terça-feira, 17 de março de 2015

21 de Março | Zonas a defender | Documentários e conversa + jantar


Ciclo de documentários/conversas sobre lutas contra a destruição de espaços naturais


18h – Notre-Dame-des-Luttes (2012; 52 min.)
documentário de Jean-François Castell sobre a ZAD de Notre-Dames-des-Landes
[legendas em inglês]

19h – Fighting for the forest
(2014; 15 min.)
reportagem sobre a ZAD de Sivens em Setembro de 2014
[em inglês]

Seguido de conversa


20h – Jantar vegetariano

 
O termo “zona a defender” (ZAD) popularizou-se nos últimos anos para designar a experiência de ocupação de zonas florestais ameaçadas, em resistência contra projectos de desenvolvimento capitalista em França. Esta forma de luta encontra paralelo em outras lutas contra a destruição da natureza para além das fronteiras francesas, como a resistência contra a construção da linha de comboio de alta velocidade em Itália ou contra a exploração de gás de xisto em várias partes do mundo.
O documentário “Notre-Dame-des-Luttes” dá-nos a conhecer as motivações dos resistentes à construção do aeroporto de Notre-Dame-des-Landes, num momento em que, após uma operação policial repressiva em Outubro de 2012, esta luta ganha um novo ímpeto.
A reportagem “Fighting for the forest” apresenta-nos uma visão jornalística e sensacionalista das diversas formas de resistência em prática na ZAD de Sivens, onde os ocupantes resistem à construção de uma barragem que destruirá uma vasta zona florestal. Quando o abate de árvores começa, os confrontos com a polícia intensificam-se, numa escalada repressiva que levará ao assassinato do manifestante Rémi Fraisse pela polícia em Outubro de 2014.
 

sábado, 7 de março de 2015

Comunicado sobre a violência policial




 No dia 19 de Fevereiro, morreu em Setúbal um jovem vítima de uma bastonada da polícia.
Este é mais um caso recente de violência policial, tal como o que aconteceu na Cova da Moura no dia 5 de Fevereiro, quando após a agressão de vários residentes do bairro, aqueles que foram à esquadra pedir explicações ainda foram detidos, insultados e espancados.

Não deixamos passar estes casos e não esquecemos nem perdoamos TODAS as mortes e agressões às mãos da polícia. A repressão policial é algo que marca o quotidiano desta sociedade, desde as operações de fiscalização nos transportes públicos à perseguição aos imigrantes, às rusgas e despejos nos bairros, à perseguição a grupos e indivíduos contestatários. A presença policial em manifestações é já uma violência.

A polícia é um instrumento para manter a desigualdade social e a sua acção tenderá a ser sempre mais forte contra os mais desprotegidos, mas a existência da polícia, como a vemos enquanto anarquistas, é um mal social que afecta todos os grupos e pessoas, independentemente do seu género, raça, idade. É por este motivo que recusamos a existência da polícia.

 A violência policial é legitimada se não contestarmos a sua autoridade. Não podemos deixar em paz as esquadras, os bairros e as ruas onde esta violência se manifesta e os responsáveis pela mesma.

                                              

Centro de Cultura Libertária

                                                                                  Março 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sábado 31 de Janeiro | Círculo de Leituras Anárquicas: “O princípio do Estado” de Mikhail Bakunine


18h - Círculo de Leituras Anárquicas: “O princípio do Estado” de Mikhail Bakunine

