sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Dados da conta bancária do C.C.L. para donativos :

Bank account details for donations:


Titular/ Owner:

CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA


Para transferências em Portugal / For transfers inside Portugal:

NIB: 003501790000215493029


Para transferências do estrangeiro / For foreign transfers:

IBAN: PT50003501790000215493029

BIC: CGDIPTPL

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Jantar de solidariedade com o Centro de Cultura Libertária e com companheirxs envolvidos no processo do 25 de Abril.

Sábado, 14 de Novembro, 19h30

no Centro de Cultura Libertária


Contribuição livre

Aparece e divulga!!


mais info sobre o processo 25 de Abril 2007:

http://cravadonocarmo.wordpress.com/

http://redelibertaria.blogspot.com/2009/10/25-de-abril-de-2007_6183.html


domingo, 8 de Novembro de 2009

Querem despejar o CCL!!!


O Centro de Cultura Libertária, espaço anarquista existente há 35 anos, está a ser ameaçado de despejo por parte do proprietário.

O CCL é um ateneu cultural anarquista fundado em 1974 por velhos militantes libertários que resistiram à ditadura, ocupando desde então o espaço arrendado no número 121 da Rua Cândido dos Reis, em Cacilhas. Tem sido um espaço fundamental para o anarquismo em Portugal acolhendo sucessivas gerações de libertários. O Centro possui uma biblioteca e um arquivo únicos em Portugal, com material anarquista editado ao longo dos últimos cem anos, assim como uma distribuidora de cultura libertária. Durante a sua existência, o Centro acolheu várias actividades, tais como debates, passagens de vídeo ou diversos ateliers. Diferentes publicações aqui se editaram, como a Voz Anarquista nos anos 70, a Antítese nos anos 80, o Boletim de Informações Anarquista nos anos 90 e o Húmus, mais recentemente.

Em Janeiro de 2009, foi instaurada por parte do proprietário do edifício uma acção de despejo contra o Centro. Esta acção foi contestada por vias legais, o que deu lugar a um julgamento que decorreu entre Setembro e Outubro. No dia 2 de Novembro, foi emitida a sentença que resultou na resolução do contrato de arrendamento, tendo sido dados 20 dias ao Centro para abandonar as suas instalações.

O Centro vai recorrer desta decisão. Nesta nova fase é preciso suportar custos que dizem respeito ao recurso e aos honorários do advogado. Até à data ainda não sabemos exactamente a quantia necessária mas, pelo que averiguámos, será necessário reunir umas largas centenas de euros.

O contexto que deu origem a este caso não diz respeito apenas ao Centro de Cultura Libertária, mas a todos aqueles que se vêm a braços com a falta de escrúpulos dos senhorios e restantes especuladores imobiliários. É importante relembrar que, ainda que este processo tenha sido iniciado sob alegações do ruído excessivo produzido pelos frequentadores do Centro, estão em causa outros interesses, nomeadamente o do senhorio em rentabilizar o espaço, alugando-o por um preço bastante mais elevado do que o praticado agora.

O desaparecimento deste Centro significaria a perda de um importante espaço de reflexão, debate, luta e resistência.

À semelhança dos/as companheiros/as que lutaram para que este espaço existisse, resistiremos uma vez mais, e NÃO perderemos o CCL nem às mãos dos tribunais, nem da especulação imobiliária nem por nada.

Continuaremos a lutar para que este espaço continue!

Toda a solidariedade e apoio que possam dar força à resistência do CCL é da máxima importância e urgência.

Saúde e Anarquia!!!

Centro de Cultura Libertária
07.11.09

Contactos:

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

Correio:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog: http://culturalibertaria.blogspot.com

Quieren desalojar el CCL – Centro de Cultura Libertária

El Centro de Cultura Libertaria es un espacio anarquista que existe desde hace 35 años, y está amenazado de desalojo por parte del propietario.

El CCL es un ateneo cultural anarquista fundado en 1974 por viejos militantes libertarios que resistieron a la dictadura de Salazar, ocupando desde allí el espacio arrendado en el numero 121 de la calle Cândido dos Reis en Cacilhas (Almada-Portugal). Es este un espacio fundamental para el anarquismo en Portugal, recibiendo varias generaciones de libertarios. El Centro tiene una biblioteca y un archivo únicos en Portugal, con material anarquista editado en el curso de los últimos cien años, y también una distribuidora de cultura libertaria. En el decorrer de su existencia, el Centro acogió varias actividades, como por ejemplo debates, pasaje de películas ó los más variados talleres. Diversas publicaciones fueron aquí editadas, tales como “A Voz Anarquista” en los 70’, la “Antítese” en los 80’, el “Boletim de Informações anarquistas” en los noventa, y el “Húmus” al día de hoy.

En Enero del 2009, fue instaurada por parte del propietario de bloque, una acción de despeje contra el Centro. Esta acción fue contestada por vías legales, lo que resultó en un juicio que tuvo lugar entre Setiembre y Octubre. En el pasado 2 de noviembre, fue emitida la sentencia que resultó en el termino del contrato de hipoteca, tiendo sido dado como plazo, 20 días al Centro para abandonar sus instalaciones.

El CCL va a contestar esta decisión. En esta nueva fase es necesario soportar costos con respecto al recurso y honorarios del abogado. Hasta la fecha no se sabe la cantidad necesaria pero, por lo que supimos, será necesario reunir unas largas centenas de euros.

El origen de este caso no es exclusivo de Centro de Cultura Libertaria, sino de todos/as aquellos/as que están liados con la falta de escrúpulos de los arrendatarios y restantes especuladores inmobiliarios. Importante es recordar que, aún que el proceso fue iniciado alegando un ruido excesivo por parte de los frecuentadores del Centro, hay otros intereses en juego, como por ejemplo el del arrendatario en lucrar con el espacio, alquilándolo con una renta bastante mas elevada que la actual.

El desaparecimiento de este Centro significaría la pierda de un importante espacio de reflexión, debate, lucha y resistencia.

A semblanza de los/as compañeros/as que lucharon para que este espacio existiera, resistiremos una vez más, y NO perderemos el CCL, ni a las manos de los tribunales, ni a las de la especulación, ni por nada.

Seguiremos luchando para que este espacio siga existiendo.

Toda la solidaridad y apoyo que refuercen la resistencia del CCL son de máxima importancia y urgencia.


Contactos:

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

Correo:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog:
http://culturalibertaria.blogspot.com

CCL-Centro de Cultura Libertária- An anarchist centre in Portugal under eviction threat.

CCL is an anarchist centre that exists in Cacilhas, Portugal, since 1974. It was started by old anarchists that fought against dictatorship and since then it stands in the same place. Along the years it has been an important place for anarchism in Portugal and it has been the house of several generations of anarchist. It has an unique library and archive in Portugal, with anarchist books that were edited in the last hundred years as well as its own distro.

During these 35 years of existence it has been the place of several activities such as discussions, video screenings and workshops. Voz Anarquista in the 70’s, Antítese in the 80’s, Boletim de Informação Anarquista in the 90’s and, more recently, Húmus are examples of zines and newspapers published and edited here.

In January of 2009, an eviction threat was made against CCL by the owner of the building in which it stands. Due to that, there was a court case between September and October. In the 2nd of November the sentence came out: CCL has until the 22nd of November to empty the place.
An appeal in the court will be made now. In this period there are costs, like paying the lawyer and the appeal. We still don’t know the exact amount of money that will be needed but for sure some hundreds of euros.

What is happening here concerns all those who struggle against realty speculation and the greedy propriety owners behind it.

The pretext from the accusation was the excessive noise during night time. The real interest for the owner is to gain a higher profit from the rent of the house. CCL has a lifetime contract that prevents major changes in the rent price.

The end of this centre means a big loss in all possible ways: it’s an important place for reflexion, debate, struggle and resistance.

As others fought in the past for the existence of this place, we fight back again saying NO to losing it by the hands of courts, profitmakers or any other reason.

We will continue our struggle!

All support and solidarity that can make our resistance stronger is urgent and necessary, therefore welcome!

