Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Dia 4 de Fevereiro, Documentário Da Servidão Moderna e Jantar vegano


Dia 4 de Fevereiro (sábado)


16h30m

Exibição do documentário
Da Servidão Moderna

“A servidão moderna é voluntária, consentida pela massa de escravos que se arrasta pela face da terra. São eles próprios quem compra as mercadorias que os escravizam. Eles procuram trabalhos alienantes, entregues a quem esteja domado. São eles próprios que escolhem os amos a quem devem obedecer. Para que esta tragédia absurda pudesse ter lugar, foi necessário ensiná-los a ignorar a sua própria exploração e alienação. Eis a bizarra modernidade do nosso tempo. Tal como os escravos da antiguidade, os servos da Idade Média ou a classe trabalhadora das primeiras revoluções industriais, assistimos hoje a uma classe emergente de escravizados. A diferença é que não o sabem ou preferem ignorá-lo. Não reconhecem a única arma disponível para quem se encontra escravizado: a rebelião. Os escravos aceitam, sem pôr em questão, a vida miserável criada em seu nome. A apatia e a resignação são as fontes do seu infortúnio.”

Realização: Jean-François Brient
Duração: 52 minutos
Linguagem: Francês, com legendas em português
www.delaservitudemoderne.org


20h
Jantar vegano

(Contribuição livre, a reverter para um projecto editorial)

Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

Dia 14 de Janeiro, Filme Bold Native e Jantar vegano


Dia 14 de Janeiro (sábado)

16h30
Exibição do filme Bold Native
de Denis Henry Hennelly

“Nos Estados Unidos, depois do Animal Enterprise Terrorism Act (decreto que defende as empresas de exploração animal de qualquer acto lesa-propriedade) ter sido aprovado, defender a libertação animal de uma forma radical passou a ser considerado terrorismo e aqueles que põem em prática tais princípios passaram a ser perseguidos como perigosos terroristas. Bold Native é uma ficção que põe em questão essa realidade. Através das suas personagens principais, podemos entrar dentro de uma visão daqueles que lutam pela libertação animal contra aqueles que lucram com essa exploração, dentro de vários ângulos e perspectivas, seja através de uma perspectiva mais radical ou de uma outra mais reformadora. Bold Native é um filme que alerta para a problemática da exploração animal e de como a luta contra essa exploração não pode estar apartada de uma luta contra todos os tipos de exploração e opressão.”

Duração: Apróx. 104 min.
Língua: Inglês, com legendas em português
Ano: 2010
http://boldnative.com/


20h
Jantar vegano
(contribuição livre)

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Dia 19 de Novembro, 16h30 documentário e debate / 20h30 Jantar vegano

Dia 19 de Novembro (sábado)

16h30m
Exibição do documentário biográfico
"Severino, una historia de pasión y muerte"
de Enrique Llamas de Madariaga
Apróx. 46 minutos
Idioma: castelhano

Seguido de debate sobre o texto "O direito ao ócio e à expropriação individual" de Severino di Giovanni


20h30m
Jantar vegano


"O destino do homem, diz-se, é ele mesmo quem o forja; e hoje não existe mais do que uma alternativa: ou em rebeldia ou em escravidão."
Severino di Giovanni

Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Comunicado do CCL

Companheiros e companheiras,

.....Ao longo dos últimos dois anos, o Centro de Cultura Libertária debateu-se com a ameaça de perder a sua sede devido a um processo de despejo movido pelo proprietário do edifício. Após ter sido condenado a abandonar as suas instalações, num julgamento realizado em 2009, o Centro de Cultura Libertária recorreu da sentença para o Tribunal da Relação. O resultado deste recurso foi favorável ao CCL e deu origem à marcação de novo julgamento.

.....No decorrer deste novo julgamento, conduzido pela mesma juíza que nos havia condenado anteriormente e a quem seria muito difícil fazer mudar a sua opinião inicial, surgiu a possibilidade de um acordo quanto ao aumento de renda. Após discussão sobre a possibilidade real de perdermos o nosso espaço ou garantirmos a existência deste através de um aumento significativo da renda do imóvel, decidimos que atendendo a todas as condicionantes, um acordo quanto ao aumento seria a melhor hipótese de garantirmos a existência futura de um espaço como o CCL.

.....Deste modo, no dia 2 de Maio do presente ano, foi assinado um acordo dando fim a um processo que para nós sempre se havia resumido a uma tentativa de rentabilização do imóvel por parte do proprietário, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado até agora, deixando bem claro para todos (incluindo o Tribunal) que as intenções lucrativas tinham sido sempre o motivo desta acção de despejo.

.....Queremos acima de tudo deixar expresso nestas linhas, o nosso profundo agradecimento à solidariedade de todos @s companheir@s que nos apoiaram. Sem este apoio, dificilmente teríamos conseguido manter o nosso espaço até agora.

.....Recordamos que o Centro de Cultura Libertária é um ateneu cultural anarquista que, desde há 35 anos, está sedeado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço único pela sua longevidade e pelo papel de preservação da memória histórica libertária que sempre desempenhou, mas também pela ligação afectiva que gerou nas várias gerações que por ele passaram, encontrando sempre nesta associação um espaço fundamental de pensamento, cultura e liberdade.

.....É assim que queremos continuar.

.....Viva a Anarquia!

Julho de 2011

Terça-feira, 21 de Junho de 2011

Apresentação da compilação de textos de Christian Ferre “A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica”

Dia 25 de Junho

16h30

Apresentação da compilação de textos de Christian Ferrer “A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica”, promovendo um debate sobre A Indústria e Mercantilização do Corpo – Consumismo e Escapismo.

Seguido de petiscos para angariação de fundos para as despesas correntes do CCL.

“A abundância é tanta que já não é surpreendente o rápido desenvolvimento e o êxito da implantação das indústrias do corpo. A farmacopeia da felicidade, as sucessivas gerações de anti-depressivos, as ondas de pornografia e os enclaves urbanos em que se formata o corpo são reveladores de sintomas ao mesmo tempo que são experiências bem-vindas. A sua profusão adquere sentido em sociedades altamente tecnificadas que promovem o valor do intercâmbio do corpo: cumprem tarefas de amortização.”

“A emancipação da pornografia não foi obra dos seus aficionados mas sim de necessidade colectiva de identificar um género que desse conta de novas experiências e expectativas sensoriais. E a essência do género condensa-se numa mensagem de felicidade partilhada. Habitualmente, e se se deixarem de parte alguns extremos criminais, os actores pornográficos são felizes e a sua mensagem é a de que todos merecem o direito igualitário ao orgasmo e sem distinção de sexos, de raças ou classes sociais. Mais especificamente, a pornografia pode ser englobada num género maior, ao qual podemos chamar “idílico”.”