20h - Jantar vegetariano


Uma vez por mês, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

Texto disponível aqui: http://document.li/sTr0

«No fundo, a conquista não é só origem – é também o fim supremo de todos os Estados: grandes ou pequenos, poderosos ou débeis, déspotas ou liberais, monárquicos ou aristocráticos, democráticos – e até socialistas (supondo-se que o ideal dos socialistas alemães, o ideal de um grande Estado comunista, alguma vez se realize). Que a conquista foi um ponto de partida de todos os Estados, antigos ou modernos, não poderá ser posto em dúvida por ninguém, visto cada página da história universal o provar suficientemente. Ninguém negará tão-pouco que os grandes Estados actuais têm por objecto, mais ou menos confessado, a conquista. Mas - dir-se-á – os Estados médios e, sobretudo, os pequenos só pensam em defender-se; seria mesmo ridículo que sonhassem com conquistas.
«Por mais ridículo que pareça, é esse, todavia, o seu sonho – tal como o sonho do mais pequeno camponês proprietário reside em aumentar as suas terras em prejuízo do vizinho. Aumentar, crescer, conquistar – a todo o preço de sempre – é uma tendência fatalmente inerente a todo e qualquer Estado, qualquer que seja a sua extensão, a sua fraqueza ou a sua força: porque é uma necessidade da sua natureza. Pois que é o Estado senão a organização do Poder? Na Natureza de todo o poder está a impossibilidade de suportar um superior ou um igual, pois o Poder não tem outro objecto que não seja a dominação – e a dominação só é real quando se lhe encontra submetido tudo quanto é obstáculo. Nenhum poder tolera outro: só o faz quando a isso é obrigado, isto é, quando se sente impotente para o destruir ou derrubar. A própria noção de um poder é igual a uma negação do seu princípio e uma perpétua ameaça contra a sua existência: porque é uma manifestação e uma prova da sua impotência. Por consequência, entre todos os Estados que existem uns junto aos outros a guerra é permanente – e a sua paz não é mais do que uma trégua.
«Está na natureza do Estado apresentar-se, tanto em relação a si mesmo como perante os seus súbditos, como o objecto absoluto. Servir a prosperidade do Estado, a sua grandeza, o seu poder – eis a virtude suprema do patriotismo. O Estado não reconhece outra; tudo o que o sirva é bom, tudo o que seja contrário aos seus interesses é declarado criminoso. Tal é a moral dos Estados.
É por isso que a moral política foi sempre não só estranha como absolutamente contrária à moral humana. Essa contradição é uma consequência inevitável do seu princípio: não sendo o Estado mais do que uma parte, apresenta-se, porém, e impõe-se como o todo. Ignora o direito de tudo aquilo que, não sendo ele próprio, se encontra fora de si mesmo – e, quando pode, sem perigo, viola tal direito. O Estado é a negação da humanidade.»
(…)
«Deus, o nada-absoluto, foi proclamado o único ser vivo, poderoso e real, e o mundo vivente e, por consequência necessária, a Natureza, todas as coisas efectivamente reais e viventes, ao serem comparadas com esse deus, foram declaradas nulas. É próprio da teologia fazer do nada o real e do real o nada.
«Procedendo sempre com a mesma ingenuidade e sem ter a menor consciência do que fazia, o homem utilizou um meio simultaneamente muito engenhoso e muito natural para preencher o vazio espantoso da sua divindade: atribuiu-lhe simplesmente, exagerando-as sempre até proporções monstruosas, todas as acções, todas as forças, todas as qualidades e propriedades, boas ou más, benéficas ou maléficas, que encontrou, tanto na Natureza como na sociedade. Foi assim que a Terra, entregue ao saque, se empobreceu em proveito do Céu, que se enriqueceu com os seus despojos. Resultou disto que quanto mais se enriqueceu o Céu – a habitação da divindade – mais miserável se tornou a Terra; e bastava que uma coisa fosse adorada no Céu para que precisamente o contrário de essa coisa se encontrasse realizada neste baixo mundo. É aquilo a que se chama as ficções religiosas; a cada uma dessas ficções corresponde, como se sabe perfeitamente, alguma monstruosa realidade. Assim, o amor celeste nunca teve outro efeito senão o ódio terrestre, a bondade divina não produziu senão o mal, e a liberdade de Deus significa a escravidão sobre a terra. Logo veremos que o mesmo acontece com todas as ficções políticas e jurídicas, pois umas e outras são, além do mais, consequências ou transformações da ficção religiosa.»

