domingo, 8 de novembro de 2009

Центр либертарной культуры (ЦЛК) - анархистский центр в Португалии под угрозой закрытия

Анархистский центр ЦЛК размещается в Касильяше (Португалия) с 1974 г. Он был основан ветеранами-анархистами, которые вели борьбу с диктатурой, и с тех пор всегда оставался на том же самом месте. На протяжении многих лет он был важным местом для анархизма в Португалии и стал домом для нескольких поколений анархистов. Он содержит уникальную в Португалии библиотеку и архив, в которых хранятся как анархистские книги, изданные за последние 100 лет, так и те, которые он распространяет сам.

За 35 лет существования ЦЛК служил местом проведения самых различных мероприятий: дискуссий, видеопоказов, семинаров. Здесь издавались и выпускались многие журналы и газеты: «Voz Anarquista» в 1970-х гг., «Antítese» в 1980-х гг., «Boletim de Informação Anarquista» в 1990-х гг., а в более недавние времена – «Húmus». В январе 2009 г. хозяин здания, в котором размещается Центр, стал угрожать ему выселением. В сентябре – октябре дело слушалось в суде, и 2 ноября был вынесен приговор: ЦЛК должен очистить помещение до 22 ноября. Сейчас готовится судебная апелляция. Последуют расходы на адвокатов и оплату апелляции. Мы пока еще не знаем, сколько точно денег потребуется, но это наверняка будет несколько сотен евро. Происходящее здесь касается всех, кто ведет борьбу против спекуляции недвижимостью и скрывающейся за нею жадностью владельцев собственности. Предлогом для обвинения послужил якобы сильный ночной шум. На самом деле, собственник заинтересован сдать дом в аренду за более высокую плату. У ЦЛК был пожизненный контракт, и это не давало существенно изменять арендную плату.

Прекращение существования ЦЛК означало бы крупную утрату: это важное место для размышлений, дискуссий, борьбы и сопротивления. Подобно тому, как наши предшественники боролись за сохранение этого места, мы также ведем борьбу, заявляя свое «Нет» его уничтожению руками судов, искателей прибыли и т.д. Мы продолжим нашу борьбу! Любая поддержка и солидарность, которая может придать нашему сопротивлению дополнительную силу, крайне необходима и приветствуется! Центр либертарной культуры 07.11.09 http://culturalibertaria.blogspot.com

Translated by KRAS, Russian section of IWA - http://aitrus.info/node/440

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dia 31 de Outubro pelas 16h30m (Sábado) no Centro de Cultura Libertária

Sessão de informação sobre as lutas anarquistas contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canadá

Como resposta ao apelo internacional para a Acção Directa e Solidariedade, em 29 e 30 de Outubro, contra os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 no Canadá, o Centro de Cultura Libertária irá organizar uma sessão de informação sobre tema. Essa informação terá por base os vários textos e vídeos disponíveis sobre esta questão, tendo um maior enfoque sobre as temáticas da gentrificação, nacionalismo, colonialização, destruição ambiental ou criminalização da pobreza, todas elas questões levantadas pela realização das Olimpíadas de Vancouver. Esperamos que esta sessão possa motivar um debate sobre os temas nela postos em causa. Contamos com a vossa prensença.

Mais informação:

http://victoriatorch.wordpress.com

http://no2010.com/

http://contrelesolympiquesde2010.anarkhia.org/

http://www.olympicresistance.net

Video (inglês): http://vimeo.com/4869353

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dia 17 de Outubro (sábado) - 16h30 - Filme: What a way to go; Life at the end of the empire

Sinopse

"Uma análise e crítica aprofundada sobre os diversos problemas ambientais e sociais que afectam a nossa civilização através dos olhos de um comum cidadão norte-americano. Com entrevistas a Derrick Jensen, Jerry Mander, Daniel Quinn, Richard Heinberg, e muitos outros, que analisam várias questões que vão desde o aumento da densidade populacional, o pico da extração de petróleo, a extinção de várias espécies animais e vegetais, e outros assuntos que dizem respeito a todos nós e à forma como estamos a destruir a nosso planeta."

Realização: Tim Bennett Duração: 122 minutos Linguagem: Inglês

http://www.whatawaytogomovie.com/ http://www.youtube.com/watch?v=rDJ6Nrj6y_Y

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

19 Setembro(sábado) -16h30- Conversa sobre lutas anarquistas contra as leis de imigração na Bélgica

Sábado, 19 de Setembro - 16h30 no Centro de Cultura Libertária
Conversa sobre as lutas anarquistas contra as leis de imigração na Bélgica: experiências do passado, críticas e novas perspectivas de futuro.
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Com a presença de uma companheira da Bélgica.
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Centro de Cultura Libertária Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

terça-feira, 14 de julho de 2009

18 de Julho (sábado) - 16h30 - Debate: Autoridade & Autonomia / 20h30 - Jantar Vegetariano