Centro de Cultura Libertária
07.11.09

Contacts:

E-mail: ateneu2000@yahoo.com

Mail:
Apartado 40
2800-801 Almada – Portugal

Blog:
http://culturalibertaria.blogspot.com

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Dia 31 de Outubro pelas 16h30m (Sábado) no Centro de Cultura Libertária


Sessão de informação sobre as lutas anarquistas contra os Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, Canadá

Como resposta ao apelo internacional para a Acção Directa e Solidariedade, em 29 e 30 de Outubro, contra os Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 no Canadá, o Centro de Cultura Libertária irá organizar uma sessão de informação sobre tema. Essa informação terá por base os vários textos e vídeos disponíveis sobre esta questão, tendo um maior enfoque sobre as temáticas da gentrificação, nacionalismo, colonialização, destruição ambiental ou criminalização da pobreza, todas elas questões levantadas pela realização das Olimpíadas de Vancouver. Esperamos que esta sessão possa motivar um debate sobre os temas nela postos em causa. Contamos com a vossa prensença.

Mais informação:

http://victoriatorch.wordpress.com

http://no2010.com/

http://contrelesolympiquesde2010.anarkhia.org/

http://www.olympicresistance.net

Video (inglês): http://vimeo.com/4869353

quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Dia 17 de Outubro (sábado) - 16h30 - Filme: What a way to go; Life at the end of the empire


Sinopse

"Uma análise e crítica aprofundada sobre os diversos problemas ambientais e sociais que afectam a nossa civilização através dos olhos de um comum cidadão norte-americano. Com entrevistas a Derrick Jensen, Jerry Mander, Daniel Quinn, Richard Heinberg, e muitos outros, que analisam várias questões que vão desde o aumento da densidade populacional, o pico da extração de petróleo, a extinção de várias espécies animais e vegetais, e outros assuntos que dizem respeito a todos nós e à forma como estamos a destruir a nosso planeta."


Realização: Tim Bennett
Duração: 122 minutos
Linguagem: Inglês


http://www.whatawaytogomovie.com/
http://www.youtube.com/watch?v=rDJ6Nrj6y_Y

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

19 Setembro(sábado) -16h30- Conversa sobre lutas anarquistas contra as leis de imigração na Bélgica



Sábado, 19 de Setembro - 16h30
no Centro de Cultura Libertária



Conversa sobre as lutas anarquistas contra as leis de imigração na Bélgica: experiências do passado, críticas e novas perspectivas de futuro.

.
Com a presença de uma companheira da Bélgica.

.
Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

terça-feira, 14 de Julho de 2009

18 de Julho (sábado) - 16h30 - Debate: Autoridade & Autonomia / 20h30 - Jantar Vegetariano


Dia 18 de Julho (Sábado)
no Centro de Cultura Libertária

16h30 - Debate: Autoridade & Autonomia

Vivemos numa sociedade autoritária, fragmentada em nichos de saber em que vemos surgir novos tipos de autoritarismo. A supra-autoridade estatal manipula esses nichos e reprime qualquer campo de resistência autónoma através das suas forças de repressão. Dá-se assim um combate intemporal entre autoridade e autonomia, entre o que nos é imposto e a forma como nos regemos. Mas o que significa mesmo o conceito de Autoridade? E até que ponto e de que forma se contradiz com o de Autonomia? Não será a sociedade hiper-tecnológica uma especialização desse conceito e uma completa restrição à nossa própria autonomia natural? Até que ponto queremos continuar a viver nesta sociedade tecnológica em que tendemos a ser meras peças da megamáquina capitalista? Ou queremos nós avançar para novas formas de autonomia abolindo por completo um ideal de desenvolvimento que reproduz e fortalece o autoritarismo? Neste debate pretende-se fazer uma genealogia destes dois conceitos e a partir deles chegar ao cerne da questão. Até que ponto queremos ser livres?


20h30 - Jantar Vegetariano
(contribuição livre)


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

4 de Julho (sábado) - 16h30 - Filme "Themroc"



Sábado, 4 de Julho - 16h30
no Centro de Cultura Libertária




Themroc

Filme de Claude Faraldo, produzido em 1972 em França. Retrata a revolta de um trabalhador contra o quotidiano de miséria a que se encontra submetido. O seu despertar leva-o à procura do fruir dos instintos mais primitivos reprimidos pela domesticação da sociedade industrial, e ao repelir das instituições causadoras dessa repressão. Sem linguagem conceptual durante todo o filme, uma obra prima de crítica à civilização.

Aparece e divulga!!!


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 23 de Junho de 2009

27 de Junho (sábado) - Filme "Urânio - é um país?" e Jantar Vegetariano



Sábado, 27 de Junho
no Centro de Cultura Libertária

16h30 - Filme

Urânio - é um país?
Procurando as origens da Energia Nuclear

De onde vem a tua electricidade? Este documentário procura as origens da energia nuclear e aponta para a Austrália. Aí a mina de Urânio Olympic Dam é gerida pela multinacional BHP Billiton. Consome grandes quantidades de água, um recurso sem preço. Um residente indígena fala do impacto que a mina tem no ambiente em que vive.Entretanto, a 1300 km de distância, em Melbourne, dão-se protestos na sede da BHP - os activistas pretendem que o negócio sujo termine. A extracção de urânio é bastante lucrativa e a sua procura está a aumentar. O porta-voz da Associação de Urânio da Austrália fala de um futuro radioso. Argumenta que a Austrália tem potencial para mais 15 a 20 minas de urânio. Do outro lado do mundo, a energia nuclear é sujeita a debate. Em França, Bruno Chareyron procura radioactividade em sítios nucleares e no transporte de urânio. Na Alemanha, Claudia Kemfert do Instituto Alemão de Pesquisa Económica explica porque a energia nuclear se transforma em rios de dinheiro. Michael Müller, secretário governamental do ministério do ambiente adere à ideia de uma anulação gradual da energia nuclear. Aponta que a energia nuclear não está apropriada para parar as mudanças climáticas.


53 minutos
2008 Alemanha/ França / Austrália
Realizado por: Stephanie Auth, Isabel Huber e Kerstin Schnatz
Línguas: Alemão e Inglês
Legendas em Inglês
http://nukingtheclimate.com/

20h30 - Jantar Vegetariano
Contribuição livre

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 16 de Junho de 2009

20 de Junho (sábado) - 16h30 - Apresentação da revista Húmus #5

Apresentação da revista Húmus #5

20 de Junho - Sábado - 16h30
no Centro de Cultura Libertária
(Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada)


Revista Anarquista Húmus nº5

Publicação do Centro de Cultura Libertária

Download em PDF:

Capa:
http://humus.webs.com/PDF/capa_humus_5.pdf

Corpo da revista:
http://humus.webs.com/PDF/humus_5.pdf


*************************************
Editorial

Este Húmus acusa o tempo que passou desde o último número. Tem mais páginas e mais textos, alguns dos quais hão-de parecer ao leitor algo desactualizados, mas, devido ao seu interesse, não deixámos de os incluir nesta edição. Outros reflectem o passado imediato.

Desde o último Húmus, a COSA celebrou novo aniversário (e desejamos-lhe que continue por muitos e bons anos), vimos surgir uma Plataforma Abstencionista, em luta contra um sistema político hipócrita e desprovido de conteúdo, que se tenta renovar através do circo das eleições (e serão três este ano!).

O novo ano assistiu à criação de novos colectivos anarquistas. Vimos surgir a Alternativa Libertária, em Lisboa e no Porto, o Colectivo Anarquista Hipátia do Porto, assim como o Núcleo de Estudantes Anarquistas na Amadora.

A polícia teve novas oportunidades para demonstrar que não é “justa e leal” e não falhou em dar-lhes uso. Assim, um rapaz da Amadora foi assassinado com um tiro à queima-roupa, no fundo, por não viver no bairro certo e pertencer à classe social errada. Mas as pessoas do bairro reagiram – e de que forma! O crime, segunda face da exclusão e a degradação humana que o acompanha surgiram em força, tendo como resposta por parte de uma classe política necessariamente impotente ante a catástrofe social que lavra debaixo dos seus pés operações mediáticas de Estado policial, com bairros chamados “de risco” fechados pela polícia, sobrevoados por helicóptero para as objectivas filmarem, os seus habitantes molestados e as portas das suas casas arrombadas com violência Seguiu-se uma barreira de mentiras mediáticas obra de um jornalismo ignorante e de manifesta má-fé, para a qual até o anarquismo se viu arrastado.

