Ocupação como ferramenta de luta pela habitação!
À conversa com a rede de Okupação e Resistência, Stop despejos, CCL, entre outres intervenientes
Início às 17h:30
seguido de jantarada
Ocupação como ferramenta de luta pela habitação!
Por um novo Ateneu Libertário!
Maldatesta - Rua de S. Roque da Lameira 2236, Porto
Sábado, 28 outubro, 18:30
Apresentação de um novo projeto conjunto entre o CCL, A Batalha e a BOESG. Conversa com os integrantes dos coletivos e partilha de ideias e aspirações à volta deste novo projeto. Conversa seguida por Jantarada. Apareçam!
Mais informações e como contribuir:
https://culturalibertaria.blogspot.com/2023/09/por-um-novo-ateneu-libertario-em-lisboa.html
Three collectives that belong to the history of Portuguese anarchism – Centro de Cultura Libertária, BOESG (library) and A Batalha (newspaper) – got together to buy a new Anarchist Center in the Lisbon region: a common space, open to old and new collectives, that will rid us, once and for all, of the pressure brought about by gentrification and real estate. The new Anarchist Center will be a social center but will also host the relevant archives and libraries of the three collectives. In the coming months, we will be hosting a massive fundraising campaign, and we are asking for the contribution of all persons and collectives solidary to the anarchist cause.
For a new Anarchist Center in Lisbon!
The space that the Centro de Cultura Libertária (CCL) has occupied and rented for almost 50 years is again in danger. The continuous pressure exerted by gentrification and the real estate market, which has lead to the eviction of so many people and associations and forced them to leave the city centers, targets the CCL again, this time with definitive force: after years of threats and eviction processes that we resisted, in March 2024, the CCL will have to definitively leave its historic headquarters in Cacilhas (Almada, Portugal).
We want a space that serves not only the CCL but also the Portuguese anarchist community, a space protected from new threats of eviction, that belongs to us. For this reason, the collective of the centenarian newspaper A Batalha and the collective of the Observatório dos Estragos da Sociedade Organizada Library (BOESG) decided to join their efforts with the CCL for the acquisition of a joint space that would be a new Anarchist Center in the Lisbon area. This will be a space that houses the CCL library, archive and bookshop, as well as the important collections of BOESG and A Batalha; a space for the diffusion and protection of anarchist culture that has as its objective the recovery and protection of memory, a meeting place to promote anarchist ideas; a space open to new and old collectives that want to make use of it.
In the coming months, we will multiply fundraising initiatives and call on all charitable people and collectives to contribute through donations, holding events and publicising the campaign. We know that we have a difficult task ahead of us, but we believe that through the strength of many, working together and through anarchist solidarity, we will be able to bring this idea to a successful conclusion.
Bank account details for donations:
Account Holder: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC/SWIFT: CGDIPTPL
Crowdfunding: https://whydonate.com/en/fundraising/anarchistcenter
Liberapay: https://liberapay.com/CCL/donate
Paypal: https://www.paypal.me/cculturalibertaria
MBWAY: 913 125 532
O Centro de Cultura Libertária vai estar presente na Feira Anarquista do Livro, a realizar nos dias 23 e 24 de Setembro no Centro Social do Bairro Alto (Rua da Rosa, 285, Lisboa).
No dia 24, às 11:30, apresentamos o projecto de um novo ateneu libertário na região de Lisboa, conjuntamente com o jornal A Batalha e a BOESG .
Mais informação e programa: https://feiranarquistadolivro.coletivos.org/
O espaço que o Centro de Cultura Libertária (CCL) ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário, que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades, volta a atingir o CCL, desta vez com força definitiva: depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá mesmo de deixar a sua histórica sede em Cacilhas.
Queremos um espaço novo que sirva não só o CCL como também a comunidade libertária portuguesa, um espaço protegido de novas ameaças de despejo, que nos pertença. Por isso, o colectivo do jornal centenário A Batalha e o colectivo da BOESG decidiram juntar os seus esforços ao CCL para a aquisição de um espaço conjunto que seja um novo Ateneu Libertário na zona de Lisboa. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL, e também os importantes acervos da BOESG e de A Batalha. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a protecção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas. Um espaço aberto a novos e velhos colectivos que dele queiram fazer uso.
Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e colectivos solidários através de donativos, da realização de eventos e da divulgação da campanha. Sabemos que temos pela frente uma difícil tarefa, mas acreditamos que pela força do conjunto e pela solidariedade anarquista conseguiremos levar esta ideia a bom porto.
Dados da conta bancária para donativos:
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
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Dia 7 de Julho (sexta) no Centro de Cultura Libertária
19h00 | Lutas Sociais no Brasil e Anarquismo - com membro da Biblioteca Terra Livre (São Paulo)
20h30 | Jantar
Sábado, 20 de Maio no CCL
18h - Apresentação da campanha por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária
20h - Jantar de angariação de fundos
Por um novo espaço para o Centro de Cultura Libertária!
O espaço que o Centro de Cultura Libertária ocupa e arrenda há quase 50 anos está novamente em perigo. A contínua pressão exercida pela gentrificação e pelo mercado imobiliário que tantas pessoas e associações tem despejado e forçado a sair do centro das cidades atinge-nos uma vez mais. Depois de anos de ameaças e processos de despejo a que resistimos, em Março de 2024 o CCL terá que deixar a sua histórica sede em Cacilhas.
Ao longo destes quase 50 anos, várias gerações de anarquistas deram, neste local, voz às suas esperanças e lutas através das mais variadas actividades e meios. Por aqui passaram e habitaram muitos colectivos, publicações, actividades culturais e lúdicas que 'levaram um mundo novo nos seus corações'. O CCL é um espaço único, de uma história que teima em persistir, que resiste e luta pelo seu lugar nas mentes e nas acções de quem ousa pensar e agir sem deus nem amos. O CCL alberga também um arquivo da memória libertária e uma biblioteca únicos na região portuguesa. É um espaço de continuidade da luta anarquista nesta região, e por isso pretendemos que mantenha essa chama acesa por muitos mais anos.
Lançamos por isso um apelo e uma acção de angariação de fundos com vista à aquisição de um espaço para o Centro de Cultura Libertária. Um espaço que lhe pertença e de onde não possa ser despejado. Um espaço que aloje a biblioteca, o arquivo e a livraria do CCL. Um espaço de difusão e proteção da cultura libertária que tenha por objetivo a recuperação e a protecção da memória, o encontro e o dinamismo das ideias anarquistas.
Nos próximos meses multiplicaremos as iniciativas de angariação de fundos e apelamos à contribuição de todas as pessoas e colectivos solidários através de donativos, da realização de eventos solidários e da divulgação da campanha.
Dados da conta bancária do CCL para donativos
Titular: CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA
IBAN: PT50003501790000215493029
BIC: CGDIPTPL
MBWAY do CCL para donativos
913 125 532
19h | Vídeo "Prelúdio a um desastre" 20h30 | Jantar com pizzas veganasPrelúdio a um desastre
[‘Trouble #23: Prelude to a Disaster’, de subMedia; 37 min.; em inglês]
A cada dia as notícias são piores. Milhões de pessoas são forçadas a deslocar-se por ondas de calor e secas inauditas, assim como por violentas megatempestades e inundações repentinas. Incêndios florestais sem precedentes expandem-se sem controlo, arrasando largas extensões de floresta e mato, e mergulhando os centros urbanos próximos em cenas surreais de escuridão no meio do dia. Entretanto, os cientistas informam-nos solenemente de que a vida marinha pode ficar extinta em meados deste século, à medida que os oceanos continuam a ser transformados, de zonas vibrantes de grande biodiversidade, em cemitérios da civilização industrial repletos de plástico. Por mais que tentemos... as consequências do nosso estilo de vida inconsequente tornam-se cada vez mais difíceis de ignorar.
