Dia 28 de Fevereiro (sexta)
18h - Filmes de Jean Vigo
À propos de Nice
(1930; 25 min.)
Zéro de conduite
(1933; 47 min.)
20h - Jantar vegano
20.00 | Jantar
Porque não há alternativa política ao projeto imperial na Rússia?
Perspetivas decoloniais e crítica aos movimentos de esquerda na
Federação Russa
O Coletivo Ação Antiautoritária continua o ciclo de conversas sobre a resistência na Ucrânia ao projeto imperial e colonial russo. Desta vez, propomos analisar mais de perto os métodos empregues pelo Kremlin para controlar as narrativas de propaganda, a forma como controla a falsa «oposição» ao seu projeto expansionista e a maneira «subtil» como se infiltra nas narrativas de esquerda. Partimos de uma análise de mitos populares esquerdistas e continuamos com um estudo aprofundado sobre as redes de influência da Federação Russa, que será apresentado pela sua autora.
A apresentação será em russo, com tradução para português.
Fevereiro 2025
Dia 7 (sexta)
Abertura das 18.30 às 20.30
Dia 8 (sábado)
17.30 - Conversa «Porque não há alternativa política ao projeto imperial na Rússia? Perspetivas decoloniais e crítica aos movimentos de esquerda na Federação Russa»
20.00 | Jantar
pelo Coletivo Ação Antiautoritária
Dia 21 (sexta)
Abertura das 18.30 às 20.30
Dia 28 (sexta)
18.30 - Curtas de Jean Vigo + jantar
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto. - Cacilhas
50 anos de CCL, 50 anos de lutas!
Exposição, conversa e jantar comemorativo
No dia 13 de Maio de 1974, um grupo de anarquistas que resistiram à longa ditadura fascista reuniram-se em Almada com o objectivo de relançar o movimento libertário. Foi a primeira reunião do grupo que se viria a constituir como Centro de Cultura Libertária.
Ao longo de cinco décadas, sucederam-se nesta associação anarquista várias gerações que encontraram neste espaço formas de conhecer, debater e viver o anarquismo. A vida deste espaço materializou-se em inúmeros projectos, colectivos, protestos, edições, eventos, etc.
No próximo sábado, dia 18 de Maio, a partir das 17.30, recordamos um pouco desta longa história de resistência.
Logo depois temos um jantar comemorativo dos 50 anos do CCL.
11 de Maio
18h| Recordando o companheiro Carlos Pimpão (1949-2023)
Vídeo, conversa e jantar
No ano passado
perdemos inesperadamente o nosso companheiro Carlos Pimpão. Sócio
do Centro de Cultura Libertária há várias décadas, o Pimpão foi
uma das nossas últimas ligações a uma geração que integrou o
movimento libertário logo após o 25 de Abril. Natural de Amiais de
Baixo (Santarém), o Carlos formou-se em engenharia agrónoma, o que
o levou a participar profissionalmente no processo da reforma agrária
no Alentejo. Foi nessa altura, em Évora, que fez parte do grupo que
editou o jornal Apoio Mútuo, juntamente com Júlio Carrapato, de
quem se manteria amigo ao longo da vida. Na década de 80 colaborou
na redacção do jornal A Batalha e, posteriormente, no Centro de
Cultura Libertária, que então editava a revista Antítese. Já na
década de 2000 integrou também a anarco-sindicalista Secção
Portuguesa da AIT.
Ao longo dos anos, o Pimpão foi presença periódica nas assembleias e debates do Centro de Cultura Libertária, nos eventos públicos e nas manifestações. Embora já não sendo um militante muito activo, insistia em estar presente, quer pelo gosto em participar e acompanhar o desenvolvimento do movimento anarquista quer pelo prazer de conviver e debater com os seus companheiros de ideias.
Nesta actividade, vamos recordar o Pimpão, visionando um breve vídeo com uma entrevista realizada em 2018 e partilhando as nossas recordações.
11 de Maio
18h| Recordando o companheiro Carlos Pimpão (1949-2023)
Vídeo, conversa e jantar
18 de Maio
17h30| 50 anos de CCL, 50 anos de lutas
Exposição, conversa e jantar
25 de Maio
16h| Convívio Anarquista na Trafaria
Picnic, bancas e música. Traz comes e bebes!
no Parque de Merendas da Trafaria
(Rua Projectada à Avenida 25 de Abril)
8 de Junho
15h30| Faz a tua fanzine! Oficina para todas as idades
17h30| Apresentação da fanzinoteca do CCL
A Volta ao Mundo em 80 Catástrofes
Um projeto do coletivo Left Hand Rotation
17:30 | Projeção do documentário MONUMENTO CATÁSTROFE e apresentação de livro-guia
Seguido de jantar vegano
O monumento e a viagem estão ligados na sua origem na forma do menir, do dólmen, do cromeleque, nascidos no universo nómada do Neolítico. MONUMENTO CATÁSTROFE (2022 / 69 minutos) é um road movie em Portugal, uma viagem pelos espaços da catástrofe, num movimento contra a dupla paralisia do desespero e da indiferença. Transitar entre as histórias contidas nos monumentos em memória das mortes coletivas expande o olhar sobre o acontecimento para além da sua capacidade disruptiva, revelando a catástrofe como a manifestação de um processo em curso, o Capitaloceno.