Na mesma onda de repressão policial, vimos companheiros e amigos nossos a serem agredidos com bastante violência durante uma concentração pacífica em Almada, que pretendia apenas que se respeitasse uma zona pedonal onde já assistimos, inclusive, a atropelamentos.

A repressão principia nas licenças tornadas pretensamente necessárias para qualquer um se manifestar na rua, nas bastonadas aplicadas nas cabeças de quem, ousadia extrema, ainda se atreve a protestar e culmina nas execuções sumárias às mãos da polícia. Não é por acaso que Kuku morre um mês depois de Alexis, não é por acaso que a polícia se finge alarmar com o aumento de actividades dos “extremistas”, num país onde, todos sabemos, pouca contestação radical existe. Não é por acaso que vivemos há muito tempo sob permanente paranóia securitária, bombardeados constantemente com notícias sobre “criminalidade violenta”, e com “opiniões” vomitadas em catadupa por “fazedores de opinião” que pedem mais polícia, mais violenta, melhor armada e mais impune. Os ricos e poderosos assustam-se, e tentam colocar do seu lado a grande maioria da população. Contra os marginais e marginalizados, contra os que se atrevem a violar o sacrossanto princípio da propriedade privada e a afrontar o seu garante, o Estado.

A realidade actual e as suas falsas alternativas não nos agradam. Queremos o fim de tudo isto. A solução não está em reformar ou “moralizar” o capitalismo, mas sim em destruí-lo. Nada há que esperar do Estado, braço armado dos poderosos. Não queremos atenuar a nossa exploração ou tornar mais suportável a opressão... Das chamas da Grécia vieram palavras de alento e inspiração... Nós somos uma imagem do futuro.... A luta que faz falta é contra toda a exploração e contra toda a opressão, contra qualquer governo ou autoridade, a luta que faz falta é anarquista.

terça-feira, 9 de Junho de 2009

13 de Junho (sábado) - 16h30 - Visionamento do filme "Lucio"

Sábado, 13 de Junho – 16h30
No Centro de Cultura Libertária


Lucio
de Aitor Arregi e Jose Mari Goenaga,
Espanha, 2007
Duração: 93 min
Língua: castelhano

Documentário sobre a vida do lutador antifranquista, anarquista, contrabandista, falsificador, assaltante e pedreiro Lucio Urtubia.


*************************************
Lucio nasceu em Cascante, em Navarra no Estado espanhol, em 1931 e desde 1954 vive em Paris, activo, mantendo um centro chamado Louise Michel, onde se levam a cabo actividades culturais e solidárias.

Perito em falsificar documentos e imprimir propaganda anarquista, Lucio Urtubia foi alvo de mandatos de captura emitidos por tribunais internacionais, e inclusive pela CIA, em cinco ocasiões. A imprensa rotulava-o como o "bom bandido" ou o "Zorro Basco". Um dos episódios recriados no filme, que também inclui entrevistas e imagens da época, conta o maior golpe de Lucio, que teve lugar na década de 70. Ele conseguiu burlar o principal banco dos Estados Unidos, o First National Bank (hoje Citibank), falsificando cheques de viagem no valor de cerca de 20 milhões de Euros, causando assim uma das piores crises do banco e conseguindo financiar movimentos revolucionários por todo o mundo.

No filme ainda se recorda a colaboração de Lucio com Quico Sabaté, um dos máximos expoentes da guerrilha urbana contra Franco na Catalunha; com Eldridge Cleaver, dos Panteras Negras, e com vários grupos revolucionários da época. Também se traz à memória os encontros que manteve com André Breton, Albert Camus e Ernesto Che Guevara.

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas - Almada

9 de Junho - 20 horas

Conversa sobre Grupos de afinidade, lutas intermédias e insurreição.

no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido do Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas - Almada

quarta-feira, 27 de Maio de 2009

30 de Maio – 16h – ANARCO-SINDICALISMO EM DEBATE com a presença de companheiros da CNT-AIT

ANARCO-SINDICALISMO EM DEBATE
Com a presença de companheiros da CNT-AIT de Jaén (Andaluzia)


30 de Maio, às 16h
no Centro de Cultura Libertária

Organizado por:
Associação Internacional d@s Trabalhador@s - Secção Portuguesa
Partilha de experiências de membros da secção sindical da CNT (secção da AIT em Espanha) na fábrica de computadores Séneca de Jaén, cujos trabalhadores permanecem em greve há quase três meses em reivindicação de pagamentos em atraso e outros direitos.

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Feira do Livro Anarquista - 22, 23 e 24 de Maio - Lisboa


Feira do Livro Anarquista

22, 23 e 24 de Maio de 09

Rua Luz Soriano 67A
Bairro Alto
Lisboa


O que queremos da feira

Queremos ir para além da informação e da opinião. Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.

Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.

Para mais informação:
feiradolivroanarquista@gmail.com

domingo, 17 de Maio de 2009

Revista Anarquista Húmus nº5



Já saiu a publicação do Centro de Cultura Libertária!

Download em PDF:

Capa:

Corpo da revista:

Editorial

Este Húmus acusa o tempo que passou desde o último número. Tem mais páginas e mais textos, alguns dos quais hão-de parecer ao leitor algo desactualizados, mas, devido ao seu interesse, não deixámos de os incluir nesta edição. Outros reflectem o passado imediato.

Desde o último Húmus, a COSA celebrou novo aniversário (e desejamos-lhe que continue por muitos e bons anos), vimos surgir uma Plataforma Abstencionista, em luta contra um sistema político hipócrita e desprovido de conteúdo, que se tenta renovar através do circo das eleições (e serão três este ano!).

O novo ano assistiu à criação de novos colectivos anarquistas. Vimos surgir a Alternativa Libertária, em Lisboa e no Porto, o Colectivo Anarquista Hipátia do Porto, assim como o Núcleo de Estudantes Anarquistas na Amadora.

A polícia teve novas oportunidades para demonstrar que não é “justa e leal” e não falhou em dar-lhes uso. Assim, um rapaz da Amadora foi assassinado com um tiro à queima-roupa, no fundo, por não viver no bairro certo e pertencer à classe social errada. Mas as pessoas do bairro reagiram – e de que forma! O crime, segunda face da exclusão e a degradação humana que o acompanha surgiram em força, tendo como resposta por parte de uma classe política necessariamente impotente ante a catástrofe social que lavra debaixo dos seus pés operações mediáticas de Estado policial, com bairros chamados “de risco” fechados pela polícia, sobrevoados por helicóptero para as objectivas filmarem, os seus habitantes molestados e as portas das suas casas arrombadas com violência Seguiu-se uma barreira de mentiras mediáticas obra de um jornalismo ignorante e de manifesta má-fé, para a qual até o anarquismo se viu arrastado.

Na mesma onda de repressão policial, vimos companheiros e amigos nossos a serem agredidos com bastante violência durante uma concentração pacífica em Almada, que pretendia apenas que se respeitasse uma zona pedonal onde já assistimos, inclusive, a atropelamentos.

A repressão principia nas licenças tornadas pretensamente necessárias para qualquer um se manifestar na rua, nas bastonadas aplicadas nas cabeças de quem, ousadia extrema, ainda se atreve a protestar e culmina nas execuções sumárias às mãos da polícia. Não é por acaso que Kuku morre um mês depois de Alexis, não é por acaso que a polícia se finge alarmar com o aumento de actividades dos “extremistas”, num país onde, todos sabemos, pouca contestação radical existe. Não é por acaso que vivemos há muito tempo sob permanente paranóia securitária, bombardeados constantemente com notícias sobre “criminalidade violenta”, e com “opiniões” vomitadas em catadupa por “fazedores de opinião” que pedem mais polícia, mais violenta, melhor armada e mais impune. Os ricos e poderosos assustam-se, e tentam colocar do seu lado a grande maioria da população. Contra os marginais e marginalizados, contra os que se atrevem a violar o sacrossanto princípio da propriedade privada e a afrontar o seu garante, o Estado.