Dia 18 de Julho (Sábado)
no Centro de Cultura Libertária 16h30 - Debate: Autoridade & Autonomia Vivemos numa sociedade autoritária, fragmentada em nichos de saber em que vemos surgir novos tipos de autoritarismo. A supra-autoridade estatal manipula esses nichos e reprime qualquer campo de resistência autónoma através das suas forças de repressão. Dá-se assim um combate intemporal entre autoridade e autonomia, entre o que nos é imposto e a forma como nos regemos. Mas o que significa mesmo o conceito de Autoridade? E até que ponto e de que forma se contradiz com o de Autonomia? Não será a sociedade hiper-tecnológica uma especialização desse conceito e uma completa restrição à nossa própria autonomia natural? Até que ponto queremos continuar a viver nesta sociedade tecnológica em que tendemos a ser meras peças da megamáquina capitalista? Ou queremos nós avançar para novas formas de autonomia abolindo por completo um ideal de desenvolvimento que reproduz e fortalece o autoritarismo? Neste debate pretende-se fazer uma genealogia destes dois conceitos e a partir deles chegar ao cerne da questão. Até que ponto queremos ser livres?
20h30 - Jantar Vegetariano (contribuição livre) Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

segunda-feira, 29 de junho de 2009

4 de Julho (sábado) - 16h30 - Filme "Themroc"

Sábado, 4 de Julho - 16h30 no Centro de Cultura Libertária
Themroc Filme de Claude Faraldo, produzido em 1972 em França. Retrata a revolta de um trabalhador contra o quotidiano de miséria a que se encontra submetido. O seu despertar leva-o à procura do fruir dos instintos mais primitivos reprimidos pela domesticação da sociedade industrial, e ao repelir das instituições causadoras dessa repressão. Sem linguagem conceptual durante todo o filme, uma obra prima de crítica à civilização.
Aparece e divulga!!! Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 23 de junho de 2009

27 de Junho (sábado) - Filme "Urânio - é um país?" e Jantar Vegetariano

Sábado, 27 de Junho
no Centro de Cultura Libertária
16h30 - Filme Urânio - é um país?
Procurando as origens da Energia Nuclear
De onde vem a tua electricidade? Este documentário procura as origens da energia nuclear e aponta para a Austrália. Aí a mina de Urânio Olympic Dam é gerida pela multinacional BHP Billiton. Consome grandes quantidades de água, um recurso sem preço. Um residente indígena fala do impacto que a mina tem no ambiente em que vive.Entretanto, a 1300 km de distância, em Melbourne, dão-se protestos na sede da BHP - os activistas pretendem que o negócio sujo termine. A extracção de urânio é bastante lucrativa e a sua procura está a aumentar. O porta-voz da Associação de Urânio da Austrália fala de um futuro radioso. Argumenta que a Austrália tem potencial para mais 15 a 20 minas de urânio. Do outro lado do mundo, a energia nuclear é sujeita a debate. Em França, Bruno Chareyron procura radioactividade em sítios nucleares e no transporte de urânio. Na Alemanha, Claudia Kemfert do Instituto Alemão de Pesquisa Económica explica porque a energia nuclear se transforma em rios de dinheiro. Michael Müller, secretário governamental do ministério do ambiente adere à ideia de uma anulação gradual da energia nuclear. Aponta que a energia nuclear não está apropriada para parar as mudanças climáticas.
53 minutos
2008 Alemanha/ França / Austrália
Realizado por: Stephanie Auth, Isabel Huber e Kerstin Schnatz
Línguas: Alemão e Inglês
Legendas em Inglês http://nukingtheclimate.com/
20h30 - Jantar Vegetariano
Contribuição livre
Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 16 de junho de 2009