“A pornografia apresenta-se na sociedade promovendo uma viragem, fazendo pressão sobre costumes e expectativas sociais: sobre a dieta alimentar, o trabalho de ginásio, o consumo de objectos eróticos, o desenho de moda e sobre outros géneros mediáticos, em cujas margens proliferam dezenas de industrias para um mercado emergente: do sex-shop à cirurgia estética, da lipoaspiração à prostituição de luxo, do rastreio biotecnológico dos genes do prazer à selecção de promotoras de mercadorias, e da auto-produção da aparência, tanto para a ordem laboral como para animar festas de adolescentes. O etc é largo e os incómodos e inconvenientes que estas ginásticas supõem são suportados porque se entendem como sofrimentos dotados de sentido.”

In A Viragem Pornográfica: O Sofrimento sem sentido e a tecnologia

Quarta-feira, 15 de Junho de 2011

Exibição do documentário "End:Civ"

Dia 18 de Junho

16h30

"Ao longo de uma paisagem devastada, de imagens que nos transportam das rotinas do nosso quotidiano até aos nossos mais temíveis pesadelos, faz-se um exame das causas e consequências da devastação ambiental e destruição animal que impera hoje no nosso mundo. A partir de algumas das premissas do livro "Endgame" de Derrick Jensen, End:Civ é um documentário que procura perpassar, utilizando diversas narrativas, os mais diferentes aspectos de uma cultura ecocída e genocída, que não olha a meios para atingir os fins, ainda que esses meios sejam por si mesmo suicídas. Nesse percurso, faz-se uma análise da forma como os diversos recursos naturais são consumidos, deixando para trás uma paisagem de desolação, a forma como a violência sistematizada e institucionalizada é utilizada, destruindo paisagens e outras culturas, e a forma como podemos resistir a essa cultura civilizacional de morte. Mais do que um documentário, End:Civ procura ser uma arma de ataque contra uma civilização à beira do abismo."

Realizador: Franklin López

Duração: Apróx. 75 minutos

Língua: Inglês (legendado em castelhano)

http://endciv.com/

Dia 25 de Junho

16h30

Apresentação da compilação de textos de Christian Ferrer “A Viragem Pornográfica e outros textos sobre a sociedade pornográfica”, promovendo um debate sobre A Indústria e Mercantilização do Corpo – Consumismo e Escapismo.

Seguido de petiscos para angariação de fundos para as despesas correntes do CCL.

“A abundância é tanta que já não é surpreendente o rápido desenvolvimento e o êxito da implantação das indústrias do corpo. A farmacopeia da felicidade, as sucessivas gerações de anti-depressivos, as ondas de pornografia e os enclaves urbanos em que se formata o corpo são reveladores de sintomas ao mesmo tempo que são experiências bem-vindas. A sua profusão adquere sentido em sociedades altamente tecnificadas que promovem o valor do intercâmbio do corpo: cumprem tarefas de amortização.”

“A emancipação da pornografia não foi obra dos seus aficionados mas sim de necessidade colectiva de identificar um género que desse conta de novas experiências e expectativas sensoriais. E a essência do género condensa-se numa mensagem de felicidade partilhada. Habitualmente, e se se deixarem de parte alguns extremos criminais, os actores pornográficos são felizes e a sua mensagem é a de que todos merecem o direito igualitário ao orgasmo e sem distinção de sexos, de raças ou classes sociais. Mais especificamente, a pornografia pode ser englobada num género maior, ao qual podemos chamar “idílico”.”

“A pornografia apresenta-se na sociedade promovendo uma viragem, fazendo pressão sobre costumes e expectativas sociais: sobre a dieta alimentar, o trabalho de ginásio, o consumo de objectos eróticos, o desenho de moda e sobre outros géneros mediáticos, em cujas margens proliferam dezenas de industrias para um mercado emergente: do sex-shop à cirurgia estética, da lipoaspiração à prostituição de luxo, do rastreio biotecnológico dos genes do prazer à selecção de promotoras de mercadorias, e da auto-produção da aparência, tanto para a ordem laboral como para animar festas de adolescentes. O etc é largo e os incómodos e inconvenientes que estas ginásticas supõem são suportados porque se entendem como sofrimentos dotados de sentido.”

In A Viragem Pornográfica: O Sofrimento sem sentido e a tecnologia

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

Feira do Livro Anarquista Lisboa 2011

A Feira do Livro anarquista, na sua 4ª edição de 20 a 22 de Maio, cria uma vez mais espaço para a divulgação das ideias anarquistas a partir dos livros e das publicações, levando a debate as ideias e análises sobre questões que nos assaltam a vida em tempos de guerra social. Dedicamos um dos dias à crítica do desenvolvimento que o capitalismo e o Estado tentam impor. Partindo dos seus projectos e das suas investidas contra a Natureza e os locais onde vivemos, queremos discutir formas de travar esse desenvolvimento e passarmos nós ao ataque. Noutro dia questionamos as recentes manifestações de descontentamento nas ruas reflectindo sobre os caminhos que nos poderão levar a uma ruptura com o Estado e com a economia. Duas questões que, embora separadas, se cruzam inevitavelmente. Procuramos estimular a luta, a solidariedade e a reflexão como formas de combate às várias faces da autoridade

Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

A POESIA É MUITO MAIS QUE PALAVRAS, sábado,19 de Fevereiro, no Centro de Cultura Libertária

Ciclo de debates sobre lutas intemédias e insurreição:quatro encontros para desenvolver uma sensibilidade "... a poesia consiste em realizar casamentos e divórcios ilegais entre as coisas..." *San Foca, Itália (2001 - 2005). A luta contra o Centro de Permanência Temporária para imigrantes Regina Pacis. os debates são seguidos de jantar às 20h, em apoio aos espaços envolvidos e à reprodução e material informativo.

