos de plástico. Por mais que tentemos... as consequências do nosso estilo de vida inconsequente tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar.
É hoje amplamente aceite que o ‘aquecimento global’ é uma realidade e que as actuais taxas de emissão de carbono das nossas sociedades colocam em risco as gerações futuras. Milhões de pessoas concordam que estamos a roubar aos nossos descendentes por nascer o seu direito a um planeta habitável – algo que os seus ancestrais estupidamente tomavam como garantido. Esta consciência crescente está a traduzir-se num consenso cada vez maior de que nossos “líderes” precisam de intervir para resolver este problema e corrigir esta injustiça histórica. Infelizmente, a maioria dos activistas ambientais continua a ser afectada por uma falsa noção de como o poder opera na sociedade, da escala do problema que enfrentamos… e o que realmente seria necessário para resolvê-lo. Neste episódio de Trouble, a subMedia analisa mais de perto estas dinâmicas, argumentando pela importância de praticar acções ousadas para defender as biorregiões locais, mesmo enquanto lutamos pela total derrocada e substituição da economia capitalista global.
Inclui entrevistas com Dahr Jamail, Nafeez Ahmed, Mel Bazil, Aric McBay e membros do Earth First! Journal Collective.

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

22 de Outubro no CCL | Videoconversa: A construção da Rússia pós-soviética + Jantar solidário

Contra os Estados e as suas guerras! Solidariedade para com as resistências anti-autoritárias na Ucrânia, rússia e região. A construção da Rússia pós-soviética
17h30 vídeo-conversa | 20h jantar solidário

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Dia 24 de Setembro, no CCL

Videoconferência com Repovoadoras de Fraguas seguida de jantar solidário Em 2013, um grupo de pessoas decidiu ocupar Fraguas, uma aldeia abandonada na província de Guadalajara, Espanha. Depois de terem recuperado e dado vida a uma aldeia despejada e deixada ao abandono no tempo do franquismo, seis pessoas enfrentam agora a possibilidade de uma pena de prisão se não pagarem uma multa de 110 000 euros por supostos delitos contra o meio ambiente, contra a ordenação do território e de usurpação. Urge demonstrar a nossa solidariedade com os repovoadores e as repovoadoras de Fraguas!!! Dia 24 de Setembro pelas 17:30 no Centro de Cultura Libertária

terça-feira, 19 de julho de 2022

O culto da morte continua: vontade de extermínio, propaganda de guerra e catástrofe da civilização

 


23 de julho no CCL

18 horas: Conversa seguida de jantar

As igrejas e os claustros, em baixo das suas absides e nos seus corpos, protegiam ricamente os túmulos,

enquanto os vivos ficavam miseravelmente protegidos em baixo de cabanas de palha. O culto dos mortos tem travado, desde os seus primórdios, a evolução dos homens. Ele é o “pecado original”, o peso morto, a bola que a humanidade vem arrastando consigo. 


Em 1907, nas páginas do jornal L'Anarchie, Albert Libertad escrevia  Culte de la charogne.


Nesse breve texto, Libertad lançava um duro ataque contra o costume de venerar os mortos e contra tudo aquilo que está à sua volta. 

Já passou mais do que um século desde a publicação daquele texto. Porém, o assim-chamado culte de la charogne continua a estar presente, aliás, continua a fortalecer-se cada vez mais. Ao longo do tempo, os vários fascismos – e os seus modernos epígonos – têm elogiado e glorificado a morte através dos seus símbolos e nos seus rituais fúnebres. As religiões agitam o espectro da morte, ou nalgum caso, delegam a esta a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, os Estados fazem do desprezo pelas vidas humanas o seu eixo fundamental.

Portanto, o culto da morte continua, com as infinitas guerras, o espectro do nuclear, os campos de confinamento, as prisões, a repressão da carne e dos espíritos rebeldes.

Ele continua com a propaganda unilateral que fala dos mortos pela guerra, epidemias e outras catástrofes “naturais”, enquanto os cientistas nos advertem que o colapso da terra está ao virar da esquina. 

O triunfo da morte e o seu exército de cultores parecem determinados em eliminar qualquer espaço vital, já residual, procurando condenar-nos a um presente mortífero e a um futuro de miséria e privação. 