Mikhail Bakunine, «O princípio do Estado»

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sexta 30 de Janeiro | Jantar de apoio ao CCL no RDA 69 em Lisboa


20h - Jantar vegetariano benefit para o CCL no RDA 69

no Regueirão dos Anjos, nº 69, Lisboa
(https://rda69.wordpress.com/)


O que é o CCL e o porquê deste jantar

O Centro de Cultura Libertária é uma associação cultural anarquista fundada há 40 anos, em Cacilhas, por velhos militantes libertários que resistiram e sobreviveram à ditadura. Ao longo destes anos, o CCL serviu de referência e ponto de encontro a várias gerações que procuraram alternativas de vida e resistência à autoridade e ao capitalismo, tornando-se a casa de vários projectos e colectivos libertários e acumulando um espólio documental importante.

Actualmente, o CCL realiza actividades públicas periódicas (conversas, oficinas, jantares, projecção de filmes, percursos pedestres...) e serve como lugar de encontro e convívio anti-autoritário na margem sul do Tejo. Aqui funciona também uma oficina de serigrafia, uma livraria e uma biblioteca abertas ao público.

O CCL organiza-se sem cargos dirigentes em assembleias mensais. Funciona numa casa alugada, cujas despesas são custeadas unicamente através de quotas dos associados, de donativos e venda de publicações. Após a actualização da renda há 4 anos, no seguimento de uma tentativa de despejo, tornou-se cada vez mais difícil pagar as despesas de manutenção do espaço. Por isso, organizamos este e outros jantares de apoio para que o CCL possa continuar vivo por mais e mais anos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

​Sábado 24 de Janeiro no CCL | Oficina de Cerveja Artesanal


14h ... 20h - Oficina de Cerveja
20h - Jantar vegetariano


Compra menos cerveja industrial, aprende a fazer a tua em casa!

Esta oficina tem uma abordagem teórica e prática de tudo o que
precisas saber para começar a fazer a tua própria cerveja.


- compreender os ingredientes da cerveja
- compreender a fermentação
- extrair açúcar do grão de malte
- ferver e arrefecer
- criar as condições ideais para a fermentação
- engarrafar a cerveja
- seguindo receitas para diversos tipos de cerveja

Duração - 6hrs
Número máximo de 10 participantes

contribuição - 5 birras
inscrições | ofininasautonomia@gmail.com

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

17 de Janeiro: Jantar de apoio ao CCL no Gaia em Alfama

17 de Janeiro (sábado)

20h - Jantar vegetariano benefit para o CCL no Gaia


no GAIA Lisboa - Rua da Regueira, nº 40, Alfama (mapa: https://goo.gl/maps/sKqJD)
mais info sobre o GAIA: http://gaia.org.pt/lisboa


O Centro de Cultura Libertária é uma associação cultural anarquista fundada há 40 anos, em Cacilhas, por velhos militantes libertários que resistiram e sobreviveram à ditadura. Ao longo destes anos, o CCL serviu de referência e ponto de encontro a várias gerações que procuraram alternativas de vida e resistência à autoridade e ao capitalismo, tornando-se a casa de vários projectos e colectivos libertários e acumulando um espólio documental importante.

Actualmente, o CCL realiza actividades públicas periódicas (conversas, oficinas, jantares, projecção de filmes, percursos pedestres...) e serve como lugar de encontro e convívio anti-autoritário na margem sul do Tejo. Aqui funciona também uma oficina de serigrafia, uma livraria e uma biblioteca abertas ao público.

O CCL organiza-se sem cargos dirigentes em assembleias mensais. Funciona numa casa alugada, cujas despesas são custeadas unicamente através de quotas dos associados, de donativos e venda de publicações. Após a actualização da renda há 4 anos, no seguimento de uma tentativa de despejo, tornou-se cada vez mais difícil pagar as despesas de manutenção do espaço. Por isso, organizamos este e outros jantares de apoio para que o CCL possa continuar vivo por mais e mais anos.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Programa do CCL: Janeiro de 2015


10 de Janeiro

Ciclo de documentários/conversas sobre lutas contra a destruição de espaços naturais
18h - “Itoiz Hustu Arte” [“Até esvaziar Itoiz”]
seguido de conversa
20h – Jantar vegetariano


17 de Janeiro
20h - Jantar vegetariano benefit para o CCL no Gaia

(Rua da Regueira, nº 40, Alfama, Lisboa)

24 de Janeiro
Oficinas de autonomia
14h - Oficina de Cerveja Artesanal
20h - Jantar vegetariano