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

Novo julgamento do despejo do CCL: dia 17 de Fevereiro

Foi marcado o novo julgamento do processo de despejo do Centro de Cultura Libertária. Este julgamento irá decorrer no dia 17 de Fevereiro, pelas 14 horas, no Tribunal de Almada.
Ao longo dos últimos dois anos, o Centro de Cultura Libertária tem-se debatido com a ameaça de perder a sua sede, na Rua Cândido dos Reis em Cacilhas, devido a um processo de despejo movido pelo proprietário do edifício. Após ter sido condenado a abandonar as suas instalações, num julgamento realizado em 2009, o Centro de Cultura Libertária recorreu da sentença para o Tribunal da Relação. O resultado deste recurso foi favorável ao CCL e deu origem à marcação deste novo julgamento. No meio da incerteza quanto à manutenção deste espaço que tanto amamos, agradecemos a solidariedade de todos @s companheir@s que nos apoiaram. Sem este apoio, dificilmente teríamos conseguido manter o nosso espaço até agora. Centro de Cultura Libertária 6 de Fevereiro de 2011

Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010

Ciclo de Cinema Kafka
...
12 de Novembro, sexta-feira
20.30h .
Metamorfose de Valeri Fokin, 2002, 84 min. Em russo com legendas em português. Viveu anos a servir outros para cumprir as suas “obrigações” laborais e familiares, preso num casulo de amarras financeiras. Esquecia-se facilmente de si próprio e da sua vida, tinha como vício inquestionável as suas amadas amarras. Um dia acorda impossibilitado de cumprir o seu serviço em prol dos outros, desfilando num enorme insecto. Como será agora a sua relação com aqueles que durante a sua vida serviu? Como se encarará ele próprio? No fim desta metamorfose, sairá um insecto condenado ou um homem livre? 13 de Novembro, sábado
16.00h O Processo de Orson Wells, 1962, 120 min. Em inglês com legendas em português. No filme O Processo, adaptação do livro de Kafka, o protagonista Joseph K. é preso e julgado, sem nunca perceber a origem ou realidade da acusação, passando por vários absurdos e abusos de poder. A sua situação denuncia a engrenagem burocrática e opressora que esmaga e anula o indivíduo. 19.00h
Workshop de sushi vegano
20.30h
Jantar vegano(benefit para o CCL)
14 de Novembro, domingo
16h Kafka de Steven Soderbergh, 1991, 98 min. Em inglês com legendas em português.
O misterioso desaparecimento de um colega de trabalho, envolvido com um grupo de revolucionários, é o mote que leva Kafka a percorrer caminhos que misturam recortes biográficos com a sua própria obra de ficção. Steven Soderbergh constrói assim uma narrativa surreal sobre um dos mais intrigantes e fascinantes escritores do princípio do século XX, entrecruzada pelos seus diversos escritos, em que subjaz toda uma crítica aos aparatos hierárquicos e à alienação social. Kafka é, assim, mais que um filme biográfico, tentando penetrar a visão de um homem enigmático mas profundamente conhecedor da estrutura repressiva de uma sociedade hierarquizada. Seguido de conversa e castanhada…

Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010

Dia 16 de Outubro (Sábado) no Centro de Cultura Libertária pelas 17h

O seu nome é Green, ela está só num mundo que não lhe pertence. Ele é uma fêmea orangotango, vítima da desflorestação e da exploração de recursos naturais. Este filme é uma viagem emocional ao longo dos últimos dias de Green. É um percurso visual que apresenta os tesouros da biodiversidade das florestas tropicais e o impacto devastante da indústria madeireira e da desflorestação para o cultivo de óleo de palma. Director: Patrick Rouxel Duração: 48 minutos http://www.greenthefilm.com/

Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Sábado, 9 de Outubro - Cem anos depois: Situação actual do anarco-sindicalismo em Espanha, apresentado por um companheiro da CNT de Almería

Sábado, 9 de Outubro 17h00 - Cem anos depois: Situação actual do anarco-sindicalismo em Espanha, apresentado por um companheiro da CNT-AIT de Almeria 20h00 - Jantar vegetariano no Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada Associação Internacional dos Trabalhadores Secção Portuguesa, Núcleo de Lisboa http://ait-sp.blogspot.com

Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010

Acção de despejo do CCL: novo julgamento

No último dia 7 de Julho recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo CCL relativamente à acção de despejo movida pelo seu senhorio. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos factos considerados provados no primeiro julgamento. Continuamos com a mesma vontade de manter o nosso espaço pelo que tentaremos preparar o melhor que pudermos a nossa defesa para o julgamento que se realizará nos próximos meses. Desta forma vamos ser obrigados a suportar novas despesas com o advogado, que vão muito para além das capacidades de um ateneu que se mantém apenas devido às contribuições dos seus sócios e amigos. Não fosse o apoio recebido por tantas pessoas que se solidarizaram contra a acção de despejo do CCL, há muito que tínhamos perdido este espaço. Devido a esta mesma ajuda, já temos a maior parte do dinheiro necessário, faltando‑nos cerca de 800 euros para custear a nossa defesa legal. Centro de Cultura Libertária 11 de Julho de 2010 Contacto: E-mail: ateneu2000@yahoo.com Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com Dados da conta bancária do CCL para donativos: Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA Para transferências em Portugal: NIB: 003501790000215493029 Para transferências do estrangeiro: IBAN: PT50003501790000215493029 BIC: CGDIPTPL

Desalojo del Centro de Cultura Libertaria: Nuevo juicio*

El pasado miércoles, 7 de julio, hemos recibido respuesta del Tribunal de Apelación de Lisboa para el recurso de casación interpuesto por el Centro de Cultura Libertaria relativo al desalojo presentado por el propietario. La decisión fue a favor: anulación del primer juicio y ordenó la creación de un nuevo juicio en el Tribunal de Almada. La anulación se basó en las contradicciones de los hechos que se demuestran en el primer juicio. Seguimos con el mismo deseo de mantener nuestro espacio por lo que trataremos lo mejor que podemos de preparar nuestra defensa en el juicio que se celebrará en los próximos meses. Así, nos veremos obligados a asumir nuevos costes con el abogado, que van mucho más allá de las capacidades de un ateneo que se mantiene sólo gracias a las contribuciones de sus miembros y amigos. Si no fuera por el apoyo recibido de tanta gente que se ha solidarizado contra el desalojo del CCL, hace mucho que habríamos perdido este espacio. Debido a esta misma ayuda, ya tenemos la mayor parte del dinero necesario, restando unos 800 euros para costear nuestra defensa legal. Centro de Cultura Libertaria 11 de julio 2010 Contacto: E-mail: ateneu2000@yahoo.com Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com Mail: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal Datos de la cuenta bancaria del CCL, para donaciones: Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA Para las transferencias en Portugal: NIB: 003501790000215493029 Para transferencias desde el extranjero: IBAN: PT50003501790000215493029 BIC: CGDIPTPL * Traducido por: http://www.alasbarricadas.org/noticias/?q=node/14636, 14/07/2010 - 08:14 — Anonim@

Eviction threat against Centro de Cultura Libertária: new trial

On the last July 7th we received the response from the Lisbon Court of Appeal to the appeal interposed by Centro de Cultura Libertária (CCL) concerning the eviction threat made by our landlord. The decision was favourable to us: it annulled the first trial and decided to hold a new trial in the Court of Almada. The annulment was based on contradictions found in the facts that were considered to be true in the first trial. We continue with the same will to keep our premises so we will try to prepare our defence the best we can for the trial to be held in the coming months. Therefore we will be forced to bear new costs with the lawyer, which go far beyond the capabilities of an anarchist centre which endures only due to the contributions of its members and friends. If it was not for the support received from so many people who stood in solidarity against the eviction of the CCL, we would have already lost it. Due to this help, we already have most of the money needed, lacking about 800 euros to pay for our legal defence. Centro de Cultura Libertária July 11th 2010 Contacts: E-mail: ateneu2000@yahoo.com Mail: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com Bank account details for donations: Owner: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA For transfers inside Portugal: NIB: 003501790000215493029 For foreign transfers: IBAN: PT50003501790000215493029 BIC: CGDIPTPL

Quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Quem tem medo dos anarquistas?