A realidade actual e as suas falsas alternativas não nos agradam. Queremos o fim de tudo isto. A solução não está em reformar ou “moralizar” o capitalismo, mas sim em destruí-lo. Nada há que esperar do Estado, braço armado dos poderosos. Não queremos atenuar a nossa exploração ou tornar mais suportável a opressão... Das chamas da Grécia vieram palavras de alento e inspiração... Nós somos uma imagem do futuro.... A luta que faz falta é contra toda a exploração e contra toda a opressão, contra qualquer governo ou autoridade, a luta que faz falta é anarquista.

terça-feira, 12 de Maio de 2009

16 de Maio (sábado) - 16h - Debate sobre Cooperativismo



Dia 16 de Maio
no Centro de Cultura Libertária

16h - Debate sobre Cooperativismo


Nos tempos que correm, e em que somos bombardeados com a "crise", que mais não é do que uma crise do sistema económico em que nos forçam a viver no pauperismo, é necessário encontrar novos moldes de organização social e económica.
Novos moldes económicos, ou mesmo até experiências postas em prática noutros tempos, podem ser benéficas para fazer face à actual situação em que vivemos.

Pretende-se com este debate fazer uma análise da construção de pequenas experiências cooperativas, isto para prover pessoas necessitadas de bens de consumo que são comprados a custos elevados no actual quadro de organização comercial.

Um outro aspecto fundamental onde este debate incidirá, será a alternativa cooperativa ao desemprego que atinge várias camadas populacionais.
Pretende-se com este debate dar o exemplo de apoio–mútuo, conseguido tanto pela organização das pessoas para conseguirem uma ocupação de tipo profissional que ajude na sustentabilidade económica, como nos apoios às populações carenciadas de produtos a baixo custo.

Este modelo necessitará da cooperação económica dos envolvidos, através de quotas dos cooperantes que organizam a cooperativa (pequenas lojas de consumo), bem como dos que a ela recorrerem.

Estas serão as bases essenciais de um modelo de organização de auxílio mútuo necessária nos dias que correm.



Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

terça-feira, 5 de Maio de 2009

9 de Maio (sábado) - 20h30 - Jantar benefit para a Feira do Livro Anarquista


Dia 9 de Maio
no Centro de Cultura Libertária

20h30 - Jantar benefit para a Feira do Livro Anarquista

A feira do livro anarquista está aí à porta. Será já nos dias 22, 23 e 24 de Maio. Muito há ainda a fazer e contamos com todos vós para ajudarem na sua realização.

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

******************************
Queremos ir para além da informação e da opinião. Partindo de diferentes projectos, pretendemos criar um espaço de discussão, reflexão, encontro e confronto de ideias anarquistas, onde cada um destes projectos se possa desenvolver.
Numa tentativa de encontrar e conhecer outros indivíduos e descobrir potenciais cúmplices no que cada um de nós deseja, continuamos (e continuaremos) a dar importância à palavra escrita enquanto ferramenta de comunicação e ataque.

Convidamos quem desejar contribuir neste sentido a participar.

Feira do Livro Anarquista
22, 23 e 24 de Maio de 09
Rua Luz Soriano, 67
Bairro Alto
Lisboa
http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de Abril de 2009

2 de Maio (sábado) - 16h - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério / 20h30 - Jantar vegetariano



Dia 2 de Maio
no Centro de Cultura Libertária

16 horas - Apresentação da Plataforma de Objecção ao Biotério

A Plataforma de Objecção ao Biotério é um movimento cívico criado por um grupo de pessoas, na sua maioria ligadas às ciências da vida (Biólogos, Veterinários, Psicólogos) que se juntaram com o objectivo de combater o projecto de construção do Biotério da Fundação Champalimaud.

Como é do conhecimento público, a Fundação Champalimaud pretende construir um biotério com 25 mil gaiolas para produzir animais para experimentação animal, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e a Universidade de Lisboa e em terrenos cedidos pelo município da Azambuja. Enquanto cidadãos responsáveis e informados, somos contra a experimentação animal por motivos éticos e científicos e legais.

Assim e por este biotério ser o maior de Portugal, dos maiores da Europa, ter fins comerciais, envolver dinheiros públicos e ter por objectivo exportar animais para vários cantos do mundo, inclusive países onde não existe qualquer legislação de protecção aos animais, decidimos opor-nos com todas as nossas forças à construção deste revoltante projecto.

Para saber mais sobre a Plataforma, visita o site: http://www.pob.pt.vu/

20h30 - Jantar vegetariano
(contribuição livre)

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

25 de Abril (sábado) - 16h - Workshop de Instalações Eléctricas


25 de Abril, 16h, no Centro de Cultura Libertária


Assuntos/Práticas:

- Circuitos de tomadas

- Circuitos de iluminação

- Comutações (simples, escada e lustre)

- Segurança

Aparece!

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

18 de Abril (Sábado): Conversa em torno da revolta na Grécia e jantar vegetariano


Sábado, dia 18 de Abril

no Centro de Cultura Libertária


16h - Conversa em torno da revolta na Grécia

20h - Jantar vegetariano



Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

segunda-feira, 23 de Março de 2009

28 Março (Sábado): Sessão sobre transgénicos e jantar vegetariano de solidariedade


Sábado, 28 de Março

- 15h - Sessão informativa sobre os transgénicos

Promovida pelo GAIA - Grupo de Acção e Intervenção Ambiental e pelo Centro de Cultura Libertária


Afinal:
-o que são transgénicos?
-ficarei doente se comer alimentos transgénicos?
-quais os impactos da introdução de transgénicos no ambiente e agricultura?
-o que significa comprar sementes geneticamente modificadas?

Durante a sessão haverá tempo para reflectir e debater sobre o tema e todas as dúvidas que se geram à sua volta, de uma forma interactiva e dinâmica. A sessão também contará com a visualização do filme TransXgènia.

Sobre o filme: "TranXgènia: a história do verme e o milho" - 37 min

Um documentário elaborado pela Plataforma Transgènics Fora! da Catalunya, onde é apresentado como os transgénicos, sem fazer muito barulho, estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, desde o campo do produtor até ao prato do consumidor. Baseado na experiência local da Catalunha e de Aragão, explora-se os diferentes pontos da acção dos transgénicos e expõe-se o conflito que eles provocam."


- 20h - Jantar vegetariano

Em solidariedade com xs trabalhadorxs da fábrica em autogestão Disco de Oro de San Martin – Argentina
(+ info em http://ait-sp.blogspot.com/ e http://socderesistenciasm.blogspot.com/)

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto. - Cacilhas – Almada

terça-feira, 10 de Março de 2009

14 de Março (sábado) - 20 h - Jantar de Solidariedade com os companheiros e Espaço Musas

Jantar de Solidariedade
com os companheirxs e Espaço Musas
(Porto)


14 de Março, 20h, no Centro de Cultura Libertária


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada


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Descrição da situação:

(...) quando limpávamos as traseiras do Musas, para fazer avançar o projecto da horta, ao queimar trastes e madeiras velhas, provavelmente uma fagulha indetectada deve ter pegado fogo a um barrote escondido por reboco da casa vizinha e, passadas umas 5 ou 6 horas do lume apagado do nosso lado, fez deflagrar lá um incêndio, destruindo pelo menos um quarto e deixando a casa em mau estado.

É inquestionável que a responsabilidade foi nossa e temos que reconstruir tudo o que se estragou e pagar diversos prejuízos, em que se incluem uma cama, uma televisão, um armário, a clarabóia, etc..Não está também ainda posto de parte o pagamento de uma multa.(...)desde então, várias jornadas de trabalho têm sido levadas a cabo, como a limpeza das paredes, reconstrução de (...)

A situação criada, da forma como se desenrolou, não deve permitir uma resolução através do accionamento dos seguros.

A todxs xs companheirxs que, de uma maneira ou de outra nos manifestaram a sua solidariedade, o nosso agradecimento.
Àqueles que se disponibilizaram a arranjar dinheiro e pediram o NIB, é o número 0035 0196 0001 8174 03057 (sem espaços). O nome oficial do Espaço Musas é Sport Musas e Benfica.


Espaço Musas:
http://musas.pegada.net/

quarta-feira, 4 de Março de 2009

7 de Março (sábado) - 16 horas - Apresentação da publicação “Alambique”


Apresentação da publicação “Alambique” com a presença de membros do grupo editorial, assim como de alguns colaboradores deste último número, para falar sobre questões relacionadas com o Alentejo, de onde provém o Alambique.