20 de Junho (sábado) - 16h30 - Apresentação da revista Húmus #5

Apresentação da revista Húmus #5 20 de Junho - Sábado - 16h30 no Centro de Cultura Libertária (Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada) Revista Anarquista Húmus nº5 Publicação do Centro de Cultura Libertária Download em PDF: Capa: http://humus.webs.com/PDF/capa_humus_5.pdf Corpo da revista: http://humus.webs.com/PDF/humus_5.pdf *************************************
Editorial Este Húmus acusa o tempo que passou desde o último número. Tem mais páginas e mais textos, alguns dos quais hão-de parecer ao leitor algo desactualizados, mas, devido ao seu interesse, não deixámos de os incluir nesta edição. Outros reflectem o passado imediato. Desde o último Húmus, a COSA celebrou novo aniversário (e desejamos-lhe que continue por muitos e bons anos), vimos surgir uma Plataforma Abstencionista, em luta contra um sistema político hipócrita e desprovido de conteúdo, que se tenta renovar através do circo das eleições (e serão três este ano!). O novo ano assistiu à criação de novos colectivos anarquistas. Vimos surgir a Alternativa Libertária, em Lisboa e no Porto, o Colectivo Anarquista Hipátia do Porto, assim como o Núcleo de Estudantes Anarquistas na Amadora. A polícia teve novas oportunidades para demonstrar que não é “justa e leal” e não falhou em dar-lhes uso. Assim, um rapaz da Amadora foi assassinado com um tiro à queima-roupa, no fundo, por não viver no bairro certo e pertencer à classe social errada. Mas as pessoas do bairro reagiram – e de que forma! O crime, segunda face da exclusão e a degradação humana que o acompanha surgiram em força, tendo como resposta por parte de uma classe política necessariamente impotente ante a catástrofe social que lavra debaixo dos seus pés operações mediáticas de Estado policial, com bairros chamados “de risco” fechados pela polícia, sobrevoados por helicóptero para as objectivas filmarem, os seus habitantes molestados e as portas das suas casas arrombadas com violência Seguiu-se uma barreira de mentiras mediáticas obra de um jornalismo ignorante e de manifesta má-fé, para a qual até o anarquismo se viu arrastado. Na mesma onda de repressão policial, vimos companheiros e amigos nossos a serem agredidos com bastante violência durante uma concentração pacífica em Almada, que pretendia apenas que se respeitasse uma zona pedonal onde já assistimos, inclusive, a atropelamentos. A repressão principia nas licenças tornadas pretensamente necessárias para qualquer um se manifestar na rua, nas bastonadas aplicadas nas cabeças de quem, ousadia extrema, ainda se atreve a protestar e culmina nas execuções sumárias às mãos da polícia. Não é por acaso que Kuku morre um mês depois de Alexis, não é por acaso que a polícia se finge alarmar com o aumento de actividades dos “extremistas”, num país onde, todos sabemos, pouca contestação radical existe. Não é por acaso que vivemos há muito tempo sob permanente paranóia securitária, bombardeados constantemente com notícias sobre “criminalidade violenta”, e com “opiniões” vomitadas em catadupa por “fazedores de opinião” que pedem mais polícia, mais violenta, melhor armada e mais impune. Os ricos e poderosos assustam-se, e tentam colocar do seu lado a grande maioria da população. Contra os marginais e marginalizados, contra os que se atrevem a violar o sacrossanto princípio da propriedade privada e a afrontar o seu garante, o Estado. A realidade actual e as suas falsas alternativas não nos agradam. Queremos o fim de tudo isto. A solução não está em reformar ou “moralizar” o capitalismo, mas sim em destruí-lo. Nada há que esperar do Estado, braço armado dos poderosos. Não queremos atenuar a nossa exploração ou tornar mais suportável a opressão... Das chamas da Grécia vieram palavras de alento e inspiração... Nós somos uma imagem do futuro.... A luta que faz falta é contra toda a exploração e contra toda a opressão, contra qualquer governo ou autoridade, a luta que faz falta é anarquista.

terça-feira, 9 de junho de 2009

13 de Junho (sábado) - 16h30 - Visionamento do filme "Lucio"

Sábado, 13 de Junho – 16h30 No Centro de Cultura Libertária Lucio de Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga, Espanha, 2007 Duração: 93 min Língua: castelhano Documentário sobre a vida do lutador antifranquista, anarquista, contrabandista, falsificador, assaltante e pedreiro Lucio Urtubia. ************************************* Lucio nasceu em Cascante, em Navarra no Estado espanhol, em 1931 e desde 1954 vive em Paris, activo, mantendo um centro chamado Louise Michel, onde se levam a cabo actividades culturais e solidárias. Perito em falsificar documentos e imprimir propaganda anarquista, Lucio Urtubia foi alvo de mandatos de captura emitidos por tribunais internacionais, e inclusive pela CIA, em cinco ocasiões. A imprensa rotulava-o como o "bom bandido" ou o "Zorro Basco". Um dos episódios recriados no filme, que também inclui entrevistas e imagens da época, conta o maior golpe de Lucio, que teve lugar na década de 70. Ele conseguiu burlar o principal banco dos Estados Unidos, o First National Bank (hoje Citibank), falsificando cheques de viagem no valor de cerca de 20 milhões de Euros, causando assim uma das piores crises do banco e conseguindo financiar movimentos revolucionários por todo o mundo. No filme ainda se recorda a colaboração de Lucio com Quico Sabaté, um dos máximos expoentes da guerrilha urbana contra Franco na Catalunha; com Eldridge Cleaver, dos Panteras Negras, e com vários grupos revolucionários da época. Também se traz à memória os encontros que manteve com André Breton, Albert Camus e Ernesto Che Guevara. Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

9 de Junho - 20 horas

Conversa sobre Grupos de afinidade, lutas intermédias e insurreição. no Centro de Cultura Libertária Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

quarta-feira, 27 de maio de 2009

30 de Maio – 16h – ANARCO-SINDICALISMO EM DEBATE com a presença de companheiros da CNT-AIT

ANARCO-SINDICALISMO EM DEBATE
Com a presença de companheiros da CNT-AIT de Jaén (Andaluzia)
30 de Maio, às 16h
no Centro de Cultura Libertária
Organizado por:
Associação Internacional d@s Trabalhador@s - Secção Portuguesa
Partilha de experiências de membros da secção sindical da CNT (secção da AIT em Espanha) na fábrica de computadores Séneca de Jaén, cujos trabalhadores permanecem em greve há quase três meses em reivindicação de pagamentos em atraso e outros direitos.
Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Feira do Livro Anarquista - 22, 23 e 24 de Maio - Lisboa