É hoje amplamente aceite que o ‘aquecimento global’ é uma realidade e que as actuais taxas de emissão de carbono das nossas sociedades colocam em risco as gerações futuras. Milhões de pessoas concordam que estamos a roubar aos nossos descendentes por nascer o seu direito a um planeta habitável – algo que os seus ancestrais estupidamente tomavam como garantido. Esta consciência crescente está a traduzir-se num consenso cada vez maior de que nossos “líderes” precisam de intervir para resolver este problema e corrigir esta injustiça histórica. Infelizmente, a maioria dos activistas ambientais continua a ser afectada por uma falsa noção de como o poder opera na sociedade, da escala do problema que enfrentamos… e o que realmente seria necessário para resolvê-lo. Neste episódio de Trouble, a subMedia analisa mais de perto estas dinâmicas, argumentando pela importância de praticar acções ousadas para defender as biorregiões locais, mesmo enquanto lutamos pela total derrocada e substituição da economia capitalista global.
Inclui entrevistas com Dahr Jamail, Nafeez Ahmed, Mel Bazil, Aric McBay e membros do Earth First! Journal Collective.
23 de julho no CCL
18 horas: Conversa seguida de jantar
As igrejas e os claustros, em baixo das suas absides e nos seus corpos, protegiam ricamente os túmulos,
enquanto os vivos ficavam miseravelmente protegidos em baixo de cabanas de palha. O culto dos mortos tem travado, desde os seus primórdios, a evolução dos homens. Ele é o “pecado original”, o peso morto, a bola que a humanidade vem arrastando consigo.
Em 1907, nas páginas do jornal L'Anarchie, Albert Libertad escrevia Culte de la charogne.
Nesse breve texto, Libertad lançava um duro ataque contra o costume de venerar os mortos e contra tudo aquilo que está à sua volta.
Já passou mais do que um século desde a publicação daquele texto. Porém, o assim-chamado culte de la charogne continua a estar presente, aliás, continua a fortalecer-se cada vez mais. Ao longo do tempo, os vários fascismos – e os seus modernos epígonos – têm elogiado e glorificado a morte através dos seus símbolos e nos seus rituais fúnebres. As religiões agitam o espectro da morte, ou nalgum caso, delegam a esta a esperança de uma vida melhor. Por outro lado, os Estados fazem do desprezo pelas vidas humanas o seu eixo fundamental.
Portanto, o culto da morte continua, com as infinitas guerras, o espectro do nuclear, os campos de confinamento, as prisões, a repressão da carne e dos espíritos rebeldes.
Ele continua com a propaganda unilateral que fala dos mortos pela guerra, epidemias e outras catástrofes “naturais”, enquanto os cientistas nos advertem que o colapso da terra está ao virar da esquina.
O triunfo da morte e o seu exército de cultores parecem determinados em eliminar qualquer espaço vital, já residual, procurando condenar-nos a um presente mortífero e a um futuro de miséria e privação.
Se a resignação tem aparentemente monopolizado as mentes e os corações, será possível uma revolta contra toda a autoridade que consiga despertar novamente a nossa joie de vivre? Queremos discutir sobre antigos e novos cultos da morte, fazendo uma releitura do texto de Albert Libertad, contextualizando-o no atual cenário social.
18h00: conversa
20h00: jantar vegano
Solidariedade anarquista contra a agressão do Estado russo
Dia 1 de Abril
no Centro de Cultura Libertária
19h00 - Conversa com activistas sobre a situação da Ucrânia
20h30 - Jantar solidário com a resistência anarquista à agressão do
Estado russo
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas (Almada)
A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.
* * *
«A afirmação negra e a questão colonial: textos, 1919-1928» de Mário Domingues; ensaio e selecção de José Luís Garcia; 318 páginas (Edições Tinta-da-China, 2022) - Preço: 16 euros (portes incluídos)
Foi em 1919, há mais de um século, que Mário Domingues publicou num jornal o seu primeiro texto em defesa dos negros, intitulado «Colonização». Jornalista, cronista, escritor, nascido em S. Tomé e Príncipe, atento ao activismo do movimento negro por todo o mundo, foi construindo a partir daí, e até 1928, uma precursora obra de «rebeldia negra» na imprensa em Portugal.