30 de Janeiro
20h - Jantar vegetariano benefit para o CCL no RDA 69

(Regueirão dos Anjos, nº 69, Lisboa)

31 de Janeiro

Círculo de leituras anárquicas
18h - “O Princípio do Estado” de Mikhail Bakunin
20h - Jantar vegetariano


Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas – Almada
facebook.com/centrodeculturalibertaria
http://culturalibertaria.blogspot.pt/

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ciclo de documentários/conversas Lutas contra a destruição de espaços naturais



18h - “Itoiz Hustu Arte

” Documentário sobre a luta contra a construção da barragem de Itoiz, seguido de conversa.
 
 20h - Jantar vegetariano
 
“Itoiz Hustu Arte” [“Até esvaziar Itoiz”]
de Solidari@s com Itoiz
2008, 50 min.
(falado e legendado em castelhano)
 A barragem de Itoiz é uma obra hidráulica situada em Navarra, entre os vales de Arce e Lónguida, tendo recebido o nome de uma das aldeias que submergiu. Tem 122 metros de altura, uma largura de 525 m e uma superfície de 1100 ha. A barragem é complementada pelo Canal de Navarra, construído para transportar água ao longo de 177 km.
A construção da barragem submergiu sete povoações e várias zonas de reserva natural e de importante valor ecológico, criando um risco permanente de inundação das povoações próximas em caso de sismo violento.
Este documentário narra uma luta que se concentrou no objectivo de paralizar a construção da barragem de Itoiz, o que foi conseguido algumas vezes através da realização de sabotagens, uma das quais quais conseguiu parar as obras durante um ano. Os protagonistas contam as razões da sua luta e os episódios de repressão, que levaram vários deles à prisão. A construção da barragem de Itoiz é inserida no contexto dos mega-projectos do capitalismo, que destroem a natureza e os modos de vida tradicionais em benefício dos negócios das hidroeléctricas, da construção, da agro-indústria, do turismo e, mais recentemente, da mercantilização dos recursos hídricos.
 
 


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

13 de Dezembro no CCL

16h - Ciclo Oficinas de Autonomia
- Instalações Eléctricas


Esta oficina tem como objectivo uma abordagem prática aos circuitos
e equipamentos que fazem parte de uma instalação eléctrica residencial.


Conteúdos:
- Segurança;
- Circuitos de tomadas;
- Circuitos de iluminação;
- Protecções (quadro eléctrico).

Duração: 4h


20h - Jantar vegetariano - benefit CCL

sábado, 29 de novembro de 2014

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

29 Nov - Debate sobre "O Falso princípio da nossa educação" + Jantar benefit no CCL

17.30 - Círculo de leituras anárquicas: 
"O falso princípio da nossa educação" de Max Stirner

texto disponível aqui: http://document.li/uzN2

20.00 - Jantar vegetariano

Juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

O texto segue em anexo e está disponível na livraria do CCL.

"Não existe, portanto, nenhuma necessidade de «concordância entre a escola e a vida», mas sim que a escola seja vida e que, aí como noutros sítios, se dê a cada pessoa como tarefa a revelação de si mesma. A educação universal da escola deverá ser uma educação para a liberdade e não para a submissão. A verdadeira vida é ser livre."

Max Stirner



 "A máquina da escola"

             Francesco Tonucci

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sábado, 15 Ciclo Terror na Horta, benefit Horta da Velha

Terror na horta

17.30 Banana motherfucker (16 min.)

18:00  O Ataque dos Tomates Assassinos (85 min.)

19:30 G.M.O. A-Go-Go! (10 min.)

20:00 Jantar vegetariano
(benefit para a Horta da Velha)



sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sábado, 1 de Novembro

 20 - Jantar benefit para o CCL

22h - Filme “Zéro de Conduite” de Jean Vigo



Duração: 41m

“Filme maldito e proibido pela Censura entre 1932 e 1946 e que marcou a carreira de Jean Vigo.
Vigo explicava que, embora «Zero em Comportamento» não pretendesse ser um retrato da sua infância na fase escolar, o filme continha inúmeros elementos visuais e humanos inspirados na experiência vivida. Um filme que retrata a sociedade da época e o abuso da autoridade e a privação da liberdade que então se praticavam.”