Se a resignação tem aparentemente monopolizado as mentes e os corações, será possível uma revolta contra toda a autoridade que consiga despertar novamente a nossa joie de vivre? Queremos discutir sobre antigos e novos cultos da morte, fazendo uma releitura do texto de Albert Libertad, contextualizando-o no atual cenário social.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

"Anarquia e Individualismo" - dia 9 de julho, no CCL



Existirá soberania individual fora do espaço partilhado do comum?
Quando é que o individualismo se torna nihilista? Ou a lei do mais forte?
Vivemos numa cultura individualista, ou numa cultura que sacrifica o individual em nome do colectivo? O colectivo existe realmente?

18h00: conversa

20h00: jantar vegano

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Dia 14 de Maio, no CCL

 


O pensamento utópico já conta com mais de 2000 anos. Porém, nestes tempos sombrios, parece que deixou de existir um horizonte utópico em direção ao qual caminhar.

Através da análise do livro "História das utopias" de Lewis Mumford (1922) e "Viagem através da utopia” de Maria Luisa Berneri (1950), veremos como, no nível textual, a utopia tem sido representada enquanto perspetiva com não poucas implicações autoritárias. De facto, o nascimento e a afirmação dos totalitarismos de '900 foram em parte profetizados por toda uma tradição distópica aflorada nas primeiras décadas do século.
Porém, não todas as utopias pretendem construir sociedades estritamente disciplinadas e hierárquicas, sendo que existe também um pensamento utópico anti-autoritário que tem as suas raízes nos filósofos pré-socráticos e desenvolve-se até o início do século passado.
Nestes dias em que as distopias são ultrapassadas pela própria realidade, o imaginário coletivo parece estar totalmente monopolizado pela tirania de internet, e os piores dos cenários pós-apocalíticos possíveis, como guerra, pandemia, catástrofes ambientais e miséria, concretizam-se, há ainda lugar para a utopia? É ainda possível pensar e criar novos mundos?

18h00: conversa

21h00: jantar vegano benefit para companheiros atingidos pela repressão do Estado italiano.

Menu com subscrição livre:
Rolinhos de beringela assada recheados com húmus e alcaparras
Esparguetes de courgette com creme de abacate e lima
Peperonata (pimentos salteados à moda mediterrânea)
Focaccia (vários sabores)
Coleslaw
Bolo de cacau e laranja

Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)

terça-feira, 29 de março de 2022

NÃO ÀS FRONTEIRAS! NÃO À GUERRA!


Solidariedade anarquista contra a agressão do Estado russo


Dia 1 de Abril
no Centro de Cultura Libertária

19h00 - Conversa com  activistas sobre a situação da Ucrânia

20h30 - Jantar solidário com a resistência anarquista à agressão do
Estado russo

Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)

quarta-feira, 2 de março de 2022

12 Março de 2022 – SMUP – o CCL estará presente.


12 Março de 2022 – SMUP – Entrada 8 Forças – TODOS OS LUCROS ANGARIADOS SERÃO REVERTIDOS PARA A FAMÍLIA E ALCINDO MONTEIRO.

16:30 - Abertura de Portas
19:00 - A Associação Cultura No Muro tem honra de apresentar o documentário "Alcindo" seguido de conversa com o realizador, Miguel Dores | Lúcia Furtado FEMAFRO |SOS Racismo e intervenientes | Moderado por Susana Costa
“A 10 de Junho de 1995, sob o pretexto múltiplo de celebrar o Dia da Raça e a vitória para a Taça de Portugal do Sporting, um grupo volumoso de etno-nacionalistas portugueses sai às ruas do Bairro Alto para espancar pessoas negras que encontra pelo caminho. O resultado oficial foram 11 vítimas, uma delas mortal, cuja trágica morte na Rua Garret atribui o nome ao processo de tribunal - o caso Alcindo Monteiro. Este é um documentário sobre uma noite longa - uma noite do tamanho de um país.”
NÃO ESQUECEMOS! NÃO PERDOAMOS! VEM!
RESERVA JÁ O TEU BILHETE EM
anti_corpos@yahoo.com
21:30 - NOISE DOLLS
22:00 - ROSA SPARKS
23:00 - ALBERT FISH
ENCERRAMENTO - NOISE DOLLS CLUB
Neste encontro teremos ainda as seguintes Bancas (em atualização) :
Cultura no muro
Jornal O Mapa
Marie tattoo
Dilar Reis
Bruno Mosac
GoSa
Anticorpos Records - Merchandising das bandas
CCL - @CentroDeCulturaLibertaria
Amora
Falas Africanas 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Novidade na livraria do CCL: «A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928", uma seleção de escritos do anarquista Mário Domingues

Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria

A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.