7 Março, 16h, no Centro de Cultura Libertária

Aparece e Divulga!!!


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada

quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

28 de Fevereiro (sábado) – 16 horas – Apresentação da publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96"


Apresentação da publicação "Presos em Luta: Agitações nas prisões portuguesas entre 94 e 96", conversa sobre o motim de Caxias e o processo contra os 25 acusados e ainda sobre as lutas nas prisões portuguesas nos anos 90.

28 Fevereiro, 16h, no Centro de Cultura Libertária

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada

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A publicação já está disponível para download em http://presosemluta.tk/ Copia e distribui!

terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

24 e 31 de Janeiro (sábados) - 20 horas - Jantares Benefit em solidariedade com a família de Kuku



Dias 24 e 31 de Janeiro (sábados) irão realizar-se jantares benefit para suportar os custos do funeral do Kuku, barbaramente assassinado pela polícia no passado dia 4 de Janeiro.

Os jantares decorrerão pelas 20 horas no Centro de Cultura Libertária e a contribuição será livre.

Apareçam e divulguem!!!

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada

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Mais um jovem negro e pobre assassinado pela polícia
(comunicado da Plataforma Gueto acerca do assassinato pela polícia de um jovem de 14 anos, Elson Sanches ‘Kuku’, na Amadora)

A plataforma Gueto não pode deixar de denunciar mais uma execução sumária, com pena de morte, dum jovem negro por parte da polícia, e um julgamento injusto feito no tribunal dos media, que condenou o nosso irmão e absolveu mais um assassino.

Uma perseguição policial do passado domingo, 4 de Janeiro às 21h, ditou a morte de Kuku, com apenas 14 anos. Segundo a versão "oficial" de fontes policiais os agentes identificaram o carro furtado, onde seguiam 4 jovens, no bairro de Santa Filomena. Por não terem respeitado a ordem para parar, a polícia iniciou uma perseguição que só acabou no bairro da Quinta da Lage quando os jovens abandonaram o carro e continuaram a fuga a pé. Depois de terem disparado tiros para o ar, a polícia alega que Kuku, que foi o último a sair da viatura, apontou uma arma de calibre 6.35 a um agente, tendo este, em legítima defesa, disparado um tiro que o feriu mortalmente na cabeça. Outro irmão foi ainda atingido com uma bala na perna.

Ainda na sua versão oficial a polícia declara que o agente não atirou para a matar. Quem não quer matar não aponta uma arma à cabeça, portanto a intenção do agente era matar ou teria apontado a outra parte do corpo.

Na manhã seguinte os media iniciaram a sua propaganda, usando apenas as fontes policiais, para sujar a imagem do jovem e legitimar a acção do polícia, alegando que se tratava de um jovem referenciado por crimes violentos.Com esta propaganda os media conseguiram transmitir a ideia de se tratar dum jovem violento que era uma ameaça para os agentes, e para a sociedade, bem como glorificar a polícia por mais uma "missão cumprida": assassinar um negro.

Como se não bastasse a idade de Kuku, 14 anos, para que este não pudesse ser considerado um criminoso violento, o mesmo foi referenciado como tal apenas por furtos, dos quais não resultou nenhuma condenação. Ainda que tal tivesse acontecido, em nenhum dos casos houve uso de violência. Tendo em conta aquilo que os media têm propagandeado nos últimos meses como "criminalidade violenta" só prova que esta usa e abusa de tais critérios sem nenhum rigor para operar a sua propaganda racista e continuar a fomentar o medo dos imigrantes seus descendentes na opinião pública.

Segundo os jovens envolvidos na fuga, o carro em que seguiam já tinha sido furtado anteriormente, tendo estes, sabendo que estava abandonado, aproveitado o facto para nele se dirigirem ao bairro de Santa Filomena onde iam ver um jogo de futebol. Os mesmos disseram ainda que Kuku não trazia nenhuma arma consigo. Tal como os restantes ocupantes do carro, vários amigos que estiveram com Kuku naquele dia, negam tê-lo visto com qualquer arma, e acrescentam ainda que nunca viram Kuku armado quer com faca, quer com pistola, e duvidam bastante que ele fosse capaz de apontar uma arma a outra pessoa e muito menos a um agente "Kuku era um puto... ainda que tivesse uma arma, jamais a apontaria a um bófia". Eles descrevem-no como "calado, tranquilo, talvez até um pouco tímido".

Estes afirmam ainda que Kuku estava marcado desde um episódio em que, logo após acordar, e tendo dormido em casa, foi abordado pela polícia na sua porta, alegadamente por ter sido visto a conduzir um carro roubado nessa madrugada. Indignado negou qualquer relacionamento com o que quer que fosse que tivesse ocorrido naquela madrugada e ao ser agredido e arrastado pelo chão Kuku resistiu à detenção apelando aos seus direitos. A sua resistência originou ainda mais agressividade da polícia. Kuku tentou resistir e só a intervenção da mãe e outros familiares demoveu os agentes de quaisquer que fossem as suas intenções.

Kuku foi julgado e executado pela polícia à semelhança de Angoi, Tony, Tete, Corvo, PTB, etc. Nos últimos meses vários irmãos foram perseguidos e agredidos nas ruas, nas carrinhas e dentro das esquadras. Este não foi um acidente, nem um acto isolado, foi o desfecho que já esperávamos. Destes assassinatos e agressões nunca resultou uma única condenação. Pelo contrário a polícia têm sido aplaudida pelo Ministro da Administração Interna e pela opinião pública manipulada, pela propaganda racista dos media. Resta uma conclusão: face a esta impunidade a polícia tem "luz verde" para matar jovens negros em Portugal. Já não acreditávamos que fosse feita qualquer justiça nos tribunais mas agora sabemos mais que isso.Num país que nem aplica a pena de morte, até um "criminoso violento" teria direito a um julgamento antes de ser executada qualquer pena. Mas para nós negros, a pena de morte está em vigor e a "justiça" não é lenta, é veloz feita na hora pela polícia. O nosso julgamento é feito todos os dias na imprensa matinal e no noticiário das oito.

Apelamos à mobilização de tod@s os irm@s contra a violência policial, a propaganda racista e contra a opressão autoritária. Se a impunidade, o conformismo e o silêncio continuarem os assassinatos continuarão também. Apelamos também ao apoio à realização dum funeral digno para Kuku na compra do Cd dos Mentis Afro, duma T-shirt do Kuku, ou através de donativo para o NIB 0010 0000 27703050 0022 0. Para mais info escrevam para o mail indicado em baixo.

Plataforma Gueto. Sem Justiça não haverá Paz.

quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

16 de Janeiro (sexta-feira) - 21 horas - Conversa sobre a situação dos detidos de 11 de Novembro em França

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

18 de Janeiro (domingo) - a partir das 13h - Comemoração e Debate: 75 anos do 18 de Janeiro de 1934

18 de Janeiro de 1934 - Greve Geral Insurreccional contra o Fascismo


Comemoração e Debate no dia 18 de Janeiro de 2009 (domingo)

13 horas – Convívio e petiscos
15 horas – Debate

no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada

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1934 - A revolta dos sindicatos livres contra o Fascismo

18 de Janeiro de 1934 foi a data escolhida pelo movimento operário livre para a greve geral insurreccional destinada a impedir a construção do regime fascista de Salazar. Este movimento foi impulsionado sobretudo por militantes anarquistas e anarco-sindicalistas, organizados na Confederação Geral do Trabalho, e integrado por muitos outros operários de diversas tendências.

O objectivo desta revolta foi derrubar o regime de Oliveira Salazar e impedir a fascização da sociedade portuguesa, impedindo a aplicação do Estatuto do Trabalho Nacional, com o qual Salazar pretendia acabar com os sindicatos livres e revolucionários, transformando-os em organismos submissos perfeitamente integrados na organização corporativa do Estado Novo.

A insurreição de 18 de Janeiro de 1934 levou a greves, múltiplas sabotagens e inclusive à famosa tomada da vila da Marinha Grande por operários. A revolta não pôde triunfar, mas significou o último grande acto de resistência do movimento anarco-sindicalista organizado. Um acto de dignidade pago com prisões, torturas e deportações de centenas de militantes.