Resposta à campanha mediática anti-anarquista Em face de toda a histeria mediática que tem rodeado o anarquismo em Portugal desde a manifestação de 25 de Abril de 2007 – as supostas ameaças de morte por parte dos anarquistas a Cavaco Silva e a José Sócrates (Correio da Manhã, 7/05/2010), a fantasiosa cilada anarquista à PSP em pleno Bairro Alto (Diário de Notícias, 31/05/2010) ou a equiparação dos anarquistas à Al-Qaeda enquanto principais ameaças à cimeira da Nato em Lisboa (Diário de Notícias, 5/06/2010) -, não podemos deixar de nos pronunciar. Não o fazer seria permitir que tudo quanto foi dito por um jornalismo parcial e declaradamente nosso inimigo fosse deixado sem resposta e, consequentemente, tomado por verdade, uma vez que os objectivos e a intenção consciente por detrás de tais notícias são transparentes: denegrir a nossa imagem aos olhos de quem só sabe do anarquismo aquilo que lê nos jornais e encorajar uma posterior caça às bruxas contra nós. Assim sendo, respondemos de seguida à nossa própria pergunta. Quem tem medo dos anarquistas? E quais as razões desse medo? A situação actual de crise do capitalismo e as suas consequências, se são sentidas por todos nós na própria pele, sob a forma do aumento das desigualdades sociais e da degradação constante das condições de vida, não escapam igualmente à atenção do Estado e dos seus corpos repressivos, preocupados com as eventuais repercussões que tudo isto poderá ter. Mesmo que, por enquanto, reine a paz social, temem que, mais tarde ou mais cedo, a paciência de um povo inteiro se esgote e, finalmente, estale a revolta. Em face disto, o Poder pergunta-se: “o que (ou quem) poderá servir de catalisador à revolta?” Tendo em conta os acontecimentos recentes na Grécia, a atenção mediático-policial volta-se necessariamente para nós. Observando as movimentações anarquistas em Portugal, as autoridades estudam formas de as neutralizar rapidamente, antes que fujam definitivamente ao seu controlo. Os órgãos de comunicação social, juntam-se a esta campanha de criminalização do anarquismo. Assim, é do interesse de certos órgãos da imprensa apresentarem-nos colectivamente enquanto um grupo de “radicais” com uma ideologia "extremista”, que apenas procura semear a violência e o confronto a todo o custo. Se nos chamam “radicais” e “extremistas”, isso deve-se à nossa recusa total de um sistema assente na opressão e na exploração, que não pretendemos suavizar através de reformas, mudando apenas algumas coisas para que o essencial se mantenha. Pretendemos isso sim uma verdadeira igualdade social, onde não haja priveligiados, e em que o indivíduo possa ter autonomia e liberdade para decidir sobre a sua vida. Se não tememos o confronto, tão pouco vemos nele um fim em si mesmo. Urge resistir! Há que vencer a passividade, o medo, as manipulações dos partidos e sindicatos, e agir! É preciso que os explorados e oprimidos se unam, pensem os seus problemas em comum e actuem sem intermediários. Dito isto, é fácil de entender quem tem medo dos anarquistas. Por mais que tentem, não nos hão-de calar! Julho 2010 Centro de Cultura Libertária sede: Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada e-mail: ateneu2000@yahoo.com blog: http://culturalibertaria.blogspot.com

Terça-feira, 13 de Julho de 2010

Sábado, 17 Julho, 20h - Jantar vegetariano de apoio ao Centro de Cultura Libertária

Benefit para o novo julgamento Contribuição 2,5 Euros Sábado, 17 de Julho, às 20h na BOESG Rua das Janelas Verdes, 13, 1º Esq. Santos – Lisboa Acção de despejo do CCL: novo julgamento No último dia 7 de Julho recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo CCL relativamente à acção de despejo movida pelo seu senhorio. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos factos considerados provados no primeiro julgamento. Continuamos com a mesma vontade de manter o nosso espaço pelo que tentaremos preparar o melhor que pudermos a nossa defesa para o julgamento que se realizará nos próximos meses. Desta forma vamos ser obrigados a suportar novas despesas com o advogado, que vão muito para além das capacidades de um ateneu que se mantém apenas devido às contribuições dos seus sócios e amigos. Não fosse o apoio recebido por tantas pessoas que se solidarizaram contra a acção de despejo do CCL, há muito que tínhamos perdido este espaço. Devido a esta mesma ajuda, já temos a maior parte do dinheiro necessário, faltando-nos cerca de 800 euros para custear a nossa defesa legal. Centro de Cultura Libertária 11 de Julho de 2010 Contacto: E-mail: ateneu2000@yahoo.com Correio: Apartado 40 / 2800-801 Almada / Portugal Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com Dados da conta bancária do CCL para donativos: Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA Para transferências em Portugal: NIB: 003501790000215493029 Para transferências do estrangeiro: IBAN: PT50003501790000215493029 BIC: CGDIPTPL

Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

18 de Junho - 18h00 - Workshop Sobre Frivolidade Táctica

Com a presença de Bernhard do Samba de Bremen (Alemanha) O activismo anarquista e autónomo encontra-se na maioria das vezes circunscrito a uma bem conhecida esfera de acções e actividades. Isso torna-se previsível tanto para os activistas como para os seus opositores, tornando fácil a criminalização dos seus conteúdos políticos.
Há dez anos atrás, em Londres, as pessoas tiveram a ideia de quebrar com a imagem dos "activistas maus" através de tácticas frívolas para assim tirarem mais gozo das suas acções. Este tornou-se um conceito que pode ser adicionado à categoria de activismo criativo.
Esta ofícina será sobre como fazer acções que intervenham estrategicamente numa dada situação política, apontando para o fortalecimento dos movimentos contestatários e para uma mudança para uma melhor sociedade futura. No Centro de Cultura Libertária Rua Cândido dos Reis, nº 121, 1º Andar Cacilhas, Almada Sexta-Feira, 18 de Junho, às 18h00

Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

19 e 20 de Junho - 16h30 - Contra o muro da Cisjordânia!!! Contra todos os muros e fronteiras!!!