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Sábado - Mostra de Documentário C.R.E.A Colectif pour la Requisition l’Entraide et l’Autogestion


Em Toulouse, França, o Colectif pour la Requisition l’Entraide et l’Autogestion –  C.R.E.A. -, luta pela ocupação de espaços vazios para alojar quem precisa e para dinamizar actividades. Este movimento social autogerido, formado por uma aliança de anarquistas, activistas, trabalhadores sociais e imigrantes, responde sobretudo às necessidades de alojamento de famílias de imigrantes ilegais com crianças, sob a campanha ‘zero crianças na rua`. Em Março de 2012, o Município de Toulose ordena o despejo de 40 habitantes do Centro Social ocupado, ao qual se segue a resistência, o tribunal e a expulsão. Passámos por lá e registámos para partilhar.
O C.R.E.A. continuou a ocupar edifícios e a experimentar novas formas de organização, alternativas ao Estado e às políticas de persistência da miséria.
Língua: Francês e Castelhano
Legendas: Português
Duração: 18 min.
Ano: 2014
Produção: Outros ângulos

terça-feira, 9 de setembro de 2014

13 de Setembro - Solidariedade para com as crianças na Faixa de Gaza: Cinema de Rua e Jantar


19h - Documentário: "Five Broken Cameras"
Co-dirigido pelo Palestiniano Emad Burnat e o Israelita Guy Davidi
Um relato em primeira mão dos protestos numa vila a beira-rio afectada por uma barreira Israelita.
Premiado no Sundance Film Festival 2012

20h30 - Jantar Vegetariano

21h30 - Filme: "The time that remains"
Comédia semi-biográfica do realizador Palestiniano Elia Suleiman
Festival de Cannes 2009

quarta-feira, 30 de julho de 2014

2 de Agosto: Cinema na rua "A quinta dos animais" + Jantar


20h - Jantar vegano

21h30 - Cinema na Rua: Rua Cândido dos Reis, 121 em frente ao CCL.
"A Quinta dos Animais" de George Orwell

"Fartos de serem os joguetes do capricho humano, os animais da Manor Farm rebelam-se contra os seus proprietários, expulsando-os das suas terras e criando uma sociedade de igualdade e liberdade. Mas aquilo que poderia ser a realização de um sonho de emancipação torna-se um pesadelo quandos os porcos assumem o poder e expulsam o líder revolucionário Snowball das suas terras, manipulando a mente dos outros animais através da sua propaganda e explorando-os até aos seus limites. Napoleão torna-se assim o líder de uma sociedade que se tornou tudo menos igualitária, e onde o despostismo dos porcos é igualado, em certo ponto, ao despotismo humano. Um fábula que se tornou um dos maiores hinos críticos do regime totalitário soviético."

Realização: John Stephenson
Tempo de duração: 91 minutos
Língua: Inglês (legendas em português)

domingo, 13 de julho de 2014

19 de Julho - Apresentação e discussão do 3º número da revista "Saltar para o desconhecido" + Jantar vegetariano


Sábado, 19 de Julho, no Centro de Cultura Libertária (Almada) 


18h - Apresentação e discussão do 3º número da revista Saltar para o desconhecido

"A publicação deste número da Saltar para o desconhecido é sinal de que a vida não obedece a prazos, nem a regularidades artificiais. O que há 6 anos era para mim óbvio que iria continuar, como expressão do que tinha para contribuir ao chamado “movimento anarquista”, de um momento para outro passou para segundo ou terceiro plano, diminuído pelas circunstâncias e outros interesses. Naquele momento senti que tinha proposto o que queria propor: queria então experimentar. Para que novas questões surgissem.