Conhecer, discutir e comemorar esta data significativa da história das lutas emancipatórias em Portugal é prestar homenagem a todas essas pessoas que arriscaram a vida pela liberdade. Significa também que nos queremos reapropriar da nossa história e memória enquanto movimento libertário, recusando activamente a longa tradição de submissão e “brandos costumes” ensinada nos livros de história e que constitui a memória oficial do Estado.

Conhecer e discutir as lutas do passado significa então também lançar as bases para a teoria e para as práticas de agora, porque a longa noite do fascismo se estendeu muito para além do 25 de Abril de 1974, na cultura e nas instituições portuguesas, inclusive nas “contestatárias”, como os sindicatos actuais que continuam a prolongar o modelo corporativo dos sindicatos nacionais.

Por tudo isto, e o que mais quiserem trazer à discussão, contamos convosco no dia 18 de Janeiro.

Associação Internacional d@s Trabalhador@s – Secção Portuguesa
http://ait-sp.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

16 de Janeiro (sexta-feira) - 21 horas - Conversa sobre a situação dos detidos de 11 de Novembro em França


Debate/conversa sobre a situação dos companheiros franceses acusados de terrorismo por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V.

16 Janeiro, 21h, no Centro de Cultura Libertária


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada


No passado dia 11 de Novembro, depois duma operação policial com 150 polícias antiterroristas, 1 helicóptero, cães – polícias (e também dezenas de jornalistas), foram detidas vinte pessoas em quatro locais de França (Paris, Rouen, no Este, e numa pequena aldeia do centro chamada Tarnac, onde algumas delas moram numa quinta comunitária), tendo ficado 10 detidas para interrogatórios. Actualmente, 9 pessoas estão a ser acusadas, sem provas, de "associação de malfeitores" e "terrorismo" por alegadas sabotagens nas linhas do T.G.V, permanecendo duas em prisão preventiva.
A questão de Tarnac não é um erro judicial. Não apenas, pelo menos. É uma ilustração, a mais flagrante por ser a primeira, daquilo que se tornou a lei no momento do antiterrorismo. Onde o estado de excepção deixa de ser uma profecia para se tornar efectiva e visivelmente o regime em que vivemos. E claro que o facto de serem acusados de "terrorismo" faz parte de uma estratégia estatal para os isolar e os separar do resto da sociedade. Quem deseja apoiar pessoas que querem espalhar o terror? É, também, uma maneira de alimentar ainda mais o medo estrutural relativamente ao mundo do Capital e de aparecer como o único protector. "Não tenham medo dos terroristas (ou dos imigrantes, dos jovens, dos sem tecto, dos ladrões…), estamos aqui para vos proteger", diz o Estado. Nos tempos actuais, quando a democracia já não faz sonhar muita gente, perante a ideia de que o principal objectivo da vida é trabalhar e comprar mercadorias - o que já vem a ser questionado tanto na teoria como na prática - quando a crise já não é só económica mas também ecológica, ética, social - para usar o vocabulário da sociologia – e parece cada vez mas incontrolável, o Estado tem de apertar o controlo das pessoas à sua volta.
Por toda a França e noutros países, foram criados comités de apoio. Existe uma proposta do comité de apoio de Tarnac (http://www.soutien11novembre.org/) no sentido de organizar, durante dez dias, de 15 a 25 de Janeiro, o máximo de iniciativas, concertos, projecções, debates, com o objectivo de não deixar esta questão cair no esquecimento, para que sejam reavaliadas as acusações que caem sobre os nossos companheiros e também para que sejam libertados os que se encontram presos. Isto permitirá igualmente anunciar e preparar uma grande manifestação nacional para dia 31 de Janeiro, em Paris.


Actividades de solidariedade noutros locais:

21 Janeiro – 21h30 - Conversa na Livraria Gato Vadio, Porto (Rua do rosário, 281 – Porto - http://gatovadiolivraria.blogspot.com/)

24 Janeiro – 13 h - Almoço/Conversa + 16H - Concerto (com Gates of Hell, Howling Gale e Slaves to Rage – Metal) na Casa Viva, Porto (Praça Marquês Pombal 167 – Porto - http://www.casa-viva.blogspot.com/)

sexta-feira, 19 de Setembro de 2008

Sábado - 20 Setembro pelas 17 horas, no Centro de Cultura Libertária


"Grandes noites e pequenas manhãs": filme sobre Maio de 1968 em Paris.
Filmado e Realizado por William Klein, 97min.

Este sábado, 20 Setembro, 17 horas, no Centro de Cultura Libertária, seguido de jantar vegetariano.

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas - Almada

sexta-feira, 25 de Julho de 2008

26 de Julho - 16h - Conversa sobre anarquismo, lutas e movimentos sociais na Holanda


Conversa sobre anarquismo na Holanda, lutas e movimentos sociais, etc...

com a presenca de um membro do Grupo Anarquista de Amesterdão (http://agamsterdam.wordpress.com//)

- sábado, 26 Julho, 16 horas, no Centro de Cultura Libertária

No próximo sábado, aproveitando a presenca de um companheiro do Grupo Anarquista de Amesterdão em Portugal, promovemos uma conversa em torno do anarquismo e dos movimentos sociais na Holanda.

(A conversa terá lugar em inglês)

Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1* Dto. - Cacilhas - Almada

terça-feira, 8 de Julho de 2008

«Brad: uma noite mais nas barricadas» com a presença do autor


Dia 15 de Julho (terça-feira) – 20 horas
no Centro de Cultura Libertária
.
Apresentações noutros locais:

Dia 19 de Julho (sábado) – 18 horas
no Festival CCA Gonçalves Correia - Carregueiro/Aljustrel
http://goncalvescorreia.blogspot.com/

Dia 17 de Julho (quinta-feira) – 21.30 horas
no Espaço dos Celeiros - Évora
localização: http://www.evora.net/celeiros/celeiros_loc_c.htm

Dia 12 de Julho (sábado) – 21.30 horas
no Espaço Musas - Porto
http://musas.pegada.net/

«BRAD: uma noite mais nas barricadas»

Visionamento de documentário sobre o activista do Indymedia assassinado por paramilitares durante a revolta popular de Oaxaca
Seguido de conversa com o seu autor.

Rebelião popular em Oaxaca, México, 2006
Quando os paramilitares dão um tiro de fuzil no peito de Brad Will, a câmara cai, mas continua gravando.
Essa câmara passa de mão em mão, contando a história de Brad. E um pouco desse movimento de movimentos conhecido como antiglobalização.
Das ocupações urbanas em Nova York, a um piquete ecologista no Oregon, à batalha de Seattle, Praga, Quebec, Gênova, Quito, Oaxaca...
Por trás da câmara estão os amigos de Brad que, como ele, se dedicam a mostrar o que não aparece na TV.

quarta-feira, 2 de Julho de 2008

Festival Centro de Cultura Anarquista Gonçalves Correia 18 - 20 Julho - Aljustrel

PROGRAMA
http://goncalvescorreia.blogspot.com/

Sexta 18
18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor) DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa) FOCOLITOS (lisboa) ALBERT FISH (lisboa)

Sábado 19
11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad, uma noite mais ”. Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid)

Domingo 20
11.00 Workshop
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais)

Localização:

Ver mapa maior

O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas.
Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem). Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras… Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho. As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos.

IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.

terça-feira, 10 de Junho de 2008

Debate sobre Anti-semitismo

– dia 14 de Junho (Sábado) pelas 16h no Centro de Cultura Libertária

Anti-Semitismo

O Anti-Semitismo é uma ideologia muito antiga. O debate deve esclarecer, principalmente, o que são os vários estereótipos e preconceitos desta ideologia: Anti-Judaísmo, Anti-Semitismo aberto, secundário, eliminado, estrutural. Encontraremos, além disso, um Anti-Semitismo na crítica do Capitalismo que se manifesta mesmo em estereótipos anti-semitas antigos como a diferença entre capital produtivo e financeiro combinado com a insistência na poderosa conspiração contra o mundo.