Este livro recupera a maioria dos textos de Mário Domingues desse período, injustamente esquecidos, onde este escreve, muito à frente do seu tempo, sobre a condição dos negros, o racismo e a colonização, denunciando de forma arrojada preconceitos e discriminações, e expondo corajosamente a violência do colonialismo e de todas as formas de subjugação.
José Luís Garcia, que reuniu estas crónicas, apresenta ainda um ensaio introdutório sobre a obra, a vida e o contexto de Mário Domingues, «um dos maiores símbolos da passagem do negro de uma condição de subalternidade na sociedade portuguesa para autor da sua vida», e um verdadeiro «precursor da afirmação negra».
* * *
Sobre Mário Domingues
Mário Domingues nasceu na ilha do Príncipe em 1899, filho de mãe angolana natural de Malanje, que tinha ido para a ilha do Príncipe como contratada (à força) com quinze anos de idade, e de António Alexandre José Domingues, oriundo de famílias liberais de Lisboa. Com dezoito meses de idade foi enviado para Lisboa, sendo educado pela avó paterna.
Aos dezanove anos de idade aderiu ao ideário do anarquismo e iniciou colaboração no diário anarco-sindicalista A Batalha e, posteriormente, no jornal anarquista A Comuna, da cidade do Porto. Nesse período participou nas atividades de um grupo libertário que, entre outros, integrava Cristiano Lima e David de Carvalho. Fez parte da redação da revista Renovação (1925-1926) e colaborou na organização do congresso anarquista da União Anarquista Portuguesa (UAP).
Publicou diversas obras de ficção. Após o golpe de 28 de Maio de 1926 dedicou-se ao jornalismo e tornou-se escritor profissional. Voltou-se para a história, escrevendo mais de uma dezena de volumes. Também se dedicou ao romance policial, de aventuras e à literatura cor-de-rosa recorrendo a pseudónimos pretensamente estrangeiros.
Apesar de se ter afastado do movimento anarquista, quando em 1975 apareceu o jornal «Voz Anarquista», publicado em Almada, escreveu uma carta ao diretor, onde declarava: «Agora, mais do que nunca, é preciso proclamar bem alto que o anarquismo não é a desordem, a violência e o crime, como as forças reacionárias têm querido qualificá-lo. Urge desfazer essa lenda tenebrosa e demonstrar ao grande público, enganado por essas torpes mentiras, que o anarquista ama e defende o ideal supremo da ordem, exercida numa Sociedade edificada na Liberdade, na Fraternidade e na Justiça Social. À Voz Anarquista cabe essa sublime tarefa, recordando o exemplo de homens superiormente lúcidos como foram Proudhon, Eliseu Reclus, Sébastien Faure, Bakunine, Kropotkine, Neno Vasco, Pinto Quartin, Campos Lima, Cristiano Lima, Aurélio Quintanilha e outros propositadamente esquecidos, que abriram aos homens o Caminho da Liberdade».
20h - Jantar vegano
Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.
Desta vez, o texto proposto é a obra «O Único e a Sua Propriedade» de Max Stirner.
Alguns excertos:
«O que querem então os homens livres? A resposta é bem simples: eles querem precisamente ser livres, livres de toda a crença, de toda a tradição e de toda a autoridade, pois estas são desumanas.»
«Eu sou proprietário do meu poder, e sou-o ao reconhecer-me como único. No único, o próprio proprietário regressa ao nada criador de onde proveio. Todo o ser superior acima de mim, seja ele Deus ou o homem, enfraquece o sentimento da minha unicidade e empalidece apenas diante do Sol desta consciência. Se a minha causa for a causa de mim, o único, ela assentará no seu criador mortal e perecível, que a si próprio se consome. Então, poderei dizer: A minha causa é a causa de nada.»
«Há tanta coisa a querer ser a minha causa! A começar pela boa causa, depois a causa de Deus, a causa da humanidade, da verdade, da liberdade, do humanitarismo, da justiça; para além disso, a causa do meu povo, do meu príncipe, da minha pátria, e finalmente até a causa do espírito e milhares de outras. A única coisa que não está prevista é que a minha causa seja a causa de mim mesmo! «Que vergonha, a deste egoísmo que só pensa em si!»