Mas passado este tempo, o que mudou? Digo, substancialmente, não em termos formais. O que vivi eu, ou tu, que tenha deixado um traço de memória? O que existe hoje que valha a pena defender? Onde estamos nós, como companheiros? Não somos nem uma ameaça, nem uma referência, nem sequer o esboço de uma qualquer réstia de dignidade. Vivemos o mesmo quotidiano de todos os outros, mas isso não é o pior: somos incapazes de viver algo que trave o normal curso das coisas, ainda que como momento excepcional do quotidiano." - da introdução

20h - Jantar vegetariano 
mega courgette da horta no forno recheada

quarta-feira, 2 de julho de 2014

quarta-feira, 25 de junho de 2014

28 de Junho - Círculo de leituras anárquicas: "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno


28 de Junho no CCL

17.30 - Círculo de leituras anárquicas: "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno

20.00 - Jantar vegetariano

Uma vez por mês, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

Este mês o texto proposto é "Errico Malatesta e a violência revolucionária" de Alfredo M. Bonanno. Este texto está disponível na livraria do CCL, e em pdf aqui: http://document.li/Q93q (brochura para imprimir:  http://document.li/7s3c).

"Para que duas pessoas possam viver em paz é necessário que ambas as partes desejem a paz, porque se uma insiste em usar da violência para obrigar a outra a trabalhar para ela e a servi-la, então a outra, se quer conservar a sua dignidade como pessoa e não ser reduzida à mais abjecta escravidão, será obrigada, apesar do seu amor pela paz e pela harmonia, a resistir à força pelos meios adequados."

"… O escravo está sempre em estado de legítima defesa e, portanto, a sua violência contra o senhor, contra o opressor, é sempre moralmente justificável; ela deve ter como regra um único critério: a utilidade e a economia do esforço e dos sofrimentos humanos."

"Os anarquistas não são hipócritas. É pela força que se resiste à força: hoje contra a opressão de hoje; amanhã contra aqueles que poderiam substituir por uma outra opressão a de hoje."

Errico Malatesta

"Nada melhor do que a leitura das minhas intervenções sobre Malatesta no encontro anarquista de Nápoles, em Dezembro de 2003, para perceber como cada tentativa de justificar ou condenar o conceito de violência revolucionária é, à partida, uma batalha perdida. A violência revolucionária não precisa das minhas justificações e não pode ser vilipendiada por nenhuma espécie de condenação, mesmo que vinda das próprias fileiras anarquistas."
Alfredo M. Bonanno

terça-feira, 17 de junho de 2014

21 de Junho: Documentário "Não vivamos mais como escravos!" + Jantar



Dia 21 de Junho

17.30 – Documentário: Não vivamos mais como escravos!

de Yannis Youlountas (2013, 89 min.). Legendas em português.

20.00 – Jantar vegetariano

«O documentário produzido em 2013 aborda, a partir de uma perspectiva anarquista, a atual situação social, política e econômica grega, apresentando as causas da crise, bem como as estratégias adotadas por coletivos e militantes anarquistas em resposta a esta.

Emergindo das catacumbas gregas da Europa, um murmúrio pelo continente devastado, “Não vivamos mais como escravos” (pronuncia-se “Na min zisoume san douli” em grego).
Nas paredes das cidades e nas rochas do campo, nos outdoors vazios ou destruídos, em jornais alternativos e rádios rebeldes, em ocupações, squats e centros auto-organizados que se multiplicam… este é o slogan que a resistência grega esta difundindo, dia após dia, e estão nos convidando para nos juntar a eles em uníssono às melodias do filme.
Um sopro de ar fresco, emoções e utopias em ação que emergem do mar Egeu.»


quarta-feira, 11 de junho de 2014

14 de Junho: (Re)Inauguração da Biblioteca do CCL + Jantar


14 de Junho

(Re)Inauguração da Biblioteca do CCL

17.30 - Apresentação da biblioteca do Centro de Cultura Libertária, mostra de acervo e conversa sobre bibliotecas libertárias