Feira do Livro Anarquista 22, 23 e 24 de Maio de 09 Rua Luz Soriano 67A Bairro Alto Lisboa
O que queremos da feira Queremos ir para além da informação e da opinião. Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.
Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.
Para mais informação:
feiradolivroanarquista@gmail.com

domingo, 17 de maio de 2009

Revista Anarquista Húmus nº5

Já saiu a publicação do Centro de Cultura Libertária! Download em PDF:
Capa:
Corpo da revista:
Editorial
Este Húmus acusa o tempo que passou desde o último número. Tem mais páginas e mais textos, alguns dos quais hão-de parecer ao leitor algo desactualizados, mas, devido ao seu interesse, não deixámos de os incluir nesta edição. Outros reflectem o passado imediato.
Desde o último Húmus, a COSA celebrou novo aniversário (e desejamos-lhe que continue por muitos e bons anos), vimos surgir uma Plataforma Abstencionista, em luta contra um sistema político hipócrita e desprovido de conteúdo, que se tenta renovar através do circo das eleições (e serão três este ano!).
O novo ano assistiu à criação de novos colectivos anarquistas. Vimos surgir a Alternativa Libertária, em Lisboa e no Porto, o Colectivo Anarquista Hipátia do Porto, assim como o Núcleo de Estudantes Anarquistas na Amadora.
A polícia teve novas oportunidades para demonstrar que não é “justa e leal” e não falhou em dar-lhes uso. Assim, um rapaz da Amadora foi assassinado com um tiro à queima-roupa, no fundo, por não viver no bairro certo e pertencer à classe social errada. Mas as pessoas do bairro reagiram – e de que forma! O crime, segunda face da exclusão e a degradação humana que o acompanha surgiram em força, tendo como resposta por parte de uma classe política necessariamente impotente ante a catástrofe social que lavra debaixo dos seus pés operações mediáticas de Estado policial, com bairros chamados “de risco” fechados pela polícia, sobrevoados por helicóptero para as objectivas filmarem, os seus habitantes molestados e as portas das suas casas arrombadas com violência Seguiu-se uma barreira de mentiras mediáticas obra de um jornalismo ignorante e de manifesta má-fé, para a qual até o anarquismo se viu arrastado.
Na mesma onda de repressão policial, vimos companheiros e amigos nossos a serem agredidos com bastante violência durante uma concentração pacífica em Almada, que pretendia apenas que se respeitasse uma zona pedonal onde já assistimos, inclusive, a atropelamentos.
A repressão principia nas licenças tornadas pretensamente necessárias para qualquer um se manifestar na rua, nas bastonadas aplicadas nas cabeças de quem, ousadia extrema, ainda se atreve a protestar e culmina nas execuções sumárias às mãos da polícia. Não é por acaso que Kuku morre um mês depois de Alexis, não é por acaso que a polícia se finge alarmar com o aumento de actividades dos “extremistas”, num país onde, todos sabemos, pouca contestação radical existe. Não é por acaso que vivemos há muito tempo sob permanente paranóia securitária, bombardeados constantemente com notícias sobre “criminalidade violenta”, e com “opiniões” vomitadas em catadupa por “fazedores de opinião” que pedem mais polícia, mais violenta, melhor armada e mais impune. Os ricos e poderosos assustam-se, e tentam colocar do seu lado a grande maioria da população. Contra os marginais e marginalizados, contra os que se atrevem a violar o sacrossanto princípio da propriedade privada e a afrontar o seu garante, o Estado.
A realidade actual e as suas falsas alternativas não nos agradam. Queremos o fim de tudo isto. A solução não está em reformar ou “moralizar” o capitalismo, mas sim em destruí-lo. Nada há que esperar do Estado, braço armado dos poderosos. Não queremos atenuar a nossa exploração ou tornar mais suportável a opressão... Das chamas da Grécia vieram palavras de alento e inspiração... Nós somos uma imagem do futuro.... A luta que faz falta é contra toda a exploração e contra toda a opressão, contra qualquer governo ou autoridade, a luta que faz falta é anarquista.

terça-feira, 12 de maio de 2009

16 de Maio (sábado) - 16h - Debate sobre Cooperativismo

Dia 16 de Maio no Centro de Cultura Libertária 16h - Debate sobre Cooperativismo Nos tempos que correm, e em que somos bombardeados com a "crise", que mais não é do que uma crise do sistema económico em que nos forçam a viver no pauperismo, é necessário encontrar novos moldes de organização social e económica. Novos moldes económicos, ou mesmo até experiências postas em prática noutros tempos, podem ser benéficas para fazer face à actual situação em que vivemos. Pretende-se com este debate fazer uma análise da construção de pequenas experiências cooperativas, isto para prover pessoas necessitadas de bens de consumo que são comprados a custos elevados no actual quadro de organização comercial. Um outro aspecto fundamental onde este debate incidirá, será a alternativa cooperativa ao desemprego que atinge várias camadas populacionais. Pretende-se com este debate dar o exemplo de apoio–mútuo, conseguido tanto pela organização das pessoas para conseguirem uma ocupação de tipo profissional que ajude na sustentabilidade económica, como nos apoios às populações carenciadas de produtos a baixo custo. Este modelo necessitará da cooperação económica dos envolvidos, através de quotas dos cooperantes que organizam a cooperativa (pequenas lojas de consumo), bem como dos que a ela recorrerem. Estas serão as bases essenciais de um modelo de organização de auxílio mútuo necessária nos dias que correm.
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