Projeto completo em lefthandrotation.com/avoltaaomundoem80catastrofes
17h - Apresentação acerca da história do movimento
seguida de Workshop de prática criativa
Ad-Hacking enquanto forma criativa de acção directa contra a imagem publicitária corporativa. Retomemos as ruas como plataforma DIY para arte acessível e activista.
Concerto Benefit para o novo Ateneu Libertário
20 de janeiro na SMUP
Rua Marquês de Pombal 319, Parede (junto à estação de comboio - Linha de Cascais)
O Gajo
Gangstas Afri Familia (GAF)
Fado Bicha
Lôv Da Xit
+ Bancas
+ Apresentação do projeto “Novo Ateneu Libertário para a região metropolitana de Lisboa!”
Todxs à SMUP dia 20! O teu apoio é importante!
Organização:
A Batalha
Centro de Cultura Libertária
BOESG
Apoio:
Cultura no Muro
* * *
É com grande alegria que partilhamos convosco que o Centro de Cultura Libertária fica em Almada por mais 5 anos!
O peso e o clima tenso que o CCL tem vivido nestes últimos tempos, devido à notícia do despejo para Março de 2024 foi-nos por agora levantado dos ombros.
Devido a uma reviravolta inesperada, houve uma renovação automática do contrato e por isso conseguimos permanecer por mais 5 anos, levantando o punho da resistência bem alto, uma vez mais.
Agora com mais tempo de maneio, é possível, em conjunto com A Batalha e a BOESG preparar melhor a aquisição de um espaço conjunto que constitua o novo Ateneu Libertário na zona metropolitana de Lisboa. Seguimos juntos e empenhados em avançar com este projeto que nos sirva e a toda a comunidade libertária portuguesa, um espaço protegido de novas ameaças de despejo, que nos pertença.
Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL, e também os importantes acervos da BOESG e de A Batalha. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a protecção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas. Um espaço aberto a novos e velhos colectivos que dele queiram fazer uso.
Seguiremos a multiplicar variadas iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e colectivos solidários através de donativos, da realização de eventos e da divulgação da campanha.
Sabemos que temos pela frente uma difícil tarefa, mas acreditamos que pela força do conjunto e pela solidariedade anarquista conseguiremos levar esta ideia a bom porto.
Ana Luz (Universidade Nova)
Licenciada em Engenharia Florestal, onde aproximando as ciências sociais e humanas despertou para a realidade dos baldios, tema que aprofundou num doutoramento na área da Ecologia Humana.
Marta Romero (SOCIUS)
No seu doutoramento em Sociologia Rural da Wageningen University (concluído em 2022), estudou a relação entre as práticas comunitárias em baldios (terrenos comunitários históricos no Noroeste da Península Ibérica) e a transformação do paradigma florestal atual associado aos fogos rurais.
Ocupação como ferramenta de luta pela habitação!
Por um novo Ateneu Libertário!
Maldatesta - Rua de S. Roque da Lameira 2236, Porto
Sábado, 28 outubro, 18:30
Apresentação de um novo projeto conjunto entre o CCL, A Batalha e a BOESG. Conversa com os integrantes dos coletivos e partilha de ideias e aspirações à volta deste novo projeto. Conversa seguida por Jantarada. Apareçam!
Mais informações e como contribuir:
https://culturalibertaria.blogspot.com/2023/09/por-um-novo-ateneu-libertario-em-lisboa.html
Three collectives that belong to the history of Portuguese anarchism – Centro de Cultura Libertária, BOESG (library) and A Batalha (newspaper) – got together to buy a new Anarchist Center in the Lisbon region: a common space, open to old and new collectives, that will rid us, once and for all, of the pressure brought about by gentrification and real estate. The new Anarchist Center will be a social center but will also host the relevant archives and libraries of the three collectives. In the coming months, we will be hosting a massive fundraising campaign, and we are asking for the contribution of all persons and collectives solidary to the anarchist cause.
For a new Anarchist Center in Lisbon!