Já está disponível na livraria do Centro de Cultura Libertária o segundo volume de Transumano Mon Amour de Andrea Mazzola, editado pelo jornal Mapa também com o apoio do CCL.
Preço: 10 euros cada volumePromoção vol. I + vol. II: 16 euros
(com portes incluídos)
Pedidos através de ccl@centroculturalibertaria.info ou na nossa livraria online: https://tradestories.pt/user/centro-de-cultura-libertaria
A livraria do Centro de Cultura Libertária abre ao público aos sábados das 11h às 13h e durante as actividades.
Transumano Mon Amour / Andrea Mazzola. Mapa (2021), 254 p.
«Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a
Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).»
in Transumano Mon Amour – Volume II
18h - Apresentação do Livro Transumano Mon Amour Volume II, seguida de jantar vegano.
Com novos meios «personalizados» de manipulação de massas, como se ao progresso da inteligência artificial correspondesse um proporcional desenvolvimento da estupidez humana, às formas tradicionais de propaganda acrescenta-se o universo das redes sociodigitais, a Propaganda 2.0. Neste tipo de circunstâncias, também podemos destacar o aniquilamento tipicamente H+ das pessoas, convertidas em artefactos, e a desumanização da existência humana, desanimada pelo uso político da tecnociência, que de modo desolador tem transformado a vida num objecto técnico. Tanto os meios quanto os fins são partilhados dos dois lados do Atlântico, e talvez sejam uma bagagem ideológica comum aos dirigentes de todas as nações. O cibertotalitarismo iminente — o golpe de Estado infomilitar —, com a sua atmosfera saturada de um fanatismo caça-heréticos, segundo o modelo institucionalizado pelo tribunal da Inquisição, fala todas as línguas, tem todos os tons de pele e fascina todas as igrejas e todos os governos (independentemente da narração das respectivas comunidades imaginadas).
in Transumano Mon Amour - Volume II
17h – Conversa
20h – Jantar benefit para companheiros italianos
Desde há alguns anos ouve-se falar de quarta revolução industrial. Esta é a
última mudança do modo de produção capitalista. É um processo de reestruturação
feito pela introdução de técnicas tais como inteligência artificial, internet
das coisas, robôs, realidade aumentada, big data, etc.
A partir da 1ª Revolução Industrial, as máquinas vieram substituir,
gradualmente, o trabalho humano: desde o fim do século XVIII com a introdução
do tear mecânico e o uso do motor a vapor, a primeira linha de montagem
alimentada pela energia elétrica em 1870, os primeiros softwares em 1969 e o
controlo automatizado das fábricas, até às smart factories dos nossos dias.
Estes são apenas uns poucos dos muitos exemplos de mudança do modus operandi
da produção capitalista, mudanças prestes a acontecerem também no âmbito político.
Suportada pelo auxílio das novíssimas tecnologias, a viragem autoritária que
está a envolver, em primeira linha, os países da União Europeia está à vista de
todos. As medidas de lockdown, junto com a incrementação do controlo policial,
estão a limitar os assim-chamados “direitos do Estado liberal-democrático”,
deixando intactas as suas estruturas formais (Parlamentos, Sistemas
Judiciários, Formas de governo etc). Contra isso tudo, em diferentes partes do
mundo, um movimento amorfo e contraditório está a se erguer, se bem que
caracterizado, por vezes, por impulsos reacionários e religiosos, em defesa da
“antiga normalidade”.
Apesar disso, este magma não se deixa cooptar por alguma organização
política que sirva enquanto intermediação entre os protestos e o Estado,
fazendo com que a raiva transborde e gere episódios de cólera coletiva e
individual, lançando, assim, sementes de revoltas espontâneas.
Sábado 18 de dezembro, no CCL, vamos conversar sobre o impacto das
tecnologias trazidas pela quarta revolução industrial nas nossas vidas e das
consequências dessa viragem autoritária do Estado. A seguir, haverá um jantar
benefit para alguns companheiros italianos atingidos pela operação repressiva
“Sibilla” (novembro 2021).