19 de Junho – 16h30m Dos "Anarchists Against the Wall" (Israel-Palestina) para a comunidade de "Tamera" (Portugal). O que podemos fazer para acabar com a guerra no Médio Oriente? Apresentação do filme "Democracy isn't build on demonstrators bodies" (30 min.) sobre a ocupação na Palestina e a resistência anarquista contra essa ocupação, seguido de conversa com Uri Ayalon, jornalista e activista anti-globalização e um dos fundadores do movimento israelita contra o muro na Cisjordânia. Nos últimos três anos tem sido estudante no Biótopo de Cura de Tamera. Irá falar sobre a ocupação em Israel-Palestina e sobre diferentes métodos para a criação de um novo futuro na "terra prometida". 20 de Junho – 16h30m Passagem do filme "Mur" (96 min.) Documentário de Simone Bitton que dá uma visão do aprisionamento e isolamento que o muro de separação da Cisjordânia traz a israelitas e palestinianos. Linguagem: Hebraico, Árabe e Inglês Legendas: Inglês.

Domingo, 13 de Junho de 2010

Entrevista al Centro de Cultura Libertaria de Lisboa/Almada por A Las Barricadas

Siguiendo con la serie de entrevista y reportajes sobre realidades más o menos próximas, pero poco conocidas. Entrevistamos a lxs compañerxs del CCL (Centro de Cultura Libertária) de Lisboa, para conocer de primera mano su situación como espacio y la realidad del país vecino. Aprovechando para recordar a la gente que tenga posibilidades de acercarse este fin de semana a Lisboa, que se celebra la III edición de la 'Feira do Livro Anarquista' ALB Noticias- Para las personas que no conozcan el CCL, podríais explicarnos un poco la historia de los inicios del CCL, ¿cuando surge? ¿cuanta gente inicia el proyecto? CCL- El Centro de Cultura Libertaria apareció en 1974, poco después de la caída de la dictadura en Portugal, a partir de un grupo de ex-militantes anarquistas que lograron sobrevivir durante casi cinco décadas de dictadura. No podemos precisar con exactitud cuántas personas iniciaron el CCL, pues ya no queda nadie de ese período ligado al ateneo, pero recordamos los nombres de compañeros como Francisco Quintal, Jaime Rebelo, Adriano Botelho, Sebastião de Almeida o José Correia Pires. Muchos de ellos llegaron a militar en el movimiento sindical revolucionario, que era muy fuerte en Portugal hasta la prohibición del sindicalismo libre decretado por la dictadura de Salazar en 1933, habiendo protagnoizado episodios de resistencia a la fascistización de la sociedad, como fue la huelga general insurreccional del 18 de enero de 1934. Muchos recibieron como pago a su resistencia libertaria largos años de internamiento en el campo de concentración de Tarrafal (en el archipiélago africano de Cabo Verde). Para estos compañeros, tan pronto cayó la dictadura y se comprobaba que había condiciones de libertad de reunión, asociación y expresión, fue natural salir de la clandestinidad y protagonizar una vida militante libertaria activa. La fundación del Centro de Cultura Libertaria formó parte de este impulso, así como la organización de diversas reuniones y mítines anarquistas, el intento de reorganizar al Movimiento Libertario Portugués y más adelante las FARP-FAI (Federación Anarquista de la Región Portuguesa, parte de la Federación Anarquista Ibérica) y la edición del periódico "Voz Anarquista", con sede en el CCL. Muchos de estos fundadores del CCL no tuvieron más años de salud y de vida para continuar su lucha. Además, el post-25 de abril de 1974 no era tan sensible a las ideas libertarias y prácticas como había sido el primer tercio del siglo XX. A pesar del período revolucionario que existía en el año 1974-75, los anarquistas no pudieron presentar sus propuestas ante la hegemonía del marxismo-leninismo en el movimiento social, y los intentos de reorganizar el movimiento libertario fueron fracasando uno tras otro. Desde principios de los 80, se inicia una renovación generacional del Centro de Cultura Libertaria, que finalmente se consuma en la década de los 90, a través de proyectos independientes, pero siempre dentro de la lógica inicial de la acción cultural libertaria y en el intento de estimular un núcleo anarquista reflexivo y combativo. ALB Noticias- A pesar de estar bastante cerca geográficamente, desconocemos la situación del movimiento libertario en Portugal. ¿Nos haríais un breve repaso por la situación actual: grupos, espacios, etc? CCL- El estado actual del anarquismo en la región portuguesa es un poco precaria, aunque conserva algunos aspectos que son muy interesantes. En la actualidad hay sólo unos pocos centros sociales efectivamente anarquistas en Portugal, el Centro de Cultura Libertaria en Almada, más recientemente el espacio 'Terra de Ninguém' en Lisboa. Existe otra asociación de ecología radical con sede en Oporto, 'Terra Viva', que lleva a cabo algunas actividades sociales con la comunidad circundante: los niños, parados, sin techo, y que en sus acciones tratar de divulgar algunos de los principios del anarquismo. En Aljustrel, en el sur del país, hay otra asociación, el Centro Cultural Anarquista Gonçalves Correia, donde algunos compañeros de la zona desarrollan sus actividades y editan la publicación anarquista 'Alambique'. Casa de Setúbal Okupas de Autogestión (COSA), que tiene 9 años de existencia, y otra que fue ocupada recientemente en la misma zona de Setúbal, funcionan como espacios para la vivienda, aunque algunas actividades organizadas de forma esporádica. La BOESG (Biblioteca de los Trabajadores y Empleados de la Sociedad General) con sede en Lisboa había alguna dinámica que se regía por principios anarquistas en los años 90 y principios del 2000, pero actualmente su actividad ha sido prácticamente nula. Existen, así mismo, otros proyectos con un público más heterogéneo en el que colaboran otras sensibilidades, algunos de ellos de forma explícita (o ideológicamente) indefinidos que funcionan dentro del espacio Casa Viva, en Oporto. Algunas de estas personas desarrollan actividades puntuales con compañeros anarquistas. En relación a grupos, podemos decir que hay un colectivo más formal que comprende una estructura ya existente, y otros informales. El primero sería la sección portuguesa de la Asociación Internacional de los Trabajadores (A.I.T.), este colectivo cuenta con miembros principalmente en Almada, Lisboa y OPorto. En el Algarve existe una pequeña editorial llamada Sotavento. La Librería Letra Livre, en Lisboa, también publica algunos libros anarquistas. También está la asociación cultural A Vida, que edita la revista Utopía, o el colectivo editorial que publica el periódico Coice de Mula. Hay una gran solidaridad de unos grupos con los otros, y algunos proyectos que realizan conjuntamente, como la Feria del Libro Anarquista o cuando es necesario organizar manifestaciones o movimientos de