Debatendo passamos a um jantar popular judaico, pelas 20h.

quarta-feira, 28 de Maio de 2008

31 de Maio - Filme "Democracy isn't built on demonstrators' bodies"

31 de Maio - 16h - no Centro de Cultura Libertária
- Filme "Democracy isn't built on demonstrators' -

Em 26 de Dezembro de 2003, a Força de Defesa Israelita alvejou deliberadamente Gil Namati, um manifestante israelita de 21 anos que participava num protesto do grupo Anarquistas Contra o Muro, que protesta contra a separação entre territórios palestinianos e israelitas. O incidente criou um grande furor mediático e levantou muitas questões.
Este filme é importante para conhecer um pouco de uma realidade desconhecida e polémica, mesmo entre os círculos radicais: o conflito israelo-palestiniano.


Anarchists against the wall - http://www.awalls.org/

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Feira do Livro Anarquista - 23, 24 e 25 de Maio - Lisboa



Programa da Feira do Livro Anarquista

23, 24 e 25 de Maio de 2008
Horário: das 14h às 00h

mais informação em http://feiradolivroanarquista.blogspot.com/


Sexta, dia 23

14h Projecção de documentários:

14h - "Brad Will. Uma noite mais nas barricadas"
Documentário sobre Brad Will, companheiro do Indymedia assassinado por paramilitares durante a revolta de Oaxaca (México, 2006), e as lutas em que esteve envolvido.

15h - "Via de Acesso", de Nathalie Mansoux
Filme sobre a demolição de um bairro, a Azinhaga dos Besouros, na Amadora.
Seguido de conversa com Justine Lemahieu que participou na feitura do filme.

18h Debate “Escravatura e consequências

20h Jantarada vegana

21h Conversa “Prisões, desde dentro e fora

23h Improvisação sobre vídeo experimental com Gonçalo, Brunihil e Pedro


Sábado, dia 24

15h Conversa “A contra-informação como arma de arremesso

17h Debate “Publicações anarquistas hoje

20h Comezaina vegan

21h Passagem de vídeos

23h Guitarradas com Mário Trovador

Durante o dia performance com KAMIQUASES


Domingo, dia 25

15h Debate “Os anarquistas na sua relação com movimentos sociais

17h Conversa “PINs e outros broches” (TGV, barragens e resorts)

20h Jantar vegano

22h Tertúlia de poesia

A partir das 15h workshop de teatro para crianças


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Entrada livre em todas as actividades

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Localização:
Grupo Desportivo da Mouraria
Travessa da Nazaré, nº 21
Lisboa

domingo, 11 de Maio de 2008

17 de Maio - Workshop de Serigrafia

Dia 17 de Maio, pelas 16h, realizar-se-á um workshop de serigrafia no Centro de Cultura Libertária.
A participação é livre, apenas apelamos a um pequeno donativo para ajudar a pagar os materiais utilizados.

A técnica da serigrafia é um processo de impressão que se assemelha, numa das suas fases à pintura com máscaras.
De facto permite obter várias reproduções iguais e de grande qualidade visual, com um custo reduzido utilizando um equipamento relativamente simples de construir.

A serigrafia tem por antepassados directos, os procedimentos de multiplicação dos motivos em pochoir, utilizados no Extremo Oriente, e sobretudo no Japão, muito antes do princípio da nossa era, para imprimir tecidos. O Ocidente só começou a interessar-se por esta técnica nos finais do séc. XIX.

segunda-feira, 5 de Maio de 2008

10 de Maio - Debate: "Anarco-sindicalismo, lutas sociais e possibilidades de resistência no campo laboral"

Debate promovido pela Associação Internacional d@s Trabalhador@s – Secção Portuguesa

O objectivo deste debate é apresentar e debater as nossas ideias juntamente com outras pessoas interessadas em lançar as bases de uma resistência sindical baseada na solidariedade e na acção directa, organizada em moldes anti-autoritários e que não admita concertações sociais ou outras formas de compromisso com os que nos exploram e oprimem.

É urgente construir formas anti-autoritárias de resistência no campo laboral, criando práticas de solidariedade efectiva e de acção directa, se queremos não só resistir aos golpes do Estado e do patronato, mas também construir alternativas de vida como a que pode ser o comunismo libertário.

10 de Maio - 16 horas - no Centro de Cultura Libertária
(Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. – Cacilhas - Almada)

AIT-SP:
http://ait-sp.blogspot.com/
http://ait-sp.yoll.net/

quinta-feira, 24 de Abril de 2008

Manifestação Antiautoritária contra a Repressão Policial - 25 de Abril de 2008 - 17:30 - Praça da Figueira - Lisboa

sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Programa de Abril-Maio 2008

quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Próximo sábado, dia 19, no CCL


– 15h às 17h – Partilha de conhecimentos: Práticas de resistência, prevenção, primeiros socorros e trauma emocional.

A partilha de conhecimentos vai consistir numa curta partilha de informação prática para prevenir, reconhecer e cuidar de algumas lesões físicas e trauma emocional , na sua fase inicial. É vital estarmos conscientes dos efeitos físicos e emocionais da violência e compreender a invisibilidade latente ao trauma emocional. A repressão terá menos efeito se o nosso apoio mútuo for forte!!! A partilha começa pontualmente às 15h! Aparece!

Filme “Street Medic” de Luis Manriquez

História do surgimento das primeiras presenças médicas durante manifestações nos EUA, histórias de resistência, entrevistas com o professor de quem vai partilhar os conhecimentos médicos e muito mais. Muito interessante. Em inglês dos EUA, sem legendas.


– 20h – Jantar vegetariano.

quinta-feira, 10 de Abril de 2008

Programa: Abril-Maio 2008

19 Abril
– 15h às 17h – Partilha de conhecimentos: Práticas de resistência, prevenção, primeiros socorros e trauma emocional.
Filme “Street Medic” de Luis Manriquez (em inglês).
– 20h – Jantar vegetariano.

26 de Abril
– 20h – Jantar vegetariano.

3 de Maio
– 16h – Filme: “Brad Will: uma noite mais nas Barricadas”, de Videohackers (em português), seguido de conversa sobre revoltas populares na América Latina.
– 20h – Jantar africano (vegetariano).

10 de Maio
– 16h – Debate: “Anarco-sindicalismo, lutas sociais e possibilidades de resistência no campo laboral” – debate promovido pela secção portuguesa da Associação Internacional dos Trabalhadores.
– 20h – Jantar vermelho e negro (vegetariano).

17 de Maio
– 16h – Workshop de serigrafia.
– 20h – Jantar vegetariano.

31 de Maio
– 16h – Filme: “Democracy isnt’t build on demonstrators’ bodies” de Anarchists Against the Wall (em inglês), seguido de conversa sobre o conflito israelo-palestiniano.
– 20h – Jantar vegetariano.


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º dto – Cacilhas – Almada

ateneu2000@yahoo.com
http://www.culturalibertaria.blogspot.com/

quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Dia 1 de Março - Apresentação da revista Húmus no Porto


No dia 1 de Março, terá lugar no Porto uma apresentação da revista Húmus, editada pelo Centro de Cultura Libertária.

A apresentação terá lugar no Espaço Musas (R. Bonjardim, 998), pelas 17h30.

Organizado por
CALP • Círculo Anarquista Libertário do Porto

terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008

Jantar e oficina aberta pelos KAMIQUASES

A companhia de teatro KAMIQUASES vai fazer um jantar benefit no próximo sábado, dia 23 de Fevereiro, no Centro de Cultura Libertária.

A nossa proposta é que participem numa oficina aberta que iremos realizar naquele ateneu (ou no exterior - consoante o número de participantes) pelas 16h, seguida de jantar vegetariano (às 20h, preço livre).

Apareçam!

http://www.kamiquases.blogspot.com/

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

1908-2008: O REI MORREU! VIVAM OS REGICIDAS!

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Sou pelas greves como sou por todos os métodos de resistência utilizados pelos fracos, pelos oprimidos, em defesa dos seus legítimos interesses (...). O meu ódio maior, a minha mais viva repulsa, dirigem-se aos patrões burgueses que nos exploram e que sem altivez servimos.»

Alfredo Costa, segundo Aquilino Ribeiro (Um Escritor Confessa-se, Lisboa, 1974, p. 361)

«A elaboração do regicídio operou-se fora da nossa presença [dos republicanos] e sem a nossa cumplicidade (...). Não foi pois a revolução que o matou [D.Carlos], mas sim a anarquia.»