terça-feira, 5 de maio de 2009

9 de Maio (sábado) - 20h30 - Jantar benefit para a Feira do Livro Anarquista

Dia 9 de Maio no Centro de Cultura Libertária

20h30 - Jantar benefit para a Feira do Livro Anarquista

A feira do livro anarquista está aí à porta. Será já nos dias 22, 23 e 24 de Maio. Muito há ainda a fazer e contamos com todos vós para ajudarem na sua realização. Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada ****************************** Queremos ir para além da informação e da opinião. Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver. Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque. Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar. Feira do Livro Anarquista 22, 23 e 24 de Maio de 09 Rua Luz Soriano, 67 Bairro Alto Lisboa http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de abril de 2009

2 de Maio (sábado) - 16h - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério / 20h30 - Jantar vegetariano

Dia 2 de Maio
no Centro de Cultura Libertária
16 horas - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério A Plataforma de Objecção ao Biotério é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas, na sua maioria ligadas às ciências da vida (Biólogos, Veterinários, Psicólogos) que se juntaram com o objectivo de combater o projecto de construção do Biotério da Fundação Champalimaud.
Como é do conhecimento público, a Fundação Champalimaud pretende construir um biotério com 25 mil gaiolas para produzir animais para experimentação animal, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Lisboa e em terrenos cedidos pelo município da Azambuja. Enquanto cidadãos responsáveis e informados, somos contra a experimentação animal por motivos éticos e científicos e legais.
Assim e por este biotério ser o maior de Portugal, dos maiores da Europa, ter fins comerciais, envolver dinheiros públicos e ter por objectivo exportar animais para vários cantos do mundo, inclusive países onde não existe qualquer legislação de protecção aos animais, decidimos opor-nos com todas as nossas forças à construção deste revoltante projecto.
Para saber mais sobre a Plataforma, visita o site: http://www.pob.pt.vu/
20h30 - Jantar vegetariano
(contribuição livre)
Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 22 de abril de 2009

25 de Abril (sábado) - 16h - Workshop de Instalações Eléctricas

25 de Abril, 16h, no Centro de Cultura Libertária
Assuntos/Práticas:
- Circuitos de tomadas
- Circuitos de iluminação
- Comutações (simples, escada e lustre)
- Segurança
Aparece!
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 15 de abril de 2009

18 de Abril (Sábado): Conversa em torno da revolta na Grécia e jantar vegetariano

Sábado, dia 18 de Abril no Centro de Cultura Libertária 16h - Conversa em torno da revolta na Grécia 20h - Jantar vegetariano Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

segunda-feira, 23 de março de 2009

28 Março (Sábado): Sessão sobre transgénicos e jantar vegetariano de solidariedade

Sábado, 28 de Março
- 15h - Sessão informativa sobre os transgénicos
Promovida pelo GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e pelo Centro de Cultura Libertária
Afinal:
-o que são transgénicos?
-ficarei doente se comer alimentos transgénicos?
-quais os impactos da introdução de transgénicos no ambiente e agricultura?
-o que significa comprar sementes geneticamente modificadas?
Durante a sessão haverá tempo para reflectir e debater sobre o tema e todas as dúvidas que se geram à sua volta, de uma forma interactiva e dinâmica. A sessão também contará com a visualização do filme TransXgènia.
Sobre o filme: "TranXgènia: a história do verme e o milho" - 37 min
Um documentário elaborado pela Plataforma Transgènics Fora! da Catalunya, onde é apresentado como os transgénicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, desde o campo do produtor até ao prato do consumidor. Baseado na experiência local da Catalunha e de Aragão, explora-se os diferentes pontos da acção dos transgénicos e expõe-se o conflito que eles provocam."
- 20h - Jantar vegetariano
Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina (+ info em http://ait-sp.blogspot.com/ e http://socderesistenciasm.blogspot.com/)
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

terça-feira, 10 de março de 2009

14 de Março (sábado) - 20 h - Jantar de Solidariedade com os companheiros e Espaço Musas

Jantar de Solidariedade com os companheirxs e Espaço Musas (Porto) 14 de Março, 20h, no Centro de Cultura Libertária Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada
************************ Descrição da situação: (...) quando limpávamos as traseiras do Musas, para fazer avançar o projecto da horta, ao queimar trastes e madeiras velhas, provavelmente uma fagulha indetectada deve ter pegado fogo a um barrote escondido por reboco da casa vizinha e, passadas umas 5 ou 6 horas do lume apagado do nosso lado, fez deflagrar lá um incêndio, destruindo pelo menos um quarto e deixando a casa em mau estado. É inquestionável que a responsabilidade foi nossa e temos que reconstruir tudo o que se estragou e pagar diversos prejuízos, em que se incluem uma cama, uma televisão, um armário, a clarabóia, etc..Não está também ainda posto de parte o pagamento de uma multa.(...)desde então, várias jornadas de trabalho têm sido levadas a cabo, como a limpeza das paredes, reconstrução de (...) A situação criada, da forma como se desenrolou, não deve permitir uma resolução através do accionamento dos seguros. A todxs xs companheirxs que, de uma maneira ou de outra nos manifestaram a sua solidariedade, o nosso agradecimento. Àqueles que se disponibilizaram a arranjar dinheiro e pediram o NIB, é o número 0035 0196 0001 8174 03057 (sem espaços). O nome oficial do Espaço Musas é Sport Musas e Benfica. Espaço Musas: http://musas.pegada.net/

quarta-feira, 4 de março de 2009

7 de Março (sábado) - 16 horas - Apresentação da publicação “Alambique”