solidaridad por cualquier situación que nos afecta a todos/as. Imagen de la edición pasada de la Feria del Libro Anarquista, 2009. ALB Noticias- Una curiosidad, en algunos lugares del norte de Portugal hemos visto protestas vecinales y sociales en las que el color predominante era el negro para pancartas, propaganda, etc ¿tiene alguna relación con el uso histórico de este color por el movimiento libertario? CCL- En primer lugar debemos decir que, en general, los anarquistas, por aquí, han estado un poco lejos de este tipo de protestas que podemos considerar más básicas. Cuando decimos que en general, hay que dejar claro que a veces existe esa relación, pero de forma esporádica. Uno de estos casos, por ejemplo, fue la solidaridad demostrada por algunos compañeros de OPorto con la lucha contra las reformas del mercado Bolhão que pretendía transformar el mercado más popular de esa ciudad en otro centro comercial más, arrastrando para allá a todos los símbolos de el capitalismo moderno. Esto se debe a varios factores, como por ejemplo el hecho de que son pocos los que aún luchan por mantener viva esta idea en este pequeño rincón de la península. Volviendo a la cuestión, en general, así que sepamos no hay relación entre el uso de estas banderas negra en las manifestaciones y el movimiento anarquista. Todo lo contrario. No hace mucho vimos a miembros de la extrema derecha haciendo uso en las calles de Lisboa, en duelo por la muerte de la familiar, contra la legalización del matrimonio homosexual en Portugal. Creemos, en consecuencia, que la bandera negra se utiliza más como un símbolo de luto en estas protestas, por lo que es una distorsión de la historia de la bandera de negra que viene desde la época de la Comuna de París. ALB Noticias- Algunxs compañerxs hemos podido ver un documental [2] muy interesante sobre el anarquismo y el anarcosindicalismo en Portugal, ¿qué ha quedado de todo aquello? ¿qué influencias creis que ha quedado en el subsconciente colectivo? CCL- Por desgracia, la fuerza del anarquismo y del anarcosindicalismo en las primeras décadas del siglo XX, registradas por los testimonios recogidos en el documental Memória Subversiva, fue aplastada por la dictadura establecida en Portugal a partir del 28 de mayo 1926 y que duró hasta el 25 de abril 1974. La dictadura pronto adquirió muchas características del fascismo, como la creación de una policía política, que a través de una red de agentes y numerosos soplones colocando a toda la sociedad portuguesa bajo vigilancia, frenando toda posibilidad de libertad de reunión, expresión o asociación; o la prohibición de libertad sindical y encuadrando a los trabajadores en sindicatos nacionales, verticales y corporativos. No menos importante fue el aparato de propaganda establecido ya en la década de 1930, que presenta al dictador Salazar como el "salvador" y los valores de "Dios, Patria y Familia", como las piedras angulares de la "nación portuguesa", inventado y difundiendo una idea de portugalidad que ha llegado a ser muy fuerte y que todavía está presente, y como elementos esenciales la ruralidad, la pobreza honesta, el respeto a la autoridad, y también la idea de un Portugal imperial que através de la colonización llevó la "civilización" al mundo. La dictadura se aseguró el dominio con una alianza de fuerzas conservadoras - el ejército, la iglesia, los terratenientes y los grandes monopolios industriales - sobre el conjunto de la sociedad portuguesa y la continuidad de una sociedad cerrada y atrasada culturalmente, desde una economía dominada por los monopolios y predominantemente agraria y de expolio colonial de los territorios de ultramar bajo dominio portugués. Lamentamos decir que después de estos cincuenta años de dictadura poco queda del anarquismo y del anarcosindicalismo en el subconsciente colectivo de los portugueses. Sus expresiones, duramente reprimidas, sobreviviendo principalmente en pequeños grupos clandestinos, siendo que, a partir de los años 50, el papel de la lucha contra la dictadura era cada vez más adoptada por el Partido Comunista Portugués Portugués, que se beneficiaba del apoyo directo de la Unión Soviética y del prestigio del mito del "socialismo real". Y sí, tras Abril de 1974, la memoria del movimiento y de las luchas libertarias en Portugal todavía no ha manifestado, pero con todo ha logrado sobrevivir a las tres últimas décadas de la democracia y del capitalismo moderno. ALB Noticias- ¿Cual es la relación del CCL y el movimiento libertario en general con el resto de movimientos sociales de Portugal? CCL- El CCL es principalmente un ateneo libertario, el espacio físico donde diversas personas trabajan de forma individual y colectiva en favor de lo que son sus propias luchas y objetivos, dentro de una perspectiva que pretende ser libertaria. Funciona como una asociación y no como colectivo, ya que hay diferencias, y en ocasiones, divergencias en los métodos y prácticas de lucha. Como parte de este espacio, como participantes en el, no queremos hablar por otros espacios, colectivos o personas individuales. Una vez dicho esto, nuestra respuesta a esta pregunta parte de de nuestro propio primsa y nuestra relación crítica con los llamados movimientos sociales. Para empezar a responder a la pregunta, la sociedad portuguesa en general, se ha acomodado a su propia vivencia cotidiana del capitalismo, impulsado por la entrada en la Comunidad Económica Europea en 1985 que dio lugar a entradas de capital y al desarrollo económico del país y que conduce a la dependencia económica grave que el Estado portugués tiene de los grandes poderes económicos del norte de Europa. Las personas se acostumbran a lo que no existía en el poder fascista y post-fascistas, con sus respectivas diferencias, que era el poder de compra que provenía de una abundancia mercantil nunca antes vista por aquí. El "dinero fácil" a través de préstamos bancarios o de nuevas oportunidades de negocio o la especulación fue generando esa acomodación, que forma parte de los discursos del poder intentan imponer como modelo de felicidad de ese bienestar económico basado en el comercio de productos que el propio capitalismo genera. Es así como vemos a la sociedad portuguesa, sin crítica, especialmente en las generaciones más jóvenes. Esto se manifiesta en la falta de un estudiante muy crítico con vehemencia contra los nuevos proyectos europeos de normalización de la educación. A pesar de esta crítica, no queremos decir que estos movimientos sociales no existan. Ellos existen como tales, son las diferentes asociaciones que luchan por los derechos de los inmigrantes, los que luchan contra la homofobia, otros luchan por el derecho a la vivienda, u otros que tienen sus propios proyectos en el campo de la ecología, por citar sólo algunos de estos