* * *

«A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928» de Mário Domingues; ensaio e selecção de José Luís Garcia; 318 páginas (Edições Tinta-da-China, 2022) - Preço: 16 euros (portes incluídos)

Foi em 1919, há mais de um século, que Mário Domingues publicou num jornal o seu primeiro texto em defesa dos negros, intitulado «Colonização». Jornalista, cronista, escritor, nascido em S. Tomé e Príncipe, atento ao activismo do movimento negro por todo o mundo, foi construindo a partir daí, e até 1928, uma precursora obra de «rebeldia negra» na imprensa em Portugal.

Este livro recupera a maioria dos textos de Mário Domingues desse período, injustamente esquecidos, onde este escreve, muito à frente do seu tempo, sobre a condição dos negros, o racismo e a colonização, denunciando de forma arrojada preconceitos e discriminações, e expondo corajosamente a violência do colonialismo e de todas as formas de subjugação.

José Luís Garcia, que reuniu estas crónicas, apresenta ainda um ensaio introdutório sobre a obra, a vida e o contexto de Mário Domingues, «um dos maiores símbolos da passagem do negro de uma condição de subalternidade na sociedade portuguesa para autor da sua vida», e um verdadeiro «precursor da afirmação negra».

* * *

Sobre Mário Domingues

Mário Domingues nasceu na ilha do Príncipe em 1899, filho de mãe angolana natural de Malanje, que tinha ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos de idade, e de António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais de Lisboa. Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna.

Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP).

Publicou diversas obras de ficção. Após o golpe de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.

Apesar de se ter afastado do movimento anarquista, quando em 1975 apareceu o jornal «Voz Anarquista», publicado em Almada, escreveu uma carta ao diretor, onde declarava: «Agora, mais do que nunca, é preciso proclamar bem alto que o anarquismo não é a desordem, a violência e o crime, como as forças reacionárias têm querido qualificá-lo. Urge desfazer essa lenda tenebrosa e demonstrar ao grande público, enganado por essas torpes mentiras, que o anarquista ama e defende o ideal supremo da ordem, exercida numa Sociedade edificada na Liberdade, na Fraternidade e na Justiça Social. À Voz Anarquista cabe essa sublime tarefa, recordando o exemplo de homens superiormente lúcidos como foram Proudhon, Eliseu Reclus, Sébastien Faure, Bakunine, Kropotkine, Neno Vasco, Pinto Quartin, Campos Lima, Cristiano Lima, Aurélio Quintanilha e outros propositadamente esquecidos, que abriram aos homens o Caminho da Liberdade».

sábado, 29 de janeiro de 2022

Dia 5 de Fevereiro no CCL | Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner


18h - Círculo de leituras anárquicas: «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner

20h - Jantar vegano

Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.


Desta vez, o texto proposto é a obra «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner.


Alguns excertos:
«O que querem então os homens livres? A resposta é bem simples: eles querem precisamente ser livres, livres de toda a crença, de toda a tradição e de toda a autoridade, pois estas são desumanas.»


«Eu sou proprietário do meu poder, e sou-o ao reconhecer-me como único. No único, o próprio proprietário regressa ao nada criador de onde proveio. Todo o ser superior acima de mim, seja ele Deus ou o homem, enfraquece o sentimento da minha unicidade e empalidece apenas diante do Sol desta consciência. Se a minha causa for a causa de mim, o único, ela assentará no seu criador mortal e perecível, que a si próprio se consome. Então, poderei dizer: A minha causa é a causa de nada.» 

«Há tanta coisa a querer ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo, da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! «Que vergonha, a deste egoísmo que só pensa em si!»

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Transumano Mon Amour – Volume II, de Andrea Mazzola, já disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária

Já está disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária o segundo volume de Transumano Mon Amour de Andrea Mazzola, editado pelo jornal Mapa também com o  apoio do CCL.

Preço: 10 euros cada volume

Promoção vol. I + vol. II:  16 euros
(com portes incluídos)

Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria

A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.

Transumano Mon Amour / Andrea Mazzola. Mapa (2021), 254 p.

«Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a

Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).»

in Transumano Mon Amour – Volume II


sábado, 15 de janeiro de 2022

Sábado, 22 de Janeiro no CCL: Apresentação do Livro Transumano Mon Amour Volume II pelo autor Andrea Mazzola


18h - Apresentação do Livro  Transumano Mon Amour Volume II, seguida de jantar vegano.

Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).

in Transumano Mon Amour - Volume II