The space that the Centro de Cultura Libertária (CCL) has occupied and rented for almost 50 years is again in danger. The continuous pressure exerted by gentrification and the real estate market, which has lead to the eviction of so many people and associations and forced them to leave the city centers, targets the CCL again, this time with definitive force: after years of threats and eviction processes that we resisted, in March 2024, the CCL will have to definitively leave its historic headquarters in Cacilhas (Almada, Portugal).
We want a space that serves not only the CCL but also the Portuguese anarchist community, a space protected from new threats of eviction, that belongs to us. For this reason, the collective of the centenarian newspaper A Batalha and the collective of the Observatório dos Estragos da Sociedade Organizada Library (BOESG) decided to join their efforts with the CCL for the acquisition of a joint space that would be a new Anarchist Center in the Lisbon area. This will be a space that houses the CCL library, archive and bookshop, as well as the important collections of BOESG and A Batalha; a space for the diffusion and protection of anarchist culture that has as its objective the recovery and protection of memory, a meeting place to promote anarchist ideas; a space open to new and old collectives that want to make use of it.
In the coming months, we will multiply fundraising initiatives and call on all charitable people and collectives to contribute through donations, holding events and publicising the campaign. We know that we have a difficult task ahead of us, but we believe that through the strength of many, working together and through anarchist solidarity, we will be able to bring this idea to a successful conclusion.
Bank account details for donations:
Account Holder: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC/SWIFT: CGDIPTPL
Crowdfunding: https://whydonate.com/en/fundraising/anarchistcenter
Liberapay: https://liberapay.com/CCL/donate
Paypal: https://www.paypal.me/cculturalibertaria
MBWAY: 913 125 532
O Centro de Cultura Libertária vai estar presente na Feira Anarquista do Livro, a realizar nos dias 23 e 24 de Setembro no Centro Social do Bairro Alto (Rua da Rosa, 285, Lisboa).
No dia 24, às 11:30, apresentamos o projecto de um novo ateneu libertário na região de Lisboa, conjuntamente com o jornal A Batalha e a BOESG .
Mais informação e programa: https://feiranarquistadolivro.coletivos.org/
O espaço que o Centro de Cultura Libertária (CCL) ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário, que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades, volta a atingir o CCL, desta vez com força definitiva: depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá mesmo de deixar a sua histórica sede em Cacilhas.
Queremos um espaço novo que sirva não só o CCL como também a comunidade libertária portuguesa, um espaço protegido de novas ameaças de despejo, que nos pertença. Por isso, o colectivo do jornal centenário A Batalha e o colectivo da BOESG decidiram juntar os seus esforços ao CCL para a aquisição de um espaço conjunto que seja um novo Ateneu Libertário na zona de Lisboa. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL, e também os importantes acervos da BOESG e de A Batalha. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a protecção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas. Um espaço aberto a novos e velhos colectivos que dele queiram fazer uso.
Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e colectivos solidários através de donativos, da realização de eventos e da divulgação da campanha. Sabemos que temos pela frente uma difícil tarefa, mas acreditamos que pela força do conjunto e pela solidariedade anarquista conseguiremos levar esta ideia a bom porto.
Dados da conta bancária para donativos:
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL
MBWAY: 913 125 532
Liberapay: https://liberapay.com/CCL/donate
Paypal: https://www.paypal.me/cculturalibertaria
Crowdfunding: https://whydonate.com/en/fundraising/anarchistcenter
https://www.facebook.com/jornalabatalha
https://www.instagram.com/jornalabatalha/
https://culturalibertaria.blogspot.com
https://www.instagram.com/centroculturalibertaria/
https://www.facebook.com/Biblioteca.BOESG/
Dia 7 de Julho (sexta) no Centro de Cultura Libertária
19h00 | Lutas Sociais no Brasil e Anarquismo - com membro da Biblioteca Terra Livre (São Paulo)
20h30 | Jantar
Sábado, 20 de Maio no CCL
18h - Apresentação da campanha por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária
20h - Jantar de angariação de fundos
Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária!
O espaço que o Centro de Cultura Libertária ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades atinge-nos uma vez mais. Depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá que deixar a sua histórica sede em Cacilhas.
Ao longo destes quase 50 anos, várias gerações de anarquistas deram, neste local, voz às suas esperanças e lutas através das mais variadas actividades e meios. Por aqui passaram e habitaram muitos colectivos, publicações, actividades culturais e lúdicas que 'levaram um mundo novo nos seus corações'. O CCL é um espaço único, de uma história que teima em persistir, que resiste e luta pelo seu lugar nas mentes e nas acções de quem ousa pensar e agir sem deus nem amos. O CCL alberga também um arquivo da memória libertária e uma biblioteca únicos na região portuguesa. É um espaço de continuidade da luta anarquista nesta região, e por isso pretendemos que mantenha essa chama acesa por muitos mais anos.