movimientos. Nuestra critica parte del hecho de que la mayoría de estas asociaciones o grupos van a remolque de los principales partidos políticos de izquierda, o perdieron su autonomía desde el momento en que reciben subenciones del Estado. En cierto modo, su carácter más radical se ha perdido desde el momento en que no hay desacuerdo real sobre cuál es el plan del Estado. Estos movimientos servin a propia idea democrática que trata de abarcar a todos los movimientos de derecha a izquierda, y satanizar y excluir a aquellos que sean diferentes a aquellos. De hecho, hay una desviación de lo que podría llamarse el movimiento libertario de estos dichos movimientos sociales no comprendidas en la misma lógica. También es cierto que esta inserción no disminuyó su impacto social. Aquí la cuestión es cuestionar nuestro propio camino, y aquí es un hecho que los anarquistas, en su mayoría, no concuerdan con su inclusión en la lógica del estado, que los coloca, en cierta manera, a parte de los llamados movimientos sociales. Sin embargo, hay ocasiones en que se establecen las relaciones, como es el caso citado que participan en la lucha del mercado de Bolhão, pero esa relación siempre depende de la determinismos propios relacionados con, los tiempos, espacios o individuos, de acuerdo con las luchas que puedan suceder en un determinado sitio en un momento dado, e involucrando a determinadas personas. El movimiento libertario, se suele decir, que no tiene un gran impacto social esta parte del mapa y esto se debe a varios factores que pueden servir, tal vez para un análisis más profundo de las causas sociales en las que trabajamos y lo que podría ser nuestro papel en estas circunstancias. ALB Noticias- ¿Porqué quieren desalojar el CCL? CCL- El Centro de Cultura Libertaria está en riesgo de desalojo porque pagaban una renta muy baja (unos 50 €), ya que tiene un contrato de arrendamiento de casi treinta años. Esta parece ser la principal razón para el desalojo por el propietario, ya que al retirarnos el espacio, podrá obtener beneficios económicos con él. Pero para poder justificar tal acción, alegó que el vecindario se queja del barullo que montan las personas que frecuentan el centro, que este ruido se prolongaba por la noche y que se hacían fiestas, entre otras acusaciones. Esta es, sin duda, la única manera legal que tiene el propietario de poner fin a un contrato de arrendamiento como el del CCL, ya que el mismo es vitalicio. ALB Noticias- ¿Cómo ha sido la respuesta solidaria ente la posible perdida del CCL? CCL- La respuesta de los compañeros anarquistas fue inmediata, tanto en términos de divulgación de la situación, como en términos de apoyo moral y financiero. Se escribieron algunos textos en conjunto, se organizaron varias acciones de solidaridad en Portugal y otros países donde llegó la noticia del desalojo y que permitirán pagar a los abogados a los miembros del CCL, así como el recurso de la primera resolución que fue desfavorable para la asociación. La solidaridad partió también de las personas que no nos eran próximas, acabando por fortalecer y dar importancia a la lucha por la manutención de este espacio vital para el anarquismo en Portugal. ALB Noticias- En los últimos años se ha vivido una perdida de influencia del PCP (Partido Comunista de Portugal) y un avance del BE (Bloco de Esquerdas), en principio más permeable a los movimientos sociales, ¿cómo pensais que ha influido esto en los movimientos sociales y en el libertario en concreto? CCL- Es cierto que la influencia del Partido Comunista Portugués ha sido mucho más fuerte de lo que es hoy en día. Sin embargo, hay un legado histórico de la lucha comunista muy arraigada en las estructuras sindicales portuguesas así como en la lucha estudiantil. El Partido Comunista controla la mayoría de los sindicatos y ahora su fuerza radica básicamente a ese nivel, tratando de mediar y controlar así las demandas de los trabajadores por una vía institucional para proteger el sistema democrático en el que están perfectamente integrados. A nivel de lucha estudiantil, apoyan a diversos miembros de asociaciones de estudiantes con el fin de ganar influencia en este entorno. Sin embargo, la juventud muestra cada vez más un completo desinterés por las Juventudes Comunistas, por varias razones. Una de ellas tiene que ver con las estructuras tradicionales que aún conservan. Otros tienen que ver con un desinterés general por la propia política. En cuanto al Bloque de Izquierda (BE), el hecho es que se une y es la fuente de los nuevos movimientos sociales. Se constituyó de diversas fuerzas y tendencias de la izquierda, algunos de la izquierda radical. En un principio se hizo más atractiva para los jóvenes o antiguos militantes del Partido Comunista debido a la imagen que difunden de una izquierda moderna y que se debate de forma más actual con los problemas del capitalismo, la inmigración, los trabajadores, etc. El Bloque de Izquierda comenzó siendo un partido que haría solamente de oposición democrática, para más recientemente tener candidatos a la presidencia de la República! En cualquier caso, se ha convertido en una izquierda construida por los medios de comunicación social y que muchas veces usa este medio para difundir su imagen. Si, por una parte, reivindica como suyas ciertas luchas a través de los medios de comunicación social, por otro constipe y utiliza movimientos civiles satélites para difundir el partido y ganar más votos. Los anarquistas, ahora como antes, siempre se han distanciado de cualquier partido o tendencia de izquierda, ya sea del Partido Comunista o el Bloque de Izquierda y su movimientos sociales satélite, pero no sucede lo mismo con individuos y colectivos que no tienen una ideología definida, que aceptan llevar a cabo proyectos con algunos de estos movimientos civiles que sabemos que serán controlados por la izquierda. Desde este punto de vista, hay una cierta influencia de estos movimientos sociales que impiden una lucha verdaderamente fuera de las instituciones políticas. ALB Noticias- ¿La crisis inmobiliaria ha llegado a Portugal? CCL- No somos expertos en economía, pero eso es lo que hemos escuchado. Y nos parece evidente que el sector inmobiliario y de la construcción - o más bien la destrucción de zonas populares y espacios naturales – sobrepasó con mucho los límites de lo razonable, construyendo casas que nadie va a comprar o habitar. Leemos en alguna parte que en Portugal hay cerca de 40 millones de viviendas para una población de alrededor de 10 millones de habitantes, siendo notorio que existen numerosas casas abandonadas y vacías, sin que los precios tiendan a disminuir. La especulación sigue siendo un negocio muy lucrativo y la situación en la que se encuentra el CCL es un buen ejemplo. ALB Noticias- ¿Creéis