João Chagas, político republicano (Subsídios Críticos para a História da Ditadura, Lisboa, 1908, pp. 8-11)
Celebramos, no dia 1 de Fevereiro de 2008, o centenário de um acto glorioso de emancipação social como sempre é a execução de um rei. Os regicidas que, em 1908, levaram a cabo o bem sucedido atentado contra o rei e o príncipe herdeiro –, Alfredo Luís Pereira da Costa, ex-administrador do semanário sindicalista da sua classe profissional, «O Caixeiro», e Manuel dos Reis Buíça, professor do ensino livre –, eram homens de uma consciência social profunda, que os levou a sacrificar a sua vida pela concretização dos seus ideais de liberdade e igualdade social.

Para muitos, como Buíça e Costa, a República surgia como uma possibilidade de realizar as aspirações por um mundo livre e igual. Seria também uma forma de acabar com a repressão que pendia sobre o crescente movimento operário e libertário, acabando com as famigeradas leis anti-anarquistas e com as prisões e deportações para África e Timor, de onde poucos voltavam.

Mas as esperanças do povo que saiu à rua para implantar a República, em 5 de Outubro de 1910, foram frustradas, quando, instalados no poder, os republicanos se converteram em opressores tão ou ainda mais ferozes que os monárquicos. Por isso, o movimento operário, anarco-sindicalista, cresceu a partir de 1911 contra a República, enfrentando a sua repressão.

Hoje, como nestes tempos, os governantes, qualquer que seja a sua cor política, servem sempre os seus interesses e os da máquina capitalista. Só a luta autónoma, auto-organizada e directa pela recuperação do controlo sobre as suas vidas, pode surtir algum efeito contra aqueles que nos oprimem e exploram todos os dias.

HOJE COMO ONTEM, GUERRA A TODOS OS QUE NOS OPRIMEM, MONÁRQUICOS OU REPUBLICANOS, FASCISTAS OU DEMOCRATAS!

@s amig@s de Costa e Buíça
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Faz o download deste panfleto em pdf em:

quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Revista anarquista Húmus #4

Revista anarquista Húmus #4 em pdf para download aqui

segunda-feira, 7 de Janeiro de 2008

Jantar vegetariano no CCL - dia 19 de Janeiro

O Centro de Cultura Libertária convida-vos para um apetitoso jantar vegetariano a realizar no CCL, no dia 19 de Janeiro (Sábado), pelas 20 horas.

O preço indicativo é de 2,5 euros, e destina-se à aquisição dos materiais necessários para pôr um colectivo de serigrafia a funcionar no Centro. Quem não tiver dinheiro, é claro, não deixará de comer.


sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Blog da Rede Libertária

Este blog destina-se à difusão de informações, notícias e iniciativas libertárias. É um dos instrumentos de comunicação concebidos pela Rede Libertária, criada em meados de 2007, um projecto que une anarquistas a título individual ou colectivo num esforço comum para fortalecer o debate, a comunicação e as convergências na acção entre libertári@s. Este é um projecto aberto a tod@s @s anarquistas que desejem trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade, a quantidade e a difusão das nossas iniciativas. Não se trata de uma estrutura formal de captação de novos “militantes”, mas sim de um conjunto de laços que se pretendem manter e reforçar entre anarquistas activ@s em diversos campos. Tampouco pretende representar um “movimento libertário”, mas sim servir como instrumento, não certamente o único, entre pessoas, grupos e projectos que se identificam, no pensamento e na acção, com o anti-autoritarismo, o anti-estatismo e o anti-capitalismo.

quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Lançamento da revista Húmus nº 4

Convívio e debate em torno desta publicação libertária

Dia 22 de Dezembro – Sábado - 17 horas

no Centro de Cultura Libertária

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Editorial do Húmus nº 4

Um período mais longo do que o habitual separou o lançamento deste quarto número da revista Húmus em relação ao seu predecessor. Felizmente, este espaço de tempo foi relativamente abundante em acontecimentos e projectos que apostaram em romper com o habitual marasmo conformista deste país em que a contestação fora dos limites estabelecidos e dos enquadramentos institucionais acaba quase sempre por parecer aos olhos de muitos como algo de exótico.
Na tarde de 25 de Abril, precisamente quando o tradicional e rotineiro desfile comemorativo acabava de percorrer a Avenida da Liberdade, arrancou da Praça da Figueira uma manifestação antiautoritária, antifascista e anticapitalista, composta por cerca de cinco centenas de pessoas determinadas em fazer da Liberdade algo mais do que um nome de avenida, contra o domínio do Estado e do Capital sobre as nossas vidas e contra a crescente presença da extrema-direita na sociedade. Após o término do percurso do protesto no Largo de Camões, um grupo de centena e meia de manifestantes, que resolveu prolongar a manifestação, foi cercado e atacado pela polícia na Rua do Carmo, tendo resultado deste confronto vários feridos e onze detidos.
Ainda no dia 29 desse mesmo mês de Abril foi ocupado em Coimbra um edifício pertencente aos antigos hospitais da universidade. O objectivo dos ocupantes era “a criação de um espaço diferente, de debate e convivência num ambiente anti-capitalista e anti-autoritário”. O projecto durou até ao dia 11 de Julho, quando o edifício foi desocupado pela polícia.
No início de Junho, enquanto se realizava na Alemanha a cimeira do G8, também em território português várias iniciativas marcaram os protestos contra os poderosos deste mundo.
Em Abril, em Aljustrel, e em Julho, no Porto, libertários de várias proveniências reuniram-se para debater e encontrar formas de superar os problemas de comunicação e união no “movimento” libertário. Foi mais um passo, não menos importante que outros que continuam a ter lugar, no sentido de criar lugares de debate entre anarquistas, que possibilitem uma maior comunicação e a criação de possibilidades de convergência na acção.
Em Agosto, a acção do movimento “Verde Eufémia” contra os Organismos Geneticamente Modificados, através da destruição de um hectare de uma plantação de milho transgénico em Silves, interrompeu a calmaria do Verão, enfurecendo os defensores da propriedade privada e da “liberdade” de negociar à custa da biodiversidade e da saúde das pessoas.
Em Outubro, a COSA – casa ocupada em Setúbal –, comemorou os seus sete anos de resistência com um programa vasto que incluiu, entre outras iniciativas, debates, emissões contínuas de rádio e mesmo um percurso pela memória anarquista da cidade de Setúbal.

A manifestação de 25 de Abril e o episódio da ceifa de Silves seguiram-se de um alucinante circo mediático armado em torno dos mesmos. No primeiro caso, o total desconhecimento dos media em relação a quem eram e ao que movia os manifestantes deu lugar à invenção da notícia e a uma posterior “caça ao anarquista” em busca de matéria para escrever artigos sensacionalistas. Já no segundo caso, o movimento “Verde Eufémia” tentou servir-se dos media para veicular a sua causa, anunciando previamente aos mesmos a sua acção. As imagens da acção, repetidamente veiculadas por noticiários televisivos e por jornais, suscitaram uma reacção massiva dos escribas e porta-vozes do “Estado de Direito democrático” contra a violação da propriedade privada.
Concluindo, o tratamento mediático dado a ambos os acontecimentos enquadrou-se maioritariamente na já frequente lógica de criminalização, folclorização e, assim, tentativa de isolamento dos contestatários, reconfirmando as limitações (ou impossibilidade?) das estratégias de utilização dos media por movimentos sociais que escapem às lógicas de participação-integração-neutralização democráticas.Neste contexto de totalitarismo democrático-capitalista, em que qualquer acção de contestação é rapidamente classificada pelos aparelhos mediático-policiais como perturbadora da “ordem pública”, logo “anti-democrática”, é de saudar o aparecimento de cada vez mais projectos de informação alternativa. Tão só nos meios libertários assistimos ao aparecimento de publicações impressas como o Pica Miolos, o Alambique e o Motim e de projectos como a Rádio Libertária on-line, para além dos inúmeros blogs e sites contra-informativos que vão povoando a Internet. O cenário editorial libertário é hoje mais fértil do que quando, há cerca de ano e meio, arrancámos com o projecto da revista Húmus. E, se de nós depender, esta tendência continuará a aprofundar-se.