Projecção de filme sobre "La representación indígena en Mexico"
(com sopa)
no Centro de Cultura Libertária
A Caravana pela vida dos povos mexicanos começou em Portugal em Novembro de 2021 com duas delegações do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) e três membros da delegação do Congresso Nacional Indígena (CNI) que se deslocam agora por toda a Europa. A partir de uma série de encontros de escuta e palavra, ambas as delegações de povos originários propõem-se trocar histórias sobre as formas de resistência autónoma nos seus territórios e as formas como lutamos a partir de baixo e à esquerda como possibilidades de encontrar caminhos diferentes para a hidra capitalista que hoje nos tem sem futuro à vista.
O Congresso Nacional Indígena foi constituído a 12 de Outubro de 1996 como um espaço onde os povos originarios se encontram para reflexão, solidariedade e reforço das lutas de resistência e rebelião, com as suas próprias formas de organização, representação e tomada de decisões. Cristalizou-se a partir do impulso do EZLN depois do Estado mexicano não ter cumprido os acordos políticos com as populações indígenas e ter ignorado a sua autonomia.
Três delegados da CNI estarão presentes no Centro de Cultura Libertária: Marcela da Frente de Defesa da Terra e da Água da Península de Yucatán; Isabel da Comunidade Indígena Otomí, residente no CDMX e participante no "Toma" do EXINPI, agora conhecida como Casa de los Pueblos, e Eliezer, delegado de Amilcingo (Morelos). O seu objectivo é apresentar um documentário sobre vozes indígenas e discutir o poder da assembleia face à representação partidária hegemónica.
20h - Jantar vegano
Regularmente, juntamo-nos em torno de textos que nos despertaram o interesse, partilhamos leituras e debatemos ideias. Os círculos de leituras anárquicas não são apresentações de livros, são um espaço de partilha e debate em que todos podem participar, mesmo que ainda não tenham lido o texto.
Desta vez, o texto proposto é a obra O Apoio Mútuo, de Piotr Kropotkin. Em território português, esta obra foi editada pela primeira vez este ano pela editora Antígona.
«Obra marcante do célebre anarquista russo, O Apoio Mútuo (1902) é um dos primeiros estudos sistemáticos da entreajuda em comunidades humanas e animais. Respondendo aos defensores do darwinismo social — para quem o progresso resulta da feroz competição entre indivíduos e da sobrevivência dos mais aptos —, Kropotkine propõe, baseado em registos históricos e detalhadas observações, que a cooperação é o verdadeiro factor da evolução. Ao mostrar que as pessoas tendem espontaneamente para a ajuda mútua, e que é o Estado, com a sua ânsia de regular colectividades e defender privilégios privados, que corrompe esta inclinação natural, Kropotkine constrói a defesa do anarquismo e apresenta uma base científica para a organização da vida em sociedade. Texto essencial para compreender os fundamentos anarquistas, combinando a erudição de um cientista experiente com o discurso poderoso de um libertário, O Apoio Mútuo não só conserva a sua actualidade, como encerra a clarividência e o optimismo de que precisamos nos nossos dias.» (sinopse retirada da edição da Antígona de 2021)
Mais algumas contribuições para o debate:
«Kropotkin: "a ajuda mútua representa na evolução um importante elemento de progresso"» - https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/12/09/kropotkin-a-ajuda-mutua-representa-na-evolucao-um-importante-elemento-de-progresso/
«A atualidade revolucionária do conceito "apoio mútuo" de Piotr Kropotkin», por David Graeber e Andrej Grubačić - https://autonomialiteraria.com.br/a-atualidade-revolucionaria-do-conceito-apoio-mutuo-de-piotr-kropotkin/
A partir de outubro, as aulas de português para estrangeirxs vão regressar ao CCL.
Para combinar, enviar email para o CCL: ccl@centroculturalibertaria.info
Free Portuguese language classes for foreigners in CCL, starting on the 3rd of October. 11:00am-1:00pm
Please send an email to CCL in advance: ccl@centroculturalibertaria.info
Programa e toda a informação disponíveis aqui: https://feiranarquistadolivro.noblogs.org/
no Centro de Cultura Libertária
Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto - Cacilhas