20.00 - Jantar vegetariano

(angariação de fundos para a compra de novos livros)

sábado, 7 de junho de 2014

10 de Junho: Conversa sobre habitação + Jantar benefit


10 de Junho
19H -Conversa sobre habitação + Jantar benefit

as contribuições ajudarão a trazer a Portugal membros da PAH espanhola

A questão da habitação, cada vez mais maltrada conforme avança a contra-revolução neoliberal, está prestes a tornar-se ainda mais crítica com a alterações ao IMI e lei das rendas, atirando milhares de pessoas para a rua. Em Espanha, a PAH, Plataforma dos Afectados pela Hipoteca, têm levado a cabo uma extraordinária luta pelo direito à habitação, usando tácticas aguerridas como os escraches e ocupações para conseguir resolver resolver o dilema de muitas famílias e ao mesmo tempo enfraquecer a lógica da propriedade privada ao serviço dos bancos e imobiliárias. Esta conversa irá abordar estas lutas e o jantar de benefit que se seguirá contribuir para trazer a Portugal membros da PAH, para que possamos aprender com a sua experiência.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

8 de Junho: Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique


10.00 - Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique (traz merenda!)
- Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída dos barcos.

Sabias que, em Almada, a implantação da República foi desencadeada, no dia 4 de Outubro de 1910, por um discurso do sapateiro anarquista Bartolomeu Constantino?
Sabias que, durante uma greve dos operários corticeiros em Agosto de 1911, a fábrica do Conde de Silves na Cova da Piedade foi incendiada pelos operários revoltados que impediram a intervenção dos bombeiros?
Sabias que em Almada a greve insurreccional antifascista de 18 de Janeiro de 1934 durou dois dias, encerrando todas as actividades económicas do concelho e sabotando a ligação telefónica entre Lisboa e o Sul do país?
Sabias que foi da Cova da Piedade que saiu o material explosivo fornecido aos operários que, em 18 de Janeiro de 1934, protagonizaram o movimento insurreccional contra Oliveira Salazar?
Sabias que o núcleo anarquista de Almada, apesar de uma forte repressão que levou muitos companheiros ao degredo, à prisão e à morte, se manteve activo na clandestinidade até 1974, quando ainda conseguiu fundar um ateneu anarquista?

As ruas de Almada escondem uma história de resistência que pouca gente conhece. Entre o final da Monarquia e os primeiros tempos do Estado Novo, o território de Almada foi profundamente alterado por um processo de industrialização que levou à fixação de trabalhadores vindos de várias partes do país. Nos antigos lugares do concelho, profundamente ligados ao rio e aos terrenos agrícolas que os rodeavam, cresceram fábricas com as suas altas chaminés e cais de embarque de mercadorias. Também cresceram as vilas e bairros de operários, onde habitava uma população que descobriu a auto-organização, em cooperativas, sindicatos e sociedades recreativas e culturais, como forma de ultrapassar as dificuldades impostas por condições de vida miseráveis. Este processo de auto-organização e resistência, protagonizado pela população operária de Almada, durou décadas e só dificilmente foi submetido pela ditadura fascista.
É esta a história que se pretende partilhar neste percurso pedestre pela memória libertária de Almada.

(Actividade inserida no programa do 40º aniversário do Centro de Cultura Libertária)

domingo, 1 de junho de 2014

7 de Junho: 40º Aniversário do Centro de Cultura Libertária


17.30 - Partilha de vivências, memórias e debate sobre o CCL
Exposição documental sobre os 40 anos do CCL

20.00 – Jantar vegetariano

terça-feira, 27 de maio de 2014

31 de Maio - Círculo de leituras anárquicas: "A contínua atracção do nacionalismo" de Fredy Perlman


17h30 – Círculo de leituras anárquicas: "A contínua atracção do nacionalismo" de Fredy Perlman

20h00 – Jantar vegetariano



Uma vez por mês, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.

Este mês discutimos “A contínua atracção do nacionalismo” de Fredy Perlman. Este texto está disponível em português na livraria do CCL, por 1 euro, e em pdf aqui: http://document.li/pSml

“O nacionalismo foi declarado morto por diversas vezes durante o presente século (…) Contudo, quarenta anos depois da derrota militar dos fascistas e nacional-socialistas, podemos ver que o nacionalismo não só sobreviveu como renasceu, sofreu um revivalismo. O nacionalismo foi ressuscitado não só pela chamada direita, mas também, principalmente, pela chamada esquerda.(…)
Os esquerdistas ou revolucionários nacionalistas insistem que o seu nacionalismo não tem nada em comum com o nacionalismo dos fascistas e dos nacional-socialistas, que o seu é um nacionalismo dos oprimidos que oferece uma libertação pessoal e também cultural. (…)
Para desafiar essas reivindicações, necessito questionar o que é o nacionalismo – não apenas o novo nacionalismo revolucionário, mas também o antigo nacionalismo conservador.”
Fredy Perlman, "A contínua atracção do nacionalismo" (1984)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