Apresentação da publicação “Alambique” com a presença de membros do grupo editorial, assim como de alguns colaboradores deste último número, para falar sobre questões relacionadas com o Alentejo, de onde provém o Alambique.

7 Março, 16h, no Centro de Cultura Libertária Aparece e Divulga!!! Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

28 de Fevereiro (sábado) – 16 horas – Apresentação da publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96"

Apresentação da publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96", conversa sobre o motim de Caxias e o processo contra os 25 acusados e ainda sobre as lutas nas prisões portuguesas nos anos 90.
28 Fevereiro, 16h, no Centro de Cultura Libertária
Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada
************************ A publicação já está disponível para download em http://presosemluta.tk/ Copia e distribui!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

24 e 31 de Janeiro (sábados) - 20 horas - Jantares Benefit em solidariedade com a família de Kuku

Dias 24 e 31 de Janeiro (sábados) irão realizar-se jantares benefit para suportar os custos do funeral do Kuku, barbaramente assassinado pela polícia no passado dia 4 de Janeiro.
Os jantares decorrerão pelas 20 horas no Centro de Cultura Libertária e a contribuição será livre.
Apareçam e divulguem!!!
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada
* * * * * * * * * * * *
Mais um jovem negro e pobre assassinado pela polícia
(comunicado da Plataforma Gueto acerca do assassinato pela polícia de um jovem de 14 anos, Elson Sanches ‘Kuku’, na Amadora)
A plataforma Gueto não pode deixar de denunciar mais uma execução sumária, com pena de morte, dum jovem negro por parte da polícia, e um julgamento injusto feito no tribunal dos media, que condenou o nosso irmão e absolveu mais um assassino. Uma perseguição policial do passado domingo, 4 de Janeiro às 21h, ditou a morte de Kuku, com apenas 14 anos. Segundo a versão "oficial" de fontes policiais os agentes identificaram o carro furtado, onde seguiam 4 jovens, no bairro de Santa Filomena. Por não terem respeitado a ordem para parar, a polícia iniciou uma perseguição que só acabou no bairro da Quinta da Lage quando os jovens abandonaram o carro e continuaram a fuga a pé. Depois de terem disparado tiros para o ar, a polícia alega que Kuku, que foi o último a sair da viatura, apontou uma arma de calibre 6.35 a um agente, tendo este, em legítima defesa, disparado um tiro que o feriu mortalmente na cabeça. Outro irmão foi ainda atingido com uma bala na perna. Ainda na sua versão oficial a polícia declara que o agente não atirou para a matar. Quem não quer matar não aponta uma arma à cabeça, portanto a intenção do agente era matar ou teria apontado a outra parte do corpo. Na manhã seguinte os media iniciaram a sua propaganda, usando apenas as fontes policiais, para sujar a imagem do jovem e legitimar a acção do polícia, alegando que se tratava de um jovem referenciado por crimes violentos.Com esta propaganda os media conseguiram transmitir a ideia de se tratar dum jovem violento que era uma ameaça para os agentes, e para a sociedade, bem como glorificar a polícia por mais uma "missão cumprida": assassinar um negro. Como se não bastasse a idade de Kuku, 14 anos, para que este não pudesse ser considerado um criminoso violento, o mesmo foi referenciado como tal apenas por furtos, dos quais não resultou nenhuma condenação. Ainda que tal tivesse acontecido, em nenhum dos casos houve uso de violência. Tendo em conta aquilo que os media têm propagandeado nos últimos meses como "criminalidade violenta" só prova que esta usa e abusa de tais critérios sem nenhum rigor para operar a sua propaganda racista e continuar a fomentar o medo dos imigrantes seus descendentes na opinião pública. Segundo os jovens envolvidos na fuga, o carro em que seguiam já tinha sido furtado anteriormente, tendo estes, sabendo que estava abandonado, aproveitado o facto para nele se dirigirem ao bairro de Santa Filomena onde iam ver um jogo de futebol. Os mesmos disseram ainda que Kuku não trazia nenhuma arma consigo. Tal como os restantes ocupantes do carro, vários amigos que estiveram com Kuku naquele dia, negam tê-lo visto com qualquer arma, e acrescentam ainda que nunca viram Kuku armado quer com faca, quer com pistola, e duvidam bastante que ele fosse capaz de apontar uma arma a outra pessoa e muito menos a um agente "Kuku era um puto... ainda que tivesse uma arma, jamais a apontaria a um bófia". Eles descrevem-no como "calado, tranquilo, talvez até um pouco tímido". Estes afirmam ainda que Kuku estava marcado desde um episódio em que, logo após acordar, e tendo dormido em casa, foi abordado pela polícia na sua porta, alegadamente por ter sido visto a conduzir um carro roubado nessa madrugada. Indignado negou qualquer relacionamento com o que quer que fosse que tivesse ocorrido naquela madrugada e ao ser agredido e arrastado pelo chão Kuku resistiu à detenção apelando aos seus direitos. A sua resistência originou ainda mais agressividade da polícia. Kuku tentou resistir e só a intervenção da mãe e outros familiares demoveu os agentes de quaisquer que fossem as suas intenções. Kuku foi julgado e executado pela polícia à semelhança de Angoi, Tony, Tete, Corvo, PTB, etc. Nos últimos meses vários irmãos foram perseguidos e agredidos nas ruas, nas carrinhas e dentro das esquadras. Este não foi um acidente, nem um acto isolado, foi o desfecho que já esperávamos. Destes assassinatos e agressões nunca resultou uma única condenação. Pelo contrário a polícia têm sido aplaudida pelo Ministro da Administração Interna e pela opinião pública manipulada, pela propaganda racista dos media. Resta uma conclusão: face a esta impunidade a polícia tem "luz verde" para matar jovens negros em Portugal. Já não acreditávamos que fosse feita qualquer justiça nos tribunais mas agora sabemos mais que isso.Num país que nem aplica a pena de morte, até um "criminoso violento" teria direito a um julgamento antes de ser executada qualquer pena. Mas para nós negros, a pena de morte está em vigor e a "justiça" não é lenta, é veloz feita na hora pela polícia. O nosso julgamento é feito todos os dias na imprensa matinal e no noticiário das oito. Apelamos à mobilização de tod@s os irm@s contra a violência policial, a propaganda racista e contra a opressão autoritária. Se a impunidade, o conformismo e o silêncio continuarem os assassinatos continuarão também. Apelamos também ao apoio à realização dum funeral digno para Kuku na compra do Cd dos Mentis Afro, duma T-shirt do Kuku, ou através de donativo para o NIB 0010 0000 27703050 0022 0. Para mais info escrevam para o mail indicado em baixo. Plataforma Gueto. Sem Justiça não haverá Paz.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