Lançamos por isso um apelo e uma acção de angariação de fundos com vista à aquisição de um espaço para o Centro de Cultura Libertária. Um espaço que lhe pertença e de onde não possa ser despejado. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a protecção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas.
Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e colectivos solidários através de donativos, da realização de eventos solidários e da divulgação da campanha.
Dados da conta bancária do CCL para donativos
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL
MBWAY do CCL para donativos
913 125 532
19h | Vídeo "Prelúdio a um desastre" 20h30 | Jantar com pizzas veganasPrelúdio a um desastre
[‘Trouble #23: Prelude to a Disaster’, de subMedia; 37 min.; em inglês]
A cada dia as notícias são piores. Milhões de pessoas são forçadas a deslocar-se por ondas de calor e secas inauditas, assim como por violentas megatempestades e inundações repentinas. Incêndios florestais sem precedentes expandem-se sem controlo, arrasando largas extensões de floresta e mato, e mergulhando os centros urbanos próximos em cenas surreais de escuridão no meio do dia. Entretanto, os cientistas informam-nos solenemente de que a vida marinha pode ficar extinta em meados deste século, à medida que os oceanos continuam a ser transformados, de zonas vibrantes de grande biodiversidade, em cemitérios da civilização industrial repletos de plástico. Por mais que tentemos... as consequências do nosso estilo de vida inconsequente tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar.
É hoje amplamente aceite que o ‘aquecimento global’ é uma realidade e que as actuais taxas de emissão de carbono das nossas sociedades colocam em risco as gerações futuras. Milhões de pessoas concordam que estamos a roubar aos nossos descendentes por nascer o seu direito a um planeta habitável – algo que os seus ancestrais estupidamente tomavam como garantido. Esta consciência crescente está a traduzir-se num consenso cada vez maior de que nossos “líderes” precisam de intervir para resolver este problema e corrigir esta injustiça histórica. Infelizmente, a maioria dos activistas ambientais continua a ser afectada por uma falsa noção de como o poder opera na sociedade, da escala do problema que enfrentamos… e o que realmente seria necessário para resolvê-lo. Neste episódio de Trouble, a subMedia analisa mais de perto estas dinâmicas, argumentando pela importância de praticar acções ousadas para defender as biorregiões locais, mesmo enquanto lutamos pela total derrocada e substituição da economia capitalista global.
Inclui entrevistas com Dahr Jamail, Nafeez Ahmed, Mel Bazil, Aric McBay e membros do Earth First! Journal Collective.
23 de julho no CCL
18 horas: Conversa seguida de jantar
As igrejas e os claustros, em baixo das suas absides e nos seus corpos, protegiam ricamente os túmulos,
enquanto os vivos ficavam miseravelmente protegidos em baixo de cabanas de palha. O culto dos mortos tem travado, desde os seus primórdios, a evolução dos homens. Ele é o “pecado original”, o peso morto, a bola que a humanidade vem arrastando consigo.
Em 1907, nas páginas do jornal L'Anarchie, Albert Libertad escrevia Culte de la charogne.
Nesse breve texto, Libertad lançava um duro ataque contra o costume de venerar os mortos e contra tudo aquilo que está à sua volta.
Já passou mais do que um século desde a publicação daquele texto. Porém, o assim-chamado culte de la charogne continua a estar presente, aliás, continua a fortalecer-se cada vez mais. Ao longo do tempo, os vários fascismos – e os seus modernos epígonos – têm elogiado e glorificado a morte através dos seus símbolos e nos seus rituais fúnebres. As religiões agitam o espectro da morte, ou nalgum caso, delegam a esta a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, os Estados fazem do desprezo pelas vidas humanas o seu eixo fundamental.
Portanto, o culto da morte continua, com as infinitas guerras, o espectro do nuclear, os campos de confinamento, as prisões, a repressão da carne e dos espíritos rebeldes.
Ele continua com a propaganda unilateral que fala dos mortos pela guerra, epidemias e outras catástrofes “naturais”, enquanto os cientistas nos advertem que o colapso da terra está ao virar da esquina.
O triunfo da morte e o seu exército de cultores parecem determinados em eliminar qualquer espaço vital, já residual, procurando condenar-nos a um presente mortífero e a um futuro de miséria e privação.
Se a resignação tem aparentemente monopolizado as mentes e os corações, será possível uma revolta contra toda a autoridade que consiga despertar novamente a nossa joie de vivre? Queremos discutir sobre antigos e novos cultos da morte, fazendo uma releitura do texto de Albert Libertad, contextualizando-o no atual cenário social.
18h00: conversa
20h00: jantar vegano