25 de Maio: Caminhada na Fonte da Telha + Piquenique


25 de Maio

9h - Caminhada (com identificação de plantas)

(Ponto de encontro: paragem da TST em frente à Brigada Fiscal)
 

13h - Piquenique
(Ponto de encontro: ver mapa)


Dados do percurso

Extensão: 6 Km
Grau de dificuldade: Fácil
Duração: 4h

Como chegar:
Autocarros 127, 116 e 130 da TST.
De carro, pela Estrada Florestal, a partir da Costa de Caparica. Pela Av. do Mar a partir da Aroeira.

Ponto de encontro:
Paragem da TST em frente à Brigada Fiscal.

Recomendações:
Levar roupa e calçado confortável; protector solar; e água (não há fontes de água para abastecimento durante o percurso).

Descrição do percurso:
Este percurso pedestre vai ser realizado na Mata dos Medos, inserida na Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica.
Este é um local de elevada importância e valor ecológico devido à grande diversidade de espécies e habitats.
Neste percurso pretende-se descobrir algumas espécies da flora da Arriba Fóssil e a sua belíssima paisagem: matos de aromáticas, pinhais, camarinhais e outras comunidades e habitats.

https://maps.google.pt/maps/ms?msid=206632701037365285850.0004f93800e67a3d85d71&msa=0&ll=38.57481%2C-9.189119&spn=0.037644%2C0.067978

segunda-feira, 19 de maio de 2014

24 de Maio: Jantar e apresentação da Cozinha Comunitária das Terras da Costa


Sábado, 24 de Maio, pelas 20 horas


"Jante à conversa com os moradores, arquitectos e mediadores, contribuindo assim para a continuação da construção da Cozinha Comunitária."

sábado, 17 de maio de 2014

40º Aniversário do Centro de Cultura Libertária - Programa


17 MAIO

17.30 - Documentário: Fascism Inc
de Infowar Productions (2014, 75 min.)
Seguido de conversa

20.00 – Jantar vegetariano


24 MAIO


20.00 - Jantar e Apresentação do projecto Cozinha Comunitária das Terras da Costa


25 MAIO
 
9.00 – Caminhada na Mata dos Medos (Fonte da Telha) com identificação de plantas
(ponto de encontro: penúltima paragem do autocarro 127, sentido Cacilhas-Fonte da Telha)

13.00 – Piquenique
(ponto de encontro junto à NATO na Fonte da Telha)


31 MAIO

17.30 - Círculo de leituras anárquicas: "A contínua atracção do nacionalismo" de Fredy Perlman

20.00 – Jantar vegetariano


7 JUNHO

40º Aniversário do Centro de Cultura Libertária


17.30 - Partilha de vivências, memórias e debate sobre o CCL
Exposição documental sobre os 40 anos do CCL


20.00 – Jantar vegetariano


8 JUNHO

10.00 - Percurso pedestre pela memória libertária de Almada, seguido de piquenique (traz merenda!)
(Ponto de encontro em Cacilhas, junto à saída dos barcos)


14 JUNHO

17.30 - (Re)Inauguração da Biblioteca do CCL
 - Apresentação da biblioteca do CCL, mostra de acervo e conversa sobre bibliotecas libertárias

20.00 - Jantar vegetariano


21 JUNHO

17.30 – Documentário: Não vivamos mais como escravos!
de Yannis Youlountas (2013, 89 min.)

20.00 – Jantar vegetariano


28 JUNHO

17.30 - Círculo de leituras anárquicas: Textos de Errico Malatesta sobre a violência


20.00 – Jantar vegetariano


5 JULHO

17.30 - BOESG: Apresentação da actual situação. Cnversa sobre a nova lei das rendas

20.00- Jantar benefit para a BOESG