18 de Janeiro (domingo) - a partir das 13h - Comemoração e Debate: 75 anos do 18 de Janeiro de 1934

18 de Janeiro de 1934 - Greve Geral Insurreccional contra o Fascismo
Comemoração e Debate no dia 18 de Janeiro de 2009 (domingo)
13 horas – Convívio e petiscos 15 horas – Debate no Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada
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1934 - A revolta dos sindicatos livres contra o Fascismo
18 de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário livre para a greve geral insurreccional destinada a impedir a construção do regime fascista de Salazar. Este movimento foi impulsionado sobretudo por militantes anarquistas e anarco-sindicalistas, organizados na Confederação Geral do Trabalho, e integrado por muitos outros operários de diversas tendências. O objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar e impedir a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com os sindicatos livres e revolucionários, transformando-os em organismos submissos perfeitamente integrados na organização corporativa do Estado Novo. A insurreição de 18 de Janeiro de 1934 levou a greves, múltiplas sabotagens e inclusive à famosa tomada da vila da Marinha Grande por operários. A revolta não pôde triunfar, mas significou o último grande acto de resistência do movimento anarco-sindicalista organizado. Um acto de dignidade pago com prisões, torturas e deportações de centenas de militantes. Conhecer, discutir e comemorar esta data significativa da história das lutas emancipatórias em Portugal é prestar homenagem a todas essas pessoas que arriscaram a vida pela liberdade. Significa também que nos queremos reapropriar da nossa história e memória enquanto movimento libertário, recusando activamente a longa tradição de submissão e “brandos costumes” ensinada nos livros de história e que constitui a memória oficial do Estado. Conhecer e discutir as lutas do passado significa então também lançar as bases para a teoria e para as práticas de agora, porque a longa noite do fascismo se estendeu muito para além do 25 de Abril de 1974, na cultura e nas instituições portuguesas, inclusive nas “contestatárias”, como os sindicatos actuais que continuam a prolongar o modelo corporativo dos sindicatos nacionais. Por tudo isto, e o que mais quiserem trazer à discussão, contamos convosco no dia 18 de Janeiro.
Associação Internacional d@s Trabalhador@s – Secção Portuguesa http://ait-sp.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

16 de Janeiro (sexta-feira) - 21 horas - Conversa sobre a situação dos detidos de 11 de Novembro em França