que podéis aprovechar la crisis para poder resistir en vuestro o espacio, o abrir otro nuevo? CCL- No creemos que la crisis nos ayude a abrir otro local. La verdad es que mientras las casas permanecen por años con anuncios de venta, los precios insisten en no bajar. Y lo mismo pasa con el alquiler, y debido a la crisis del crédito, hay cada vez más gente que alquila en vez de comprar. En cualquier caso, los precios deberían bajar drásticamente para que fueran accesibles a nuestras posibilidades. Respecto a las posibilidades de resistencia, eso depende mucho más de nuestra fuerza que de la crisis inmobiliaria. Y estamos más acostumbrados a contar con nosotros mismos que con factores externos. ALB Noticias- Desde hace un par de años se organiza la Feria del Libro en Lisboa, ¿participais?,¿cómo ha sido la acogida de estas dos primeras ediciones? CCL- La Feria del Libro surgió de la necesidad de suplir una falta que existía desde hacía algunos años. Hace años había existido ferias o espacios para el intercambio de libros o publicaciones anarquistas, pero desde hacía algún tiempo que no había un espacio llamado Feria del Libro Anarquista. Así, el CCL en 2008 lanzó un llamamiento para constituir un grupo de gente interesada en la organización de una feria del libro. Varias personas asistieron a la primera asamblea. Se fueron dando forma en diversas reuniones que se llevaron a cabo, y que culminó en la primera Feria del Libro organizada por un grupo de personas de la zona de Lisboa. La segunda feria ya tenía una base más definida lo que facilitó un poco la propia definición de lo que era nuestra intención. A modo de anuncio, podemos decir que la tercera ya se está prevista para los días 21, 22 y 23 de mayo (este fin de semana). Creemos muy importante que este espacio sigua existiendo donde varias personas de los más variados lugares, puedan reunirse todos los años e intercambiar opiniones, experiencias y material publicado en varios idiomas, por ello nos proponemos seguir adelante con este proyecto. Podemos decir que las primeras ferias fueron un éxito, con espacio para los debates, pases de películas, talleres, exposiciones, música, sesiones de poesía e incluso cantos libertarios improvisados (al finalizar la feria del 2009, con una atmósfera indescriptible de celebración, con todo el mundo cantando al unísono en varios idiomas diferentes canciones libertarias y rebeldes). Varias personas vinieron de varios lugares, como España, Francia, Inglaterra, Holanda, etc. Para participar de una manera u otra en la feria. Esperamos que el tercera edición traiga a más personas y desde aquí aprovechamos para invitar a todos/as los/as que quieran venir. ALB Noticias- ¿Cómo está la situación económica allí? CCL- Hablar de la situación económica en un contexto en el que somos bombardeados por los medios de comunicación sobre una supuesta crisis en las que estamos todos inmersos es algo complejo. En primer lugar podemos decir que la misma crisis, que se intenta hacer pasar por nuestra, es una crisis de la insostenibilidad del capitalismo. Es algo que se fundamenta en bases muy endebles y que todo el tiempo se ve reforzado por mecanismos de violencia y opresión. Así es como el capitalismo se ha mantenido hasta la actualidad y la tendencia será hacia el fortalecimiento de esos mecanismos de control social para tratar de mantener de pie y no hundirse bajo el peso de las necesidades básicas de cada uno de nosotros. Es por eso que intentan ponernos un velo que esconda el hecho de las maquinaciones que preparan para mantener sólido y estable el imperio del capitalismo financiero global. El caso de Portugal es sólo uno entre muchos. Lo que podemos decir es que la brecha entre quienes tienen mucho y los que no tienen nada, va en aumento. El Estado social se derrumba y las reformas un día conquistadas favor de esa idea social se han desbaratado a partir de una supuesta “necesidad” liberal de desahogar al estado, vendiendo el patrimonio, supuestamente de todos, a manos privadas que así consiguen lucrarse de ello. Huelga decir que aquellos que se benefician son una estricta minoría, que determinan la vida de cada uno de sus asalariados, que son la gran mayoría. Como anarquistas no revisamos esta idea de "bienestar" porque nuestro proyecto es distinto. Esas denominaciones sirven nada más que como propaganda de la ideología capitalista divulgadas a través de los medios de comunicación de masas y que intentan programar nuestro discurso a partir de sus ideas. Un ejemplo de ello es que desde el momento en que se empezó a hablar de crisis económica, toda la población tiene asimilado ese mismo discurso y todos “pasamos a estar en crisis”. La verdad es que esa crisis “de tod@s nosotr@s” se refleja de hecho en la necesidad del capitalismo de reformarse para mantener su estabilidad. Por esta razón, muchas personas perdieron sus puestos de trabajo, especialmente en el sector secundario, debido a la necesidad de trasladar los medios de producción a otros países donde los beneficios de la producción puedan ser mucho mayores. Otros trabajan precariamente debido al miedo que se pretende inculcar de la inminencia de la pérdida de trabajo. Nuestra idea pasa por una deconstrucción tanto de esa propaganda de masas como de las estructuras que permiten ese tipo de esclavismo moderno. En ese sentido, estando el capitalismo en crisis o no, hemos de empujar con todos los medios a nuestro alcance, para que caiga. Sólo de sus ruinas podemos imaginar algo nuevo. ALB Noticias- Agradecer a lxs compas que nos han atendído, y recordar a la gente que quiera saber más sobre lo que sucede por aquel lado de la península, que recomedamos visitar, puede encontra más información en: Blog del CCL http://culturalibertaria.blogspot.com Información general sobre el movimiento libertario portugés http://redelibertaria.blogspot.com Espacio Libertario de Lisboa http://www.terradninguem.blogspot.com Colectivo libertario de Aljustes, Alentejo http://www.goncalvescorreia.blogspot.com Espacio cultural sin fronteras, Oporto http://www.casa-viva.blogspot.com Colectivo para la Ecología Social http://terraviva.weblog.com.pt http://hipatia.pegada.net/index.php">Colectivo Hipátia, Oporto http://hipatia.pegada.net/index.php Blog de la Feira do Livro Anarquista de Lisboa http://feiradolivroanarquista.blogspot.com Contra o Capital http://contraocapital.blogspot.com Indymedia portugal http://pt.indymedia.org Notas: [1] Manifestación del 25 de Abril Antiautoritario de 2007 que sufrió una dura respuesta por parte de la policía, y que mantiene a 11 personas con un proceso judicial abierto. Más información sobre el caso: aquí [2] Desgraciadamente, el video pierde el audio a la mitad. blog ALasBarricadas: http://www.alasbarricadas.org/noticias/?q=node/14115