Debate/conversa sobre a situação dos companheiros franceses acusados de terrorismo por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V. 16 Janeiro, 21h, no Centro de Cultura Libertária Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada No passado dia 11 de Novembro, depois duma operação policial com 150 polícias antiterroristas, 1 helicóptero, cães – polícias (e também dezenas de jornalistas), foram detidas vinte pessoas em quatro locais de França (Paris, Rouen, no Este, e numa pequena aldeia do centro chamada Tarnac, onde algumas delas moram numa quinta comunitária), tendo ficado 10 detidas para interrogatórios. Actualmente, 9 pessoas estão a ser acusadas, sem provas, de "associação de malfeitores" e "terrorismo" por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V, permanecendo duas em prisão preventiva. A questão de Tarnac não é um erro judicial. Não apenas, pelo menos. É uma ilustração, a mais flagrante por ser a primeira, daquilo que se tornou a lei no momento do antiterrorismo. Onde o estado de excepção deixa de ser uma profecia para se tornar efectiva e visivelmente o regime em que vivemos. E claro que o facto de serem acusados de "terrorismo" faz parte de uma estratégia estatal para os isolar e os separar do resto da sociedade. Quem deseja apoiar pessoas que querem espalhar o terror? É, também, uma maneira de alimentar ainda mais o medo estrutural relativamente ao mundo do Capital e de aparecer como o único protector. "Não tenham medo dos terroristas (ou dos imigrantes, dos jovens, dos sem tecto, dos ladrões…), estamos aqui para vos proteger", diz o Estado. Nos tempos actuais, quando a democracia já não faz sonhar muita gente, perante a ideia de que o principal objectivo da vida é trabalhar e comprar mercadorias - o que já vem a ser questionado tanto na teoria como na prática - quando a crise já não é só económica mas também ecológica, ética, social - para usar o vocabulário da sociologia – e parece cada vez mas incontrolável, o Estado tem de apertar o controlo das pessoas à sua volta. Por toda a França e noutros países, foram criados comités de apoio. Existe uma proposta do comité de apoio de Tarnac (http://www.soutien11novembre.org/) no sentido de organizar, durante dez dias, de 15 a 25 de Janeiro, o máximo de iniciativas, concertos, projecções, debates, com o objectivo de não deixar esta questão cair no esquecimento, para que sejam reavaliadas as acusações que caem sobre os nossos companheiros e também para que sejam libertados os que se encontram presos. Isto permitirá igualmente anunciar e preparar uma grande manifestação nacional para dia 31 de Janeiro, em Paris.
Actividades de solidariedade noutros locais:
21 Janeiro – 21h30 - Conversa na Livraria Gato Vadio, Porto (Rua do rosário, 281 – Porto - http://gatovadiolivraria.blogspot.com/) 24 Janeiro – 13 h - Almoço/Conversa + 16H - Concerto (com Gates of Hell, Howling Gale e Slaves to Rage – Metal) na Casa Viva, Porto (Praça Marquês Pombal 167 – Porto - http://www.casa-viva.blogspot.com/)

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sábado - 20 Setembro pelas 17 horas, no Centro de Cultura Libertária

"Grandes noites e pequenas manhãs": filme sobre Maio de 1968 em Paris.
Filmado e Realizado por William Klein, 97min.
Este sábado, 20 Setembro, 17 horas, no Centro de Cultura Libertária, seguido de jantar vegetariano.
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada

sexta-feira, 25 de julho de 2008

26 de Julho - 16h - Conversa sobre anarquismo, lutas e movimentos sociais na Holanda

Conversa sobre anarquismo na Holanda, lutas e movimentos sociais, etc... com a presenca de um membro do Grupo Anarquista de Amesterdão (http://agamsterdam.wordpress.com//) - sábado, 26 Julho, 16 horas, no Centro de Cultura Libertária No próximo sábado, aproveitando a presenca de um companheiro do Grupo Anarquista de Amesterdão em Portugal, promovemos uma conversa em torno do anarquismo e dos movimentos sociais na Holanda. (A conversa terá lugar em inglês) Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1* Dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 8 de julho de 2008

«Brad: uma noite mais nas barricadas» com a presença do autor

Dia 15 de Julho (terça-feira) – 20 horas no Centro de Cultura Libertária
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Apresentações noutros locais:
Dia 19 de Julho (sábado) – 18 horas no Festival CCA Gonçalves Correia - Carregueiro/Aljustrel http://goncalvescorreia.blogspot.com/ Dia 17 de Julho (quinta-feira) – 21.30 horas no Espaço dos Celeiros - Évora localização: http://www.evora.net/celeiros/celeiros_loc_c.htm Dia 12 de Julho (sábado) – 21.30 horas no Espaço Musas - Porto http://musas.pegada.net/
«BRAD: uma noite mais nas barricadas» Visionamento de documentário sobre o activista do Indymedia assassinado por paramilitares durante a revolta popular de Oaxaca Seguido de conversa com o seu autor.
Rebelião popular em Oaxaca, México, 2006
Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmara cai, mas continua gravando.
Essa câmara passa de mão em mão, contando a história de Brad. E um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização.
Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Oaxaca...
Por trás da câmara estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Festival Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia 18 - 20 Julho - Aljustrel

PROGRAMA http://goncalvescorreia.blogspot.com/ Sexta 18 18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk... 21.00 Janta 22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa) Sábado 19 11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares 13.30 Almoçada 15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público 18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad, uma noite mais ”. Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor 21.00 Janta 22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid) Domingo 20 11.00 Workshop 13.30 Almoçada 15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva… 18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça? 21.00 Janta 22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais) Localização: Ver mapa maior O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas. Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem). Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras… Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